14.8.07

Dalí no Porto



Bem perto do Porto Cartoon, está, no deslumbrante Palácio do Freixo, uma exposição com obras de Salvador Dalí (1904-1989).
São, ao todo, 285 obras, entre desenhos, esculturas e quadros originais.

Ao nível da escultura, destaco o "Homem sobre golfinho" e o divertido "Elefante cósmico".

É dado especial ênfase às litografias religiosas (ao todo, 150).

Para mim, absolutamente geniais são a "Gargantua e Pantagruel", com figuras mais do que surreais e o "Tricórnio", com um jogo de cores, imagens (um burro e uma borboleta vão saltando de tela em tela, assumindo diferentes configurações no todo) e de sombras supreendente.

Tenho pena que a organização não tenha conseguido trazer à beira-rio as pinturas mais famosas de Dalí, principalmente a admirável "Persistência da Memória". Por isso, quem for à espera dessas obras mais notórias, não as vai encontrar. Apesar de tudo, não se fica desiludido... É sempre um motivo para (re)descobrir o recuperado Palácio do Freixo.

Patente até 4 de Novembro.

12.8.07

Fuga madeirense - ii

Continuando na recuperação de alguns pontos de interesse na Ilha da Madeira e no Porto Santo, aqui ficam mais umas dicas, sem qualquer ordem hierárquica:

4 - Casas típicas



Na ilha da Madeira, temos as inconfundíveis casas em madeira e com telhado de colmo. Encontram-se, principalmente, na localidade de Santana, mas podem observar-se réplicas construídas recentemente noutros cantos da ilha.




Esta que aqui deixo é a localizada no Jardim Botânico. Salienta-se a sua cor: o vermelho das portas, o azul das janelas e as paredes vermelhas e brancas.


Já no Porto Santo, as casas típicas ou tradicionais têm uma configuração completamente diferente.





Os telhados não são de colmo mas de terra barrenta, o que demonstra quais as matérias primas mais frequentes naquela ilha.




5 - Pico de Ana Ferreira



[Colunas prismáticas, vulgarmente chamadas de "piano" no Pico Ana Ferreira, Porto Santo]


Só se consegue alcançar esta "obra" da natureza de jipe. Uma viagem agitada [mais do que não fosse pela ruidosa família que nos acompanhou], mas que vale a pena. De acordo com as pesquisas da nossa guia e condutora - a simpática Sofia - o nome de Ana Ferreira deve-se, rezam as lendas, ao facto de ter havido a necessidade de presentear uma senhora com esse nome, dando-lhe um terreno para cultivo. A dar desta lenda, existe outra [bem mais interessante!...] - Ana Ferreira terá sido uma feiticeira que ainda se manifesta para aqueles que se atravem a subir o pico.


6 - Gastronomia e afins

Estou certa que uma estada demorada em qualquer das ilhas teria permitido um melhor conhecimento da gastronomia típica madeirense. Apesar de tudo, fica a confirmação que as típicas espetadas, principalmente se servidas em ramo de oliveira, são divinais e que o atum tem incontáveis pratos.

Ao nível da restauração, e no Porto Santo, o "Pé na Água" apresenta-se como um especialista em peixe e está localizado mesmo em cima da praia, com a areia quase debaixo dos pés. É um dos mais frequentados e só se lamenta o frio e o vento que se fez sentir naquela noite que tornou a refeição bem mais curta.

Ainda no Porto Santo, o "Solar do Infante" é o mais central e o ideal para quem quer usufruir das melhores vistas sobre a praia dourada.

Muitos dos restaurantes espalhados pelo Porto Santo, principalmente os mais afastados do centro, tem um serviço bastante útil - utilizando uma carrinha (courtesy bus) vão buscar os turistas ao hotel e levam-nos de regresso. Fica o exemplo!

Quanto a bebidas típicas, naturalmente que o vinho da Madeira apresenta-se como o ex-libris, sem prejuízo da poncha (mistura de aguardente de cana, mel e limão). Esta última, ainda que característica da Câmara dos Lobos, bebe-se em qualquer lado. Recomenda-se a poncha de maracujá, mas os efeitos secundários são evidentes!...


Cartoon no Porto



Mantendo uma tradição com alguns anos (desde 1999), está patente no Museu Nacional da Imprensa (no Freixo) mais uma exposição do "Porto Cartoon" - a IX.

Desta vez, o tema é a Globalização e recolheram-se 400 cartoons, o que significa a maior exposição de sempre desta temática.

Espalhadas por várias salas e com obras vindas dos cinco continentes, além da temática da Globalização, um jogo de espelhos faz a ponte entre a exposição principal e a "Galeria Internacional do Cartoon", com temas variados e com caricaturas de figuras bem conhecidas, como Luís Figo, Paula Rego (cuja caricatura feita por António Santos mereceu uma menção honrosa) ou a fadista Mariza.

Não é fácil escolher os melhores e terá sido, certamente, tarefa hérculea a do júri ao escolher o melhor de entre os 1700 cartoons que se apresentaram a concurso. Por curiosidade, referia-se que foi o Brasil o recordista no número de cartoons enviados (250), sendo seguido, com 134, pelo Irão.

Ao público é lançado o desafio para a escolha do melhor cartoon. O meu voto recaiu sobre uma obra de Osmani Simanca, um dos galardoados com menção honrosa.

Está patente até ao final de Setembro. E recomenda-se, para aqueles que sejam apreciadores do humor desenhado.




[Grzegorz Szumovski, Polónia, vencedor do Grande Prémio]

10.8.07

Fuga madeirense - i

A Madeira e o Porto Santo são duas ilhas completamente diferentes. A primeira alberga em si as quatro estações do ano num só dia e toda uma diversidade vegetativa que é impossível ficar-lhe indiferente. A segunda caracteriza-se, sobretudo, pela sua praia de areia dourada e com 9km de extensão; sem esquecer, naturalmente, a temperatura da água do mar [quase sempre nos 24º].

Com o pouco tempo que estivemos na ilha da Madeira, tudo teve de ser [bem] cronometrado, mas naturalmente que se registaram os seguintes imprescindíveis:


1 - Teleférico Funchal - Monte



A viagem de teleférico do Monte - não recomendável para pessoas com vertigens - permite uma visão quase global do Funchal. Em funcionamento desde Novembro de 2000, sai da baixa do Funchal e termina no Monte [localidade que é, frequentemente, comparada a Sintra, pela sua paisagem e palacetes]. É composto por 39 cabines, com capacidade, cada uma, para 7 pessoas.

2 - Carreiros do Monte













Chegados ao Monte, e depois de uma visita à florida Igreja de Nossa Senhora do Monte, segue-se uma descida nos famosos cestos. Dois "carreiros do Monte" empurram os turistas em cestos durante cerca de 2km. Uma descida alucinante, principalmente quando há carros a subir a rua ao mesmo tempo em que os cestos descem...

3 - Jardim Botânico





Numa ilha que se caracteriza pelo verde e as flores que enfeitam as suas paisagens, aconselha-se, também, uma visita ao jardim botânico. Alberga não só uma grande variedade de plantas [das quais destaco os cactos que a foto mostra] como também o "Loiro Parque", que acolhe aves raras e exóticas.
Os jardins encontram-se nos terrenos que pertenceram a família Reid (fundadora do Reid's Palace Hotel) e a sua localização naquela encosta com vistas panorâmicas terá sido escolhida a dedo.
Para os verdadeiros apreciadores de plantas, outras visitas [que não pude avalizar] podem complementar a do jardim botânico - Jardim Tropical do Monte Palace, Quinta do Palheiro Ferreiro ou Jardim Orquídea.

Outras pérolas se relatarão, incluindo as do Porto Santo...

2.8.07

Dolce fare niente



O "Em Fuga" vai de férias durantes uns dias, com o mote dolce fare niente na bagagem... Boas férias a todos!

1.8.07

A família amarela

Os Simpsons tiveram a sua 1ª aparição televisiva em 1987, com uma imagem diferente da que actualmente apresentam.















20 anos volvidos desde a data em que Matt Groening os imaginou, chegam, finalmente [exclamam os fãs] às salas de cinema.

A série sempre viveu sob o fogo cruzado da crítica, nomeadamente devido ao facto de retratar uma família norte-americana de classe média pouco comum e com hábitos controversos.

No início da minha juventude, não perdia um único episódio e gravava-os quase todos nas [quase] extintas cassetes de VHS.

Com o pouco tempo que passo em frente à televisão, esta foi também uma das séries sacrificadas. Apesar de tudo, continuo a achar hilariantes as aventuras do Homer e do Bart, o primeiro porque atrai problemas, vícios e ócio o segundo pela sua energia e capacidade de improvisação.

O filme "Os Simpsons" apresenta um episódio em formato extenso (apenas 87 minutos?) e mantém todas as características da série. Desta vez, a problemática ambiental leva a que o Presidente (Schwarzenegger...) coloque uma cúpula sobre a cidade de Springfield.

As naturais peripécias vão-se desenrolando, com alguns trunfos da realização - o percurso de Bart Simpson, sem roupa, em cima de um skate pela cidade, a "actuação" do Grandpa em plena Igreja ou o "salvamento" por parte de Homer de um porco (colocando-o em casa, como se fosse um animal de estimação), sem esquecer alusões a alguns filmes e documentários, como sejam o Titanic [com os Green Day no papel de músicos que tocam violino antes do naufrágio] ou Uma Verdade Inconveniente.

O filme diverte, mas não inova. Apesar de tudo, deve premiar-se a longevidade da série e o ter inspirado outras do género, como South Park.

Saldo final - 3 estrelas.

30.7.07

Frase do dia - iv


"Está de ananases".


A expressão [que não conhecia] mais proferida hoje no escritório, quando se tenta sobreviver sem ar condicionado. Não está fácil...

29.7.07

Leituras - iii

Enquanto tento seleccionar as leituras de Verão, volto a esfolhear aquele livro que está [quase] sempre à cabeceira.

"Não demonstres de mais, se não queres contradizer-te. Não queiras saber de mais, se queres saber alguma coisa. O limite da razão é o silêncio".
[Pensar, Vergílio Ferreira, pág. 285]

26.7.07

A menina Croft

O pouco tempo livre nos últimos dias tem levado a uma, evidente, escassa escrita por estas bandas...

Num rápido salto à FUGA, partilho um teste que me chegou e que pretende saber que tipo de "Superheroine" sou eu. Um teste só para as meninas, portanto. Para que se divirtam.

Eu sou, sabe-se lá como, a Lara Croft. Ao menos tem pinta! ;)




You Are Lara Croft



"Everything lost is meant to be found."



23.7.07

Do fundo do baú - iii


Six o'clock already
I was just in the middle of a dream
I was kissin' Valentino
By a crystal blue Italian stream
But I can't be late
'Cause then I guess I just won't get paid
These are the days
When you wish your bed was already made

It's just another manic Monday
I wish it was Sunday
'Cause that's my funday
My I don't have to runday
It's just another manic Monday

[Manic Monday, The Bangles]

Escrita por Prince para as Bangles, no ano de 1986. Tem uns anitos, mas conseguiu arrancar-me um sorriso quando a ouvi nesta preguiçosa manhã de Segunda-feira...

18.7.07

O fénomeno Harry Potter


J. K. Rowling não imaginaria o sucesso que a sua escrita daria origem. Aliás, o primeiro livro (dos 7) viu a sua publicação rejeitada em 12 editoras.

Quase 12 anos volvidos desde a data da escrita de "Harry Potter e a Pedra Filosofal", estima-se que já tenham sido vendidas mais de 325 milhões de cópias do conjunto dos seus livros, que apresentam Harry Potter como protagonista, colocando a autora na lista das pessoas mais ricas actualmente.

Como se explica o fenómeno?

Despertada pela curiosidade, logo após a saída do primeiro livro na sua versão portuguesa, atirei-me, pois, à leitura. E repeti o procedimento para os cinco livros que se seguiram.

Não são livros enquadrados na tradicional categoria de "livros infantis", apesar de alguns críticos literários afirmarem que os livros da saga Potter mais não são do que uma miscelânea de clichés, metáforas mortas (?) e reciclagem de contos infantis.

Para mim, o fenómeno e o sucesso justificam-se pela construção de um mundo imaginário paralelo ao real - as vassouras voadoras, os feitiços, as poções mágicas... Mas não só. Isso poderia significar algum sucesso, mas não este sucesso. Os livros são descritivos, os diálogos ricos e a densidade psicológica das personagens é crescente.

A poucos dias do lançamento da versão inglesa do último livro Harry Potter - "Harry Potter and the deathly hallows" - está nas salas de cinema o filme "Harry Potter e a Ordem da Fénix".

Desta vez realizado por David Yates, teve o mérito (?) de realizar o filme mais curto para o livro, até agora, mais longo. O que implica, quanto a mim, o esquecimento de alguns segmentos da narrativa que poderiam, e deveriam, ter sido mais explorados. O 5º livro é aquele em que a dimensão psicológica da personagem central é mais desenvolvida, caracterizando-se por um conflito interior próprio da adolescência e as dúvidas quanto à sua identidade.

Não é tão genial como o "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban" [quer na versão literária, quer na versão cinematográfica, que foi, para mim, o melhor], mas tem alguns trunfos: a personagem Dolores Umbridge, brilhantemente interpretada por Imelda Staunton, que vem trazer um desequilíbrio de poder à Escola de Hogwarts e impor os seus [divertidos] decretos ditatoriais.

Daniel Radcliffe (Harry Potter) já não é o imberbe dos quatro primeiros filmes e torna-se, neste último filme, notório algum atraso na realização dos filmes, para aproveitar os mesmos actores.

Faltam os jogos de Quidditch, mas aparecem as pericépias dos gémeos Weasley, a componente dos jogos de poder e bons efeitos no embate final.
Saliento, ainda, algumas belas imagens de Londres. Não terá sido por acaso que se pretendeu fazer esvoaçar os membros da Ordem da Fénix pelo Tamisa, passando pelo London Eye, Big Ben ou Buckingham Palace.

Saldo final
- 4 estrelas, para o filme (para os livros são 5 estrelas, sem reservas).

16.7.07

Dunas - IV

[Praia do Cabedelo, Gala - Figueira da Foz]

Um pouco mais para sul, sem o vento nortenho, mas mantendo-se o mar com fortes ondas e... gelado. Ainda não foi desta o 1º mergulho do ano!

13.7.07

How To Save A Life (The Fray)

Tomando-se em consideração a sua criação em 2002, é forçoso concluir pela (ainda) juventude desta banda norte-americana.
Foi este single "How to save a life" que me permitiu o conhecimento desta sonoridade, talvez por via da série "Anatomia de Grey".
Aproveitando um dos poucos minutos de paragem nos últimos dias, aqui vos deixo, em jeito de banda sonora relaxante para o fim de semana.

9.7.07

Tu cá, tu lá

- E para beber? - sorri. Olha de lado, como olha sempre, e segura na mão direita a caneta e na esquerda um bloco de notas.
- Para beber... O que tem?
- Só preciso que me digam a cor. Branco ou Tinto.

- O tinto é horrível - digo, entredentes, ao resto dos convivas à mesa.

- Não gosto do tinto. Demasiado ácido.
- Talvez... É um vinho de lavrador. Vem directamente das uvas da minha quinta. É um vinho "tu cá, tu lá". Nada de tratamentos modernos...

Confirma-se que o vinho "tu cá, tu lá" (mais uma expressão a juntar às eloquências) é ácido mas o Zé Manel (o dos Ossos) serve-o como se apresentasse um licor dos deuses.

[@ Zé Manel dos Ossos, Coimbra]

Ao mesmo tempo em que decora o espaço com espécimes como os da foto, se nega a servir café - "para despachar a clientela", assume - e são exibidos textos, desenhos ou poemas (uns mais outros menos conseguidos) dos que por ali passaram, cobrindo, por completo, as paredes...

Um local de visita obrigatória, em Coimbra.


6.7.07

Frida Kahlo



["La Columna Rota", 1944, Moseo Dolores Olmedo, Cidade do México]

Já passou mais do que um ano deste a data em que vi a exposição, patente no CCB, com parte da obra de Frida Kahlo.

Comemora-se hoje o 100º aniversário do seu nascimento. E, com essa comemoração, recorda-se não só a obra [impressionante, quanto a mim] da artista, como também a sua vida.

Ficará recordada pela sua vida amorosa (casou duas vezes com Diego Rivera e teve um relacionamento com Trotsky, depois da sua fuga da União Soviética), pelo seu feminismo avant la lettre e pelas suas sucessivas intervenções cirúrgicas.

Deixo aqui uma das pinturas mais conhecidas e que demonstra o realismo que imprimia em cada tela.

"Pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor", ou, ainda, das suas últimas frases escritas no seu diário, "Espero alegremente a saída - e espero nunca mais voltar".

4.7.07

Testes de nacionalidade


A notícia de que 60% dos nacionais do Canadá falhariam o teste para a aquisição daquela nacionalidade levanta a curiosidade quanto ao grau de exigência dos mesmos.

Os testes para aquisição de determinada nacionalidade já vêm há muito a ser aplicados noutros estados. Mas Portugal só recentemente aderiu a esta moda e, é caso para dizer, é uma moda um pouco diferente.

É conhecida a elevada exigência dos testes para aquisição da nacionalidade norte-americana. Numa lista das 100 perguntas mais frequentes, 7 são sobre a bandeira [a relação norte-americana com a bandeira - que é usada para tudo (roupa, louça, canetas...) - ainda é um mistério indecifrável] e as restantes são sobre a Constituição e divisão de poderes, História dos EUA, não esquecendo a identificação dos sucessivos presidentes... Nada fácil, por sinal.

Por terras lusas, as perguntas são completamente diferentes. Nada de perguntas em relação à bandeira, presidentes ou regras democráticas. O que interessa mesmo é saber ler cartazes e anúncios, ou seja, saber a língua Portuguesa.

Vejam um tipo de teste de cidadania [americano] e outro [português] e tirem as vossas conclusões...

Para verem se conseguem adquirir alguma nacionalidade (britânica, canadiana, francesa, australiana ou norte-americana) passem por aqui. Experimentem. Para os testes de cidadania ingleses o meu resultado foi este:

"You need extensive training. It is very likely that you will fail the test is you try to pass it now."

E mai nada...

2.7.07

Dunas - iii

[Praia da Madalena, Vila Nova de Gaia]


Continuando o percurso pelas praias portuguesas...

Vila Nova de Gaia é, em 2007, o concelho do país que mais bandeiras azuis acolhe - ao todo 17 praias com bandeira azul.
Fica o registo de uma delas, a da Madalena. Com espinhosas dunas e um mar poderoso.

28.6.07

A irmandade norueguesa

A descoberta terá vindo dos nórdicos, mais concretamente de um grupo de epidemologistas noruegueses (liderado por Peter Kristensen, da Universidade de Oslo).

A discussão começou em 1874, com Francis Galton. Alegava que os primogénitos são mais inteligentes do que os irmãos mais novos, indicando que haverá uma elevado número de primogénitos nos vencedores do Prémio Nobel...

Motivos para tal: recebem mais atenção, mais responsabilidade e há mais recursos financeiros.

Eis que, mais de um século depois, continua-se nesta discussão e chegam os iluminados nórdicos (sim, que aí existem meses em que o sol brilha 24 horas) à conclusão de que os primogénitos têm um Q.I. 3 pontos acima do segundo filho e 4 pontos do terceiro filho.

Mas a melhor e mais divertida conclusão deste celeuma científico é mesmo: "Existem várias teorias para explicar o efeito da ordem de nascimento na inteligência. Uma delas defende que os primogénitos beneficiam da atenção exclusiva dos seus pais durante mais tempo, o que enriqueceria o vocabulário e raciocínio. Mas isto não explica que nos irmãos com menos de 12 anos, os últimos filhos, apresentem, ao contrário, melhores indicadores. Alguns investigadores contrapõem que esta precocidade está relacionada com o abaixamento intelectual de toda a família em presença de uma criança mais pequena". (DN)

Serão as consequências do excesso de sol na Noruega?

24.6.07

Imagens do dia - IX





O entardecer e as festividades em noite sanjoanina, junto ao rio Douro.

23.6.07

O regresso do ogre verde




Em equipa que ganha, não se mexe. Confirmado o sucesso do primeiro filme, seguiu-se o segundo e agora o terceiro.

Não é fácil conseguir manter a originalidade ao fim de dois filmes e continuar a supreender com um terceiro. Será o último, acolhendo a fenómeno cinematográfico da triologia?

A mais valia do filme reside na desconstrução dos estereótipos dos filmes de animação - o príncipe encantado afinal não é assim tão "charming" quanto isso, a princesa é teimosa e verde e aproveita-se, de vez em quando, para umas alfinetadas em certos filmes que marcaram o cinema.




Este "Shrek 3" mantém as vozes de Mike Myers (Shrek), Eddie Murphy (no divertidíssimo Donkey), Cameron Diaz (Fiona) e Antonio Banderas (num gato mesmo à sua imagem de latino, Puss in Boots).

A grande novidade das vozes é a de Justin Timberlake, a voz por trás da personagem Artie.

Novidades? Sim, sem dúvida. O enredo é, agora, o conflito na sucessão ao trono. Shrek e Fiona são os primeiros na linha sucessória, mas o ogre verde encontra um pequeno sucessor à altura do cargo - Artie, um Rei Artur em potência.




O filme continua a supreender e o género e personagens ainda não cansaram. Cabe tudo - o problema da sucessão no trono, a descendência de Shrek e Fiona (com o pesadelo da paternidade a causar um dos momentos mais hilariantes do filme), a recuperação das personagens das "histórias de encantar", como a Bela Adormecida (que adormece na hora H), a Branca de Neve (que oferece anões-amas), a bolacha falante (no melhor monólogo) ou o Pinóquio (no melhor diálogo com o Princípe Encantado), ou a Rapunzel (com a sua trança quase verdadeira).

Ainda se satirizam outros blockbusters como o Harry Potter, o Senhor dos Anéis, Música no Coração ou os musicais que tanta audiência alcançam.

Saldo final - 4 estrelas, ao som das pipocas, claro! [pena a fraca tradução e legendagem...]

21.6.07

Veraneio

Começa hoje a estação do ano mais aguardada - O VERÃO... Que, com ele, venha o sol, o bronzeado, o amanhecer tardio, a ausência de horários, prazos e coisas afins...

E, até, porque não reconhecê-lo, andar descalça dentro de casa e sentir o chão frio na planta dos pés. Naturalmente que no dia seguinte é certo que estou constipada... Compensa o mal que faz pelo bem que sabe!

Até virem as férias EFECTIVAS (que este ano terão, ao que tudo indica, alguma insularidade), dá para ir saboreando algumas das pérolas (praias) do meu Verão de 2006...


[Hvar, Croácia]


Das praias mais animadas [durante o dia, claro!], e com um pôr-do-sol digno de registo.



[Praia da Arrifana, Aljezur]

Provavelmente a melhor praia portuguesa.


17.6.07

A arte de saber ouvir - ii


"Temos dois ouvidos mas apenas uma boca, porque devemos ouvir o dobro do que falamos."

Quase-eloquências de madrugada... Ou a tentativa frustrada de nos manter em silêncio durante uns segundos.

14.6.07

Alive and kicking (Simple Minds)

Continuando no percurso pelas músicas que funcionam como uma espécie de fonte de energia, hoje deixo-vos os Simple Minds. Uma banda oriunda da Escócia e que este ano comemora 30 anos de existência.
O “Alive and kicking” (de 1985) continua a fazer-me rir pela lembrança dos penteados e roupas da época e pela simplicidade do videoclip.
Para juntar às músicas que ficam com a passagem do tempo. E que recomendo, claro, para ouvir bem alto.

Filosofias


Chego a casa cansada, mas poucas são as vezes em que não sou recebida com uma peripécia, como se propositada para me fazer esquecer do cansaço.

- O teu irmão tem uma prenda para ti...
Corro ansiosa para o quarto dele, quando adivinho uma pilha de livros e cadernos de Filosofia.
- Dou-te (diz-me, desinteressado).

Esclarecem-me - "vai deitar ao lixo".

- Ao lixo? - interrogo-me, pensando na ecologia e em todas as campanhas de recolha de livros para crianças carenciadas - Porque não dás para a caridade?

- Caridade? - responde-me, espantado - Achas que dar livros de Filosofia é caridade? É tortura.

Eloquências de quinta-feira à noite...

11.6.07

Dunas - ii


[@ Espinho]

As dunas desenhadas pelos invencíveis mar e vento...

10.6.07

Fragmentos

Diz-se que cantou, como ninguém, a Pátria Portuguesa, daí que o Dia de Portugal seja também o seu dia.

A escolha de alguns versos não é tarefa fácil, dada a extensa obra que deixou. Ultrapassadas algumas dúvidas iniciais, escolhi os versos d' "Os Lusíadas" que mais vezes li, pela sua genialidade:

"Estavas, linda Inês, posta em sossego
De teus olhos colhendo doce fruito,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito,
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus fermosos olhos nunca enxuito,
Aos montes insinando e às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas.

Do teu princípe ali te respondiam
As lembranças que na alma lhe moravam
Que sempre ante seus olhos te traziam,
Quando dos teus fermosos se apartavam;
De noite, em doces sonhos que mentiam,
De dia, em pensamentos que voavam;
E quanto, enfim, cuidava e quanto via
Eram tudo memórias de alegria"

(Luís de Camões, Os Lusíadas, Canto III, pág. 159)





Imagem

8.6.07

Os erros - ii


- Na televisão

Teria de ser um post muito extenso para dar conta de todas as gaffes televisivas. Há algumas que fizeram história e que vêm sendo reproduzidas até à exaustão.

A minha preferida - que acompanhei em directo - é a do apresentador Humberto Bernardo. Em pleno concurso para a eleição da Miss de Portugal em 1997, este baralha-se completamente e dá o título de 2ª Dama de Honor àquela que tinha sido eleita como Miss de Portugal.

Esta recebe a faixa com o título de 2ª Dama de Honor.... Segundos depois, o apresentador retira-lhe a faixa e diz que se enganou! Dos melhores momentos de televisão até agora!

Mas há mais. Vejam lá, só para recordar:

- A repórter da SIC pergunta a vários habitantes da aldeia de que se queixavam eles. As pessoas referem-se à falta de estrada em condições. Um deles, porém, pára para pensar e depois diz: "queixo-me aqui de um ombro...". [Isto sim, é uma verdadeira queixa!]

- O Gabriel Alves tem inúmeras dignas de registo. A mais conhecida é mesmo esta: "Lá vai Vítor Paneira, no seu estilo inconfundível... não, afinal era Veloso."

- Valentim Loureiro, em pleno comício do PSD em Gondomar, pede: "Por isso vamos todos gritar - Guterres, Gu... Gondomar, Gondomar". [Acontece... São palavras tão parecidas...]

- António Guterres, ao tentar fazer as contas de 6% do PIB remata com um delicioso: "É fazer a conta". Vejam as imagens no youtube.


5.6.07

Os erros - i


- No cinema

Mantendo-me no modo "cinema" [em jeito de redenção pelo afastamento prolongado do tema] foram-me dadas a conhecer as maiores gaffes no cinema.

Há mesmo especialistas em descobrir os erros de um filme e aparecem a correr na internet, logo no dia seguinte ao da sua estreia, as listas com os erros. Talvez numa tentativa de ataque à qualidade do filme.

São feitas listas de filmes com maior número de erros. O Apocalipse Now aparece em 1º lugar, com 231 erros, numa lista de 30 filmes. Todos os do Harry Potter (4) estão lá, assim como os 3 do Senhor dos Anéis.

Quanto a tipos de erros, há de tudo: erros técnicos, históricos, de cenário, de montagem, de argumento.

Os meus preferidos, da lista dos 30 melhores, são mesmo os seguintes:
- No filme Titanic, é referido um lago (Wissota) que foi artificialmente criado anos após a data do embate. [eu cá acho que não era erro, eram mesmo as capacidades divinatórias do Leonardo Di Caprio...]

- No Ocean's Eleven, diferentes ângulos da câmara mostram diferentes pratos na mão de Rusty. [não é de bom tom ficar a ver o que as pessoas comem... Coitado do Rusty (o nosso Brad Pitt). Já não pode comer o que quer!]

- No Spider-man, o herói atira atacantes por duas janelas. No minuto a seguir, as janelas estão intactas [mistérios da natureza, talvez...]

Para ver o Site.

P.S. Outras gaffes e erros [noutras áreas] se seguirão.

2.6.07

Zodiac


David Fincher - que ficou na história do cinema pelo seu genial "Seven" - traz-nos agora Zodiac. O filme resulta da adaptação do livro de Robert Graysmith, com o mesmo nome.

A história é verídica: um serial killer que atormentou San Francisco durante os anos 60' e 70' e que se intitulou a si mesmo como Zodiac.
A sua notoriedade adveio do facto de se servir da comunicação social [jornais, rádio e televisão], exigindo a publicação de mensagens criptografadas.
Numa altura em que se discute a relação entre a comunicação social e a investigação policial, o filme reflecte esse conflito.

A representação não é brilhante. Jake Gyllenhaal [que tinha supreendido no Brokeback Mountain] cumpre o seu papel mas não é extraordinário. Um dos mais bem conseguidos é mesmo Robert Downey Jr., numa personagem controversa mas bem conseguida.

Robert Graysmith (interpretado por Jake Gyllenhaal) é um cartoonista de um jornal que, insatisfeito com a actuação policial nos casos, alheia-se da sua realidade e procura, de motu proprio, chegar à verdadeira identidade do Zodiac.

Numa sala de cinema quase vazia [à volta de oito espectadores], cadeiras desconfortáveis e com [muito] sono acumulado [o que significou alguns minutos sem ver o ecrã...], o filme não é tão brilhante como Seven nem tem a capacidade de manter o espectador atento durante os seus 158 minutos de duração...

Saldo final - 3,5 estrelas. As mesmas que Ruptura. Tem o mérito do argumento - mais interessante do que no Ruptura - mas perde pela sua duração demasiado extensa...

1.6.07

Tom Sawyer

Comemorando-se o Dia Mundial da Criança, deixo-vos a música inicial da série que, na altura, mais nos prendia aos ecrãs de televisão.
A energia e indisciplina de Tom Sawyer, a rigidez da Tia Polly, o enfadonho Sidney, o divertido e suposta má influência Huck ou a encantadora Becky.
Aqui fica a recordação...

31.5.07

Ruptura


Quebrando o jejum cinematográfico - a oferta não tem sido, para dizer a verdade, muito interessante - aparece-me o filme Ruptura.

Ao contrário do que sucede quando vou ao cinema, não li as críticas ao filme antes de o ver, por isso não fui conduzida por qualquer opinião pré-conceb(d)ida.

A personagem central - Ted Crawford - é encarnada por Anthony Hopkins. Quando descobre da traição da sua mulher, decide preparar o crime perfeito.
Mais do que a descoberta da melhor forma de conseguir a condenação de Ted, Beachum (Ryan Gosling) - o procurador encarregue de promover a acusação - o filme salva-se pela densidade moral que o envolve.

A melhor acusação, sem brechas. A par do reconhecimento pessoal e profissional. O ego-centrismo vivido por um jovem à procura do melhor local de trabalho, orgulhoso da sua percentagem (97%) de sucesso.

Fica o mote, para reflexão: Tudo tem uma brecha, por onde quebrará mais tarde ou mais cedo. O mérito está em encontrá-la.

Anthony Hopkins não supreende. Já todos se habituaram à qualidade da sua interpretação e à expressividade do seu rosto. Ryan Gosling consegue igualmente uma boa personagem.

O género está gasto (as inúmeras séries televisivas para isso contribuiram) e só o final torna o filme recomendável.

Saldo final: 3,5 estrelas (na esperança que o Zodiac seja melhor)

29.5.07

Vizinhos, vizinhas, vizinhanças




Comemora-se hoje - ao que se noticiou - o Dia Europeu do Vizinho. Como disse?

É mesmo verdade, parece que a culpa foi dos franceses [parisienes] que, num belo dia do ano de 1999, acordaram e descobriram que ainda não existia o Dia do Vizinho. E como candeia que vai à frente, ilumina muita gente... a luz da ideia acabou por iluminar também em Portugal.

Em várias cidades sucedem-se as iniciativas e o mote, nalgumas, é mesmo: "Convidar os vizinhos para beber um copo ou partilhar uma refeição pode não resolver os problemas sociais, mas este simples gesto pode ser um princípio."

Para aqueles que se lembraram deste dia, não devem conhecer a minha vizinha do prédio da frente que vem à janela de cada vez que chego a casa e, muitas vezes, pergunta pela família toda.

Também não conhecem os vizinhos barulhentos que cantam o genérico da telenovela "Vingança", às 5h da manhã.

Ou, então, a anterior vizinha do andar de baixo que, "encantada" com o barulho que fazíamos nos batia muitas vezes à porta... Nas situações em que bater com a vassoura no tecto de sua casa não resultava...

28.5.07

Dunas


[@ Praia da Agudela]

As melhores tardes de Domingo.

26.5.07

Nowhere Fast (Fire Inc.)

A história da banda (Fire Inc.) pode resumir-se a duas músicas lançadas para o filme “Streets of Fire”, de 1984. Uma delas – Nowhere Fast – é a que escolho recorrentemente sempre que preciso de uma fonte [musical e matinal] de energia.


everybody's goin' nowhere slowly
they're only fighting for the chance to be last
there's nothin' wrong with goin' nowhere, baby
but we should be goin' nowhere fast
it's so much better goin' nowhere fast

24.5.07

Frase do dia - iii


"Não faças aos outros aquilo que gostarias que te fizessem a ti. Os seus gostos podem ser diferentes dos teus". (George Bernard Shaw)

Tentativa de Shaw de aniquilar uma popular e suposta regra moral.

21.5.07

Cavalheirismos modernos


É tarefa difícil - para não dizer mesmo impossível - conseguir convencer qualquer elemento masculino a acompanhar-nos no percurso das compras.

Quando, por sorte, se conseguem convencer, quando muito eles ficam à porta, encostados ao gradeamento com um ar revelador da penosidade da sua tarefa, fazendo fila com outros do mesmo género que se deixaram arrastar.

Mas há outros, no entando, que levam o espírito de sacríficio [ou o cavalheirismo] até ao limite.

O cenário é uma perfumaria. Têm os dois um ar ainda teenager. Ela tem as unhas pintadas de castanho mas quer comprar/experimentar um verniz vermelho. E eis que, sabe-se lá como, consegue convencer o seu acompanhante a colocar o verniz vermelho nas suas unhas masculinas.

Isto sim, é cavalheirismo. Agora já não basta ficar à porta da loja, ou entrar e limitar-se a encolher os ombros, ou opinar desinteressadamente. Cavalheiro que é cavalheiro experimenta o verniz das meninas nas suas próprias unhas...

20.5.07

Off Cabaret



A certeza de que Espinho tem um conjunto de pessoas com a arte [o que quer que isso seja] a correr nas veias já tinha sido constatada no espectáculo anterior que trouxeram ao Porto.

Desta vez, no Auditório de Espinho [sabe-se lá como o GPS em forma de papel trocou-nos as voltas e atrasou a chegada...], a actuação consiste numa conjugação da Academia de Música de Espinho, o TPE - Teatro Popular de Espinho/Cooperativa de Espinho e Move’in-mento – Núcleo de Dança Contemporânea de Espinho.

A ideia é uma viagem no tempo e no espaço. No tempo, para o início do século passado quando reinava o can-can e a loucura que foi identificada com os "loucos anos 20". No espaço, para o palco e bastidores do mundo do espectáculo.

13 cenários, entre as aulas de ballet, o cabaret, a noite fria e os seus encantos e, até, o belicismo.

Em palco estão cerca de 40 artistas, divididos entre bailarinas, actores, cantores e músicos. O cenário tem imensa cor - como época e a sonoridade o reclamavam - e o guarda-roupa é escolhido a dedo.

A viagem no tempo termina no último "cenário/acto" com a Paródia Da-Da. Com o título inspirado, muito provavelmente, no último hit dos Da Weasel - Dialectos de Ternura. Um percurso por fragmentos do quotidiano do século XXI, culminando no êxtase...

Salientam-se, naturalmente, o divertido texto do Mr. Moustache, recordando o musical Moulin Rouge, a dança can-can pelas sincronizadas bailarinas, a tortura dos atilhos e espartilhos ou a disciplina de guerra sem esquecer a qualidade das vozes interpretando músicas da época ou o pianista que garante quase toda a "banda sonora" do cabaret.

O título "Off Cabaret" baseia-se, segundo o flyer, nas "histórias de fora e de dentro, da rua, das luzes da ribalta e das sombras dos bastidores. Dos in, dos on e dos off...".

Muito bem concebido e conseguido, tendo enchido o bem estruturado Auditório com um público diversificado que se divertiu e aplaudiu convictamente as cenas de um cabaret contadas (cantadas e dançadas) com mestria.




18.5.07

O recordista

Num dos noticiários ouvidos - distraidamente - numa estação de rádio [entre sucessivos zappings é difícil determinar qual era ao certo] ouvia-se o anúncio de mais uma tentativa portuguesa de figurar no livro dos recordes do Guinness. Qualquer coisa relacionada com camiões, se não estou em erro.

Os portugueses têm um especial interesse por quebrar os limites e ainda me lembro de alguns recordes batidos - um logotipo para promoção da organização do Euro 2004, uma bandeira portuguesa toda formada por mulheres, ou a feijoada em cima da Ponte Vasco da Gama.

Mas estes recordes - ainda que tenham algum interesse - não chegam aos calcanhares do rídiculo de alguns:

a) mulher com mais piercings - tem 720. Que beleza!


b) mulher com as unhas mais compridas - 7 metros e 51 cm (cada uma mede, em média, 70 cm...). Como????

c) o maior coleccionador de sacos de enjoo de avião (afinal existe mesmo - num dos primeiros posts deste blog dava conta deste tipo [estranho] de coleccionismo) - 5.034 sacos.


d) o maior número de nacionalidades dentro de uma sauna [quem é que se sujeita a isto?] - 38 nacionalidades.

e) a pessoa mais tatuada - com 100% do corpo tatuado...

Ainda dizem que os recordes portugueses são excêntricos...

16.5.07

A moda do "pisca-pisca"


Provavelmente inspirados pela música da Ruth Marlene - A moda do pisca pisca - os larápios [pelo menos os da Invicta] já se deixaram dos furtos de outrora.

Nada de tampões dos carros (agora os carros têm jantes), nada de antenas... Os auto-rádios tiram-se!...

Agora é mesmo os piscas... Nem mais. Esses não dá para tirar.

Consultada a oficina mais próxima e relatado o sucedido, confirma-se que o fenómeno não é novo: "Eles têm duas formas de actuação - podem até inclusivamente tirar os fios..." Com a sorte que tenho, deve ter sido fios e tudo.

Quando a moda eram os auto-rádios foi com o cd e tudo. Nada de terem o cuidado de deixar o cd. Um dos meus preferidos, por sinal...

É caso para dizer:

Eles olham para a direita, e pisca, pisca,
Eles olham para a esquerda, e pisca, pisca
Andam praí a piscar p'ra ver se arranjam conquista
Parece que está a dar, e que veio p'ra ficar
A moda do pisca, pisca

14.5.07

Cortar a meta

Tal como prometido, aqui ficam duas imagens dos festejos da subida do Leixões à I Liga.




[@ Estádio do Olivais e Moscavide]



[@ Matosinhos]

13.5.07

Olé, olé



O jogo, acabado há escassos minutos no estádio onde joga o Olivais e Moscavide, termina com 2-1 a favor de Leixões. Resultado que permite o acesso, mais do que merecido, à I Liga, 18 anos depois.

Já se ouvem os festejos nas ruas de Matosinhos e a cidade adormecerá, certamente, tarde.

Olé.

P.S. As fotos seguem em breve!

12.5.07

Leituras - ii

Voltei a ter à mesa-de-cabeceira [na realidade está na secretária, no meio de livros e papéis enfadonhos, mas essa imagem seria bem mais prosaica!], o livro Pensar, de Vergílio Ferreira. Para as leituras de meia-noite [ou do meio da noite, quando o sono não vem...].

Fragmentos de pensares dividos e numerados [ao todo, são 677]. Desta vez, fiquei pelo n.º 106, que aqui partilho:

"Trabalhar um livro até à minúcia de uma palavra. E depois um leitor engolir tudo à pressa para saber «de que trata». Vale a pena requintar um vinho para se beber como o carrascão?"

Frase que, metaforicamente, se pode aplicar a tantos contextos!!

10.5.07

Rural or Urban

Depois do youtube me ter trocado as voltas com a publicação do videoclip do José Cid (uns bons dias depois) aqui ficam as imagens de um concurso absolutamente hilariante... Isto sim - é um tesourinho deprimente!!!

8.5.07

Imagem do dia - VIII


Quando, da janela, se ouvem os cânticos calorosos dos estudantes e se recorda o último cortejo e todas as peripécias que o caracterizaram...

6.5.07

É um artista português - ii

A saga começou já há cerca de um ano neste post.

Quando toda a cidade do Porto se mobilizou para mais um início da Queima das Fitas, centenas de pessoas assistiam, no esgotadissímo Cinema Batalha [renovado mas com uma acústica que deixa muito a desejar], a um concerto de José Cid.

Aquele que, em relação a si próprio, diz: "Se o Rui Veloso é o pai do rock português, eu sou a mãe"... O que é certo é que mobiliza uma legião de fãs que se diverte com ele e que canta em uníssono clássicos como "A cabana junto à praia", "Vinte anos", "Ontem, hoje e amanhã", "Um grande, grande amor", "Cai neve em Nova Iorque" (adaptada, no refrão, para "faz-me falta o PORTO, para me sentir feliz") ou a inconfundível, e que rendeu a assistência, "Como o macaco gosta de banana"...

Faltou aquela que é, muito provavelmente, a melhor letra do verdadeiro artista - "A pouco e pouco", com estes versos hilariantes:

São 7 e meia, amor
Tens de ir trabalhar

Acordas-me com um beijo
E um sorriso no olhar
E levantas-me da cama
Depois tiras-me o pijama
Faço a barba
E dá na rádio
O Zé Cid a cantar

Apanho o Autocarro
Vou a pensar em ti
Levas os miúdos
Ao jardim infantil

Chego à repartição
Dou um beijo no escrivão
E nem toco a secretária
Que é tão boa!

(Refrão)
A pouco e pouco se constrói um grande amor
De coisas tão pequenas e banais
Basta um sorriso
Um simples olhar
Um modo de amar a dois (bis)

Às 5 e meia em ponto
Telefonas-me a dizer:

Não sei viver sem ti amor
Não sei o que fazer

Faz-me favas com chouriço
O meu prato favorito
Quando chego para jantar
Quase nem acredito!

Vestiste-te de branco
Uma flor nos cabelos
Os miúdos na cama
E acendeste a fogueira
Vou ficar a vida inteira
A viver dessa maneira

Eu e tu e tu e eu e tu e eu e tu

Refrão


(Letra e música José Cid, 1979).

Sabe-se lá porquê que chega à repartição e dá um beijo ao escrivão, porque motivo ouve "Zé Cid" na rádio (referido na própria letra de José Cid - isto sim é publicidade inteligente!) ou pede "favas com chouriço" para jantar...

Não se limita a cantar. Frisa que:
- tem "50 anos de carreira",
- tem "65 anos",
- "na minha juventude, quando não era tão giro como agora"
- "o Elton John pede roupa emprestada à rainha de Inglaterra e toda a gente sabe que ela é uma pirosa" e ainda [a melhor da noite],
- "eu sou melhor que o Julio Iglesias. Eu ponho um disco à frente, a ele bastava uma caneta"...

É por estas e por outras que continua a esgotar todas as salas por onde passa e que garante 2 horas de pura diversão! A repetir, sem dúvida...

3.5.07

Hit's



Você é "Take On Me" dos A-Ha (1985): O seu lema é o de nunca perder a sua pose sempre muito cool. Gosta de impor respeito naqueles que o rodeiam e é capaz daqueles olhares que congelam (no bom ou no mau sentido) o seu alvo. De espírito prático mas por vezes demasiado durão.

Um teste muito divertido. Com referências às míticas gorila, às bombocas, aos discos de vinil, à revista Bravo e ao Spectrum.

E descansem aqueles que se intrigaram com a última foto, que o post já não é o primeiro que aparece!