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16.1.11

Berlim

Para não variar - e parece que o frio e o neve não têm força suficiente para me demover desse ritual - mais uma passagem de ano em terras gélidas. Desta vez, é Berlim que me acolhe. Fria. Imponente. E deslumbrante.
Encontro uma cidade reconstruída e bem organizada; uma cidade que não se envergonha do passado e que tenta manifestar a sua redenção em pequenas homenagens.
É possível conhecer Berlim a pé. Um bom mapa ajuda a serpentear as ruas amplas e a encontrar cada um dos pontos dignos de visita. E são vários.

Aqui vão os essenciais:

1. Reichtag

O edifício parlamentar alemão assume um significado histórico único. Enquanto edifício insistentemente utilizado para propaganda durante a II Guerra Mundial até ter sido bombardeado em 1945.

Actualmente a cúpula transparente atrai muitos turistas, que, através dela, conseguem ter uma visão ampla da cidade.

Dada a neve que assolou a capital alemã durante a época que lá estive, a cúpula, coberta de um manto branco, estava encerrada, por isso apenas a vista do exterior foi registada fotograficamente:

2. As homenagens/memoriais aos Judeus
É inequívoco, e tal infere-se facilmente, o esforço alemão no sentido de não fazer cair no esquecimento o sacrificado povo judeu. Absolutamente avassalador é o "Memorial aos Judeus Mortos da Europa", tendo sido concluída a sua construção em 2005.


Mas as homenagens vão-se sucedendo. Destaco, em especial, o Museu Judaico, com uma componente histórica enriquecedora para qualquer um, sendo de sublinhar, ainda, o facto de ser um museu interactivo, onde os visitantes são convidados a descobrir, por si, aspectos históricos da convivência entre o povo alemão e o povo judaico. Muito bom, mesmo. E de imprescindível visita.

3. As portas de Brandenburgo

Mais um símbolo da capital alemã. Inicialmente construídas para serem apenas mais uma das entradas da cidade, actualmente traduzem um local de referência para a realização de uma série de eventos, incluindo os concertos e fogo de artifício da noite de passagem de ano.

Milhares de pessoas juntam-se para assistir aos concertos, que, neste último ano, contou com a presença (musical?!) do inigualável David Hasselhof...

4. Ilha dos Museus

Situada na parte leste da cidade, reunem-se aqui os principais, e mais imponentes, museus de Berlim: Pergamon, Altes, Neue e Bode. Também aqui se localiza a Catedral de Berlim.

Berlim é uma cidade com uma grande oferta cultural e museulógica. Difícil será escolher quais visitar, tendo em conta que existem cerca de 170 museus em Berlim. O Pergamon é o mais paradigmático, sobretudo pela obras da antiguidade clássica.



5. Muro de Berlim

Construído em 1961 e derrubado em 1989 foi, durante 28 anos, a barreira física entre a parte ocidental e oriental.

Actualmente, há uma pequena parcela, na zona de Postdamer Platz, mas a parte que vale a pena visitar, e que tem algumas centenas de metros de extensão situa-se na zona da estação de Ostbanhof é denominada "East Side Gallery", onde se encontram autênticas obras de arte no muro, incluindo de artistas portugueses...



6. Miscelâneas
Berlim não tem o potencial para compras que tem Londres ou Nova Iorque, mas existem grandes catedrais do consumo na zona ocidental, em Kurfunrkstendamm. Em termos de gastronomia, não me posso dizer rendida à comida típica alemã. Dificilmente abro mão dos sabores mediterrâneos, mesmo além-fronteiras...

Para quem, como eu, é absolutamente fã da arquitectura moderna e experimental Berlim é um paraíso. A cada esquina se descobrem construções magníficas, só possíveis numa cidade com um esforço de reconstrução e de reabilitação como Berlim.

Conselho final - visitar Berlim na Primavera! Nem sempre é fácil aguentar 12 graus negativos...

21.6.10

Para quando...


[Londres, Maio 2010]


... as férias??



P.S. A (in)tranquilidade própria de quem não sabe esperar.

9.8.09

Esperas e aeroportos

[Vista aérea de Alghero, Sardenha]

Atrasos nos voos em cerca de duas horas permite - pelo menos a mim - um olhar mais atento pelos que esperam.

Atenta aos rituais, aos mesmos hábitos que se repetem, mesmo que as nacionalidades dos protagonistas sejam, entre si, muito diferentes. A forma como lidam com a espera, o passar impaciente das horas, foi algo que me resgatou da (minha) espera.

A atenção num casal em que ela improvisa a escrita de uns versos (um poema?) - que só a longa espera justifica - e que vai declamando, orgulhosa. Ele - diferente nos gestos - finge interessar-se, enquanto esboça um sorriso. No final, ele cruza os braços e ouve música. Ela continua agarrada ao papel e empunhando a caneta, freneticamente corrigindo e reescrevendo os seus versos.

A atenção em duas crianças que espalham barbies, cartas e legos pelo frio chão daquele aeroporto. Uma delas, com não mais do que que 4 anos, descobre a minha atenção, denunciando-a, e, destemida, pergunta: "Te vas en el avion?". E assim inicia uma repetição incessante da pergunta, que me dirige, de todas as vezes, com um riso contagiante, mesmo quando, à chegada, me volta a encontrar junto aos tapetes com as malas. A ela, a espera não incomoda, sendo apenas mais um pretexto para prolongar a sua diversão.

Descubro ainda leitores atentos, jogadores de cartas, outros que se deitam nos bancos, numa tentativa de descanso com os risos, choros e barulho como pano de fundo.

Assim lidam com a espera. O avião chega finalmente e eu guardo o papel e a caneta.

E vocês? Como lidam com a espera?

4.1.09

Paris




Uns dias depois da entrada em 2009, fica um breve olhar sobre os últimos dias de 2008 e os primeiros de 2009 em Paris. Aquela que é, por muitos, e justamente, designada de "Cidade Luz".

O frio foi sempre a nossa companhia e o sol só brilhou, sem aquecer, no último dia. Quase que nos habituamos a que estas viagens, de fim de ano, sejam fugas para o frio.

Os turistas tomam de assalto a capital francesa, provenientes de todos os cantos do mundo e de máquina fotográfica/ de filmar em punho. Tudo é motivo para uma foto - desde os mais diversos ângulos da Torre Eiffel, a todas as obras expostas no Louvre, sem esquecer toda a luz dos Campos Elísios.

Paris é imensa. Nos monumentos, nas pessoas, nas ruas, nos jardins, no interesse histórico, nos museus. E nos preços, também. Mas isso já se esperava. Com tanto turismo, há sempre alguém disposto a pagar os preços exorbitantes mesmo sem pestanejar.

O essencial:
- andar a pé - conhecer a cidade sem ser através de fugazes saídas nas estações de metro. Claro que isto implica tempo, organização e boas leituras dos mapas (nem sempre fácil, reconheço);
- museus - há muitos e sob a égide de várias temáticas. O de Orsay e o do Louvre são imperdíveis. De manhã bem cedo, para evitar as horas de espera. O do Louvre (que reclama quase um dia inteiro para ver, pelo menos na diagonal, toda as obras) com as atracções por todos conhecidas - Mona Lisa, Vénus de Milo, ou a Vitória da Samotrácia. E, das minhas preferidas, as obras relativas às estações do ano, de Arcimboldo, para demonstrar que a pintura pode ser divertida.



Aquele que foi, em 2007, o museu mais visitado do mundo confirma, e supera, todas as expectativas.
- os jardins, palácios e catedrais;
- a comida - não se pode prescindir dos crepes, das baguetes e dos queijos;
- a luz - uma cidade com brilho próprio, mesmo quando a época do ano se caracteriza por algum cinzento.

E, naturalmente, todos os símbolos da cidade, sobejamente conhecidos.

Ficaram por ver alguns museus de destaque e um espectáculo no Moulin Rouge (por ausência de lugares vagos...). Talvez para o ano!

Para ver, rever e prolongar estadias.


10.9.08

Na crista da onda


[Praia de Ribeira d'Ilhas, Ericeira]

Uma aula de surf

Daquela praia dizem que é uma das melhores do mundo para a prática do surf, atendendo, sobretudo, ao facto de o fundo do mar não ser de areia mas sim rochoso. Se é bom para a formação das ondas ("ficam mais perfeitinhas", diz o instrutor), não o é para as mazelas. Tendo como pára-choques as canelas e as pontas dos dedos, os arranhões foram mais do que muitos.

E foi com este pano de fundo que aquartelamos no surf camp de Ribeira d'Ilhas.

As instalações são, no seu todo, bem conseguidas. Compostas por um conjunto de bungalows, todos pintados de modo diferente e com muita cor.









O ambiente é descontraído e a conversa surge naturalmente com os vizinhos, na sua maioria estrangeiros.



"Como é que são as ondas lá para o norte?" Perguntam-nos quando descobrem que somos da Invicta. Se não os consegues vencer, junta-te a eles.

Respondo "aqui são melhores". Quando a única resposta que me assaltava era "lá são mais pequenas por isso é menos assustador...".

Já lá vão cerca de 10 anos da última vez em que me atirei ao mar em cima de uma prancha de surf. Com ondas bem mais fracas e baixas. E com o espírito de aventura próprio da adolescência.

Quanto à aula propriamente dita, começa-se com aquecimento no jardim, prova de corrida (regular's contra goofy's), passos básicos. Fato vestido e sapatos calçados. E vamos ao mar. Muitos litros de água bebidos, muitas quedas, alguns segundos de pé em cima da prancha e, finalmente, uma hora depois, termina. Quando já não se sente o corpo.

Feita a advertência, por parte dos instrutores, "vão-vos doer músculos que vocês nem sabiam que existiam", a profecia cumpriu-se. Três dias sem poder tossir, espirrar ou sequer rir...

Mas a vontade de repetir ficou.

7.8.08

Férias

Este ano mais tardias (e também mais curtas...) que o normal. Mas uns dias de descanso (e diversão) chegam finalmente!...

Deixo uma das possíveis músicas para a banda sonora desta silly season que agora abraço. Boas férias.



[Coldplay - Viva la vida]

26.3.08

Landing in London

(St. James Park)

Há cidades que nunca cansam. Que convidam sempre a um regresso. A um prolongamento das férias. Mesmo que sejam apenas 3 dias. Londres é uma delas. Pela imensidão do Hyde Park, pelas compras no Covent Garden ou no Portobello Road Market. Ou, ainda, pela animação garantida no Picadilly Circus ou em Trafalgar Square.


P.S. Título emprestado da música dos 3 Doors Down.

25.3.08

Inverno de Praga



1. As estações

Aterrámos com a pista coberta de gelo/neve, sentámo-nos ao sol nos bancos de jardim e fugimos ao vento e à neve que nos fustigavam, a cada passo, durante os passeios junto ao rio.
A Primavera chega a custo a Praga e nem o Festival da Primavera - que ocorreu na "Cidade Velha" - conseguiu dominar o poder do Inverno durante algumas horas.
Quase no mesmo dia, conseguimos percorrer as várias estações do ano. Entre um raio de sol que espreita por trás de uma nuvem mais escura, há sempre um floco de neve que teima em cair, não deixando, no entanto, de provocar um sorriso nos turistas oriundos de locais em que a neve rareia.

2. Cidade Velha

É aqui que se encontra o ex-libris da cidade. Entrando pela Porta da Pólvora e seguindo em direcção à Praça, confirma-se que Praga beneficia de construções dignas de admiração e tributárias da influência russa.
As lojas de souvenirs tomam conta do centro e verifica-se que o que outrora terá sido pitoresco está agora direccionado para o turista.
Um dos pontos que maior atenção reclama é o relógio astronómico, sito na Praça da Cidade Velha, que, com muita pompa, dá as horas de forma original - com movimentação de estátuas que simbolizam a avareza, a vaidade, a morte e a invasão pagã. Datado do séc. XV, foi alvo de violentos ataques por altura da II Guerra Mundial mas encontra-se completamente reconstruído.




3. O Bairro Judeu

A contrastar com a imponência das construções do Bairro Pequeno, Cidade Nova ou Cidade Velha, o Bairro Judeu apresenta-se com sobriedade. A cada esquina se encontra um indício de uma cultura (religião) diferente.

E ali se revelam muitos motivos de visita (ainda que alguns deles sejam "para turista ver"), dos quais destaco a Sinagoga Espanhola e o Cemitério Judeu.




4. Bairro Pequeno
Atravessada a ponte Carlos, serpenteiam-se as ruas e alcança-se uma vista magnífica sobre a Cidade Velha e sobre o rio Vlatva.




É também no Bairro Pequeno que se situa a Catedral de S.Vito (com vitrais de cores magníficas e o barroco a manifestaram-se em pleno) e um conjunto de palácios, cada um deles a convidar a uma visita demorada.


Saldo final
Uma cidade para conhecer a pé, de lés a lés (não vos garanto, no entanto, que não seja um percurso cansativo, mas é inegável que dá uma melhor perspectiva da cidade). O momento ideal para a visita talvez seja em plena Primavera, para evitar as temperaturas muito baixas e a neve (ambos factores que convidam a retiradas estratégicas para saborear um dos doces típicos - Trdlo).
Ainda em relação a sabores, nota-se que a cozinha checa aposta, sobretudo, nos pratos à base de carne de porco, surgindo diversas aproximações e variantes do típico goulash (húngaro).

10.12.07

"Lisbon revisited"

Àparte todas as correrias, contra-tempos e esquecimentos, cumprimos os objectivos delineados.

Objectivo n.º 1 - Monty Python

Já há muito que vinha adiando a ida a Lisboa para ir ver o espectáculo. Pouco depois da aquisição dos bilhetes, surge a confirmação que o quintento vem ao Porto, em Fevereiro de 2008, com o seu "Os Melhores Sketches dos Monty Python". Mas, enfim...

Em pleno Casino de Lisboa - cuja visita se recomenda, dada a inteligência na decoração e arquitectura - no Auditório dos Oceanos, António Feio, Jorge Mourato, José Pedro Gomes, Bruno Nogueira e Miguel Guilherme trazem-nos uma recuperação dos inimitáveis Monty Python. Não se espere ver em palco uma cópia dos ingleses, mas a adaptação foi bem conseguida. Os Sketches escolhidos não esquecem os mais famosos, como sejam o "Papagaio Morto" ou a "Anedota mortal"; passando pelos vídeos recreados pelos actores portugueses. Pena que o "Ministry of Silly Walks" (um dos meus preferidos) não tenha tido igual atenção...

Miguel Guilherme e José Pedro Gomes destacam-se, naturalmente; o primeiro com um monólogo serpenteado pelo meio do público e o segundo por uma interpretação divertida no Sketch "Pancada na Cabeça".

O quintento não esqueceu a banda sonora dos Monty Python, acompanhada dos inconfundíveis assobios - "Always look at the bright side of life"...

Para quem não viu e é fã da série que inspirou comediantes muito para além das fronteiras inglesas (incluindo os do nosso país), fica a recomendação.


Objectivo n.º 2 - Xutos e Pontapés

O Campo Pequeno acolheu, completamente esgotado, os Xutos e Pontapés para o festejo do aniversário do álbum "Circo de Feras".

Ainda que comecem a ser incontáveis as vezes que os vi ao vivo, este espectáculo valeu, sobretudo, pelas actuações circenses que o envolveram. Desde saltos em trampolim a malabarismo com fogo.

O melhor mesmo foi o acampanhamento com tambores da música "Circo de Feras".

28 anos depois, eles aí andam para as curvas, ritmo, e com letras que todos cantam em uníssono, principalmente a "Contentores", "Circo de Feras", "A minha casinha", "Não sou o único" e "À minha maneira".

Objectivo n.º 3 - Museu Colecção Berardo

Ainda que a figura não gere consensos nos vários domínios onde intervém, a inegável que a colecção em exposição tem muitas obras que justificam a visita.

Dos nomes representados no Museu fazem parte Andy Warhol, Piet Mondrien, Paula Rego, Pablo Picasso ou Max Ernst.

Para percorrer todas as salas do museu, é necessário (muito) tempo. São muitas obras, ainda que nem todas reclamem igual atenção.

Porque a escolha de uma obra ilustrativa da visita nem sempre é fácil, fica uma das que mais me diverte e de um artista que recentemente esteve representado pela Invicta.



[Salvador Dalí]

Até ao final do ano, a entrada é gratuita.

P.S. Título do post "emprestado" de um poema de Álvaro de Campos.

27.8.07

Such a beautiful horizon

Reencontro Barcelona exactamente dois anos depois de lá ter estado e vejo uma cidade que não muda [em equipa que ganha, não se mexe].

Continua o sol intenso [mesmo que no resto da costa espanhola esteja a chover], o labiríntico (e magnífico) bairro gótico - onde serpenteiam centenas de pessoas de loja em loja - os pormenores de Gaudí impressos em algumas construções e, ainda, a "La Ramba" com os artistas de rua mais criativos que já vi.

No metro, toca, sentado no chão, um guitarrista, fazendo apelo às sonoridades autóctones.

Apesar desta (aparente) pouca mudança, parece que Barcelona encerra sempre uma novidade. Desta vez, encontrei-a no Museu Nacional de Arte da Catalunha, onde se beneficia de uma vista quase total sobre esta cidade surpreendente (com 82 monumentos e 36 museus!).



Naturalmente que a banda sonora ideal para a cidade (e porque todas as cidades têm a sua), é a música "Barcelona", produto de um brilhante dueto entre Freddie Mercury e a soprano espanhola Montserrat Caballé. Escrita pelo primeiro, a pedido da segunda, em jeito de homenagem à sua terra natal.

Quem quiser recordar, fica o link.

Título do post emprestado de um dos versos da música "Barcelona".

16.8.07

Fuga madeirense - iii


Encerra o capítulo do relato da última fuga o areal do Porto Santo. A praia, com 9 km de extensão, beneficia de uma água do mar quase sempre nos 24º. O que convida a uns bons mergulhos mesmo quando o tempo não esteja lá muito favorável (como a foto documenta, pelas nuvens que nos acompanharam quase todos os dias que por ali estivemos).
A areia, segundo dizem, tem qualidades terapêuticas, devido ao facto de conter organoplastos [não me perguntem o que é, ok?].

O Porto Santo ainda não foi invadido pela massificação turística que a costa continental portuguesa testemunha. Existem regras quanto à altura máxima dos prédios (máximo de 4 andares) e um limite para a oferta turística.

Uma pérola que vale a pena visitar.

12.8.07

Fuga madeirense - ii

Continuando na recuperação de alguns pontos de interesse na Ilha da Madeira e no Porto Santo, aqui ficam mais umas dicas, sem qualquer ordem hierárquica:

4 - Casas típicas



Na ilha da Madeira, temos as inconfundíveis casas em madeira e com telhado de colmo. Encontram-se, principalmente, na localidade de Santana, mas podem observar-se réplicas construídas recentemente noutros cantos da ilha.




Esta que aqui deixo é a localizada no Jardim Botânico. Salienta-se a sua cor: o vermelho das portas, o azul das janelas e as paredes vermelhas e brancas.


Já no Porto Santo, as casas típicas ou tradicionais têm uma configuração completamente diferente.





Os telhados não são de colmo mas de terra barrenta, o que demonstra quais as matérias primas mais frequentes naquela ilha.




5 - Pico de Ana Ferreira



[Colunas prismáticas, vulgarmente chamadas de "piano" no Pico Ana Ferreira, Porto Santo]


Só se consegue alcançar esta "obra" da natureza de jipe. Uma viagem agitada [mais do que não fosse pela ruidosa família que nos acompanhou], mas que vale a pena. De acordo com as pesquisas da nossa guia e condutora - a simpática Sofia - o nome de Ana Ferreira deve-se, rezam as lendas, ao facto de ter havido a necessidade de presentear uma senhora com esse nome, dando-lhe um terreno para cultivo. A dar desta lenda, existe outra [bem mais interessante!...] - Ana Ferreira terá sido uma feiticeira que ainda se manifesta para aqueles que se atravem a subir o pico.


6 - Gastronomia e afins

Estou certa que uma estada demorada em qualquer das ilhas teria permitido um melhor conhecimento da gastronomia típica madeirense. Apesar de tudo, fica a confirmação que as típicas espetadas, principalmente se servidas em ramo de oliveira, são divinais e que o atum tem incontáveis pratos.

Ao nível da restauração, e no Porto Santo, o "Pé na Água" apresenta-se como um especialista em peixe e está localizado mesmo em cima da praia, com a areia quase debaixo dos pés. É um dos mais frequentados e só se lamenta o frio e o vento que se fez sentir naquela noite que tornou a refeição bem mais curta.

Ainda no Porto Santo, o "Solar do Infante" é o mais central e o ideal para quem quer usufruir das melhores vistas sobre a praia dourada.

Muitos dos restaurantes espalhados pelo Porto Santo, principalmente os mais afastados do centro, tem um serviço bastante útil - utilizando uma carrinha (courtesy bus) vão buscar os turistas ao hotel e levam-nos de regresso. Fica o exemplo!

Quanto a bebidas típicas, naturalmente que o vinho da Madeira apresenta-se como o ex-libris, sem prejuízo da poncha (mistura de aguardente de cana, mel e limão). Esta última, ainda que característica da Câmara dos Lobos, bebe-se em qualquer lado. Recomenda-se a poncha de maracujá, mas os efeitos secundários são evidentes!...


10.8.07

Fuga madeirense - i

A Madeira e o Porto Santo são duas ilhas completamente diferentes. A primeira alberga em si as quatro estações do ano num só dia e toda uma diversidade vegetativa que é impossível ficar-lhe indiferente. A segunda caracteriza-se, sobretudo, pela sua praia de areia dourada e com 9km de extensão; sem esquecer, naturalmente, a temperatura da água do mar [quase sempre nos 24º].

Com o pouco tempo que estivemos na ilha da Madeira, tudo teve de ser [bem] cronometrado, mas naturalmente que se registaram os seguintes imprescindíveis:


1 - Teleférico Funchal - Monte



A viagem de teleférico do Monte - não recomendável para pessoas com vertigens - permite uma visão quase global do Funchal. Em funcionamento desde Novembro de 2000, sai da baixa do Funchal e termina no Monte [localidade que é, frequentemente, comparada a Sintra, pela sua paisagem e palacetes]. É composto por 39 cabines, com capacidade, cada uma, para 7 pessoas.

2 - Carreiros do Monte













Chegados ao Monte, e depois de uma visita à florida Igreja de Nossa Senhora do Monte, segue-se uma descida nos famosos cestos. Dois "carreiros do Monte" empurram os turistas em cestos durante cerca de 2km. Uma descida alucinante, principalmente quando há carros a subir a rua ao mesmo tempo em que os cestos descem...

3 - Jardim Botânico





Numa ilha que se caracteriza pelo verde e as flores que enfeitam as suas paisagens, aconselha-se, também, uma visita ao jardim botânico. Alberga não só uma grande variedade de plantas [das quais destaco os cactos que a foto mostra] como também o "Loiro Parque", que acolhe aves raras e exóticas.
Os jardins encontram-se nos terrenos que pertenceram a família Reid (fundadora do Reid's Palace Hotel) e a sua localização naquela encosta com vistas panorâmicas terá sido escolhida a dedo.
Para os verdadeiros apreciadores de plantas, outras visitas [que não pude avalizar] podem complementar a do jardim botânico - Jardim Tropical do Monte Palace, Quinta do Palheiro Ferreiro ou Jardim Orquídea.

Outras pérolas se relatarão, incluindo as do Porto Santo...

2.8.07

Dolce fare niente



O "Em Fuga" vai de férias durantes uns dias, com o mote dolce fare niente na bagagem... Boas férias a todos!

21.6.07

Veraneio

Começa hoje a estação do ano mais aguardada - O VERÃO... Que, com ele, venha o sol, o bronzeado, o amanhecer tardio, a ausência de horários, prazos e coisas afins...

E, até, porque não reconhecê-lo, andar descalça dentro de casa e sentir o chão frio na planta dos pés. Naturalmente que no dia seguinte é certo que estou constipada... Compensa o mal que faz pelo bem que sabe!

Até virem as férias EFECTIVAS (que este ano terão, ao que tudo indica, alguma insularidade), dá para ir saboreando algumas das pérolas (praias) do meu Verão de 2006...


[Hvar, Croácia]


Das praias mais animadas [durante o dia, claro!], e com um pôr-do-sol digno de registo.



[Praia da Arrifana, Aljezur]

Provavelmente a melhor praia portuguesa.


10.4.07

Réplica quase perfeita

O original - "Coquelicots à Argenteuil" (Claude Monet, 1873). Óleo sobre tela.
Impressionismo.



A réplica - @ Marco de Canavezes (2007). Fotografia.
Impressionante.

27.3.07

Ali nasceu Portugal?


O repto é lançado, como muitos outros, por e-mail. A convocatória poderia parecer, no mínimo, e à primeira leitura, estranha:

"embarcar nesta noitada tipicamente portuguesa (andar km’s para comer num restaurante típico, com um nome parolo, um dono parolo, empregados parolos que nos dão limão para enganar os polícias nas operações stop, fadunchos… Festa no século XIX, uma discoteca muito fixe, com um nome parolo, um dono que não é parolo, mas com uma clientela um tanto ou quanto parola – varia consoante os resultados do clube local)." - contributo [eloquente] do R. na angariação de convivas!

Guimarães é uma cidade, quanto a mim, que convida a uma visita. A várias visitas. Já lá vão alguns anos desde a data em que me apercebi do verdadeiro encanto do centro histórico. Escolhido para celebrar um aniversário, ainda no início da minha juventude...

Em 2001, foi atribuído pela UNESCO a classificação, ao Centro Histórico de Guimarães, de Património Cultural da Humanidade.


Esta fugaz visita ao Restaurante Pirâmide do Egipto [confirma-se que o nome é, efectivamente, parolo] permitiu medir o pulso ao fado tocado e cantado numa pequena localidade nas redondezas de Guimarães, com direito a dedicatória especial "para a mesa da juventude ali do canto".



A decoração é, toda ela, digna de registo desde as fotografias colocadas nas várias salas em que aparece o dono e figuras mais ou menos conhecidas da praça até às guitarras penduradas nas paredes, passando por objectos clubísticos.



Ainda tem a cidade [o que muito nos divertiu] alguns focos do "aqui nasceu o Portugal autêntico". Desde as operações stop serem acompanhadas de caçadeira à tentativa [frustrada] de um local tirar o seu Jaguar de cima do jardim, enquanto se ouve a vox populi "se tivesses um fiat uno, pegava-se o carro em mãos e ele já estava cá fora".

Uma noite com Portugal no seu absoluto melhor!

11.3.07

Camélias no Palácio

[Exposição de Camélias, organizada pela Sociedade Internacional das Camélias - Portugal]

O Palácio do Freixo, do século XVIII, foi objecto de profunda recuperação finda há cerca de 4 anos. Uma colorida exposição de camélias deu tonalidades especiais às deslumbrantes salas daquele Palácio, este fim de semana, e serviu de pretexto para a descoberta do espaço.

A camélia (de origem asiática) terá entrado em Portugal através da cidade do Porto, no início do século XIX.

Com o rio Douro como vizinho e um inteligente aproveitamento da luz solar, o Palácio convida a uma demorada visita.

Tem pormenores imperdíveis, como sejam os tectos ou as paredes, sem esquecer o Salão dos Espelhos.


[Salão dos Espelhos]







Com ou sem camélias [que só por si justificavam a visita, tendo em conta a variedade e quantidade], fica mais um dos [muitos] motivos para uma visita à Invicta!


9.1.07

Fuga para Londres - iii

Faltam apenas três propostas no TOP 10.

8 -Os pormenores artísticos

Estão em cada esquina. Desde murais, azulejos, pinturas, estátuas. Embelezam as ruas e dão mais cor às margens do Tamisa.



[nas imediações da Downing street]

[junto ao rio, garrafas coloridas]

[junto ao rio, fotografia]

[junto ao rio, azulejos pintados]

9 - Changing the guard e Buckigham Palace
Ocorre em dias variados e é uma cerimónia que dura cerca de 45 minutos, ocorrendo em frente ao Buckigham Palace. Caso se pretenda encontrar um bom local, o melhor é lá estar uns bons minutos mais cedo.
É um procedimento muito à base do "para turista ver" e o turista lá vai ver.
E gosta, claro. Quer dos chapéus, quer da marcha quer, quanto a mim, do som.







10- Os jardins
São vários e extensos e convidam (sem hipótese de recusa) a um bom passeio. Quer o extenso Hyde Park ou o Kensington Garden ou, ainda, o St. James Park. Mas foi neste último que se pôde observar um esquilo a devorar pintarolas... Divinal!



Menções honrosas
Um top 10 deixa inevitavelmente de fora alguns locais cuja visita se sugere, caso haja tempo. Assim, refira-se a St. Paul's Cathedral, a Millennium Bridge, o Tate Modern, Chinatown ou Picadilly Circus (muito animado à noite).
Para um copo, o muito agradável Cheers, réplica mais do que perfeita do bar que serviu de cenário à série com o mesmo nome. A decoração está muito bem conseguida, não prescindindo de molduras com diálogos da série.




Caso o frio aperte (e naqueles dias, o frio não deu mesmo tréguas), o Starbucks serve uns deliciosos Capuccinos, imprescindíveis para resistir às condições atmosféricas...

Saldo final:
Uma cidade para ver, rever, visitar, disfrutar e, quem sabe, um dia ali viver...

7.1.07

Fuga para Londres - ii

Continuando a proposta de 10 imprescindíveis em Londres, aqui ficam mais 4 sugestões.

4 - Big Ben e Tower Clock

Sempre foi, para mim, o símbolo da cidade. Aquele que a identifica e distingue das outras. Deve o seu nome "oficioso" e não oficial ao peso do Ministro das Obras Públicas de então, Benjamin Hall. Dada a sua corpulência, era designado de Big Ben, nome emprestado ao sino da Torre.

Admirem-se, igualmente, as adjacentes Houses of Parliament.


5 - London Eye

Construída para celebrar a entrada no novo milénio, a London Eye é a estrutura mais alta da cidade e que proporciona uma visão global sobre Londres. À noite beneficia de iluminação variável, podendo estar de azul ou vermelho (não sei se depende de resultados clubísticos...).

Tem 135 metros de altura o que possibilita a sua visibilidade em inúmeros locais da cidade. Aliás, o n.º 11 da Downing Street tem uma vista privilegiada sobre a mesma.






6 - O multiculturalismo pacífico

O que mais me encantou na cidade e que não vem descrito, muito provavelmente, nos guias turísticos é a convivência saudável entre várias culturas, origens ou etnias. É mesmo tarefa hercúlea conseguir encontrar o londrino de gema, ali nascido.
Entre turistas, muçulmanos, chineses ou indianos chega-se a um melting pot colorido que não colide entre si. O mesmo se diga das extravagâncias. Ninguém é olhado de lado ou alvo de comentários por ter piercings em todo o corpo ou o cabelo de várias cores. Um exemplo de tolerância que devia ser seguido noutros locais.

7 -Madame Tussaud's
Para umas duas horas (ou mais) muito divertidas, aconselho vivamente uma visita a este museu. Além das famosas estátuas em cera (entre as quais, a do mais famoso português naquele país - o special one), saliento o percurso nas réplicas dos taxis londrinos, onde se observa, em ritmo acelerado, alguns segmentos históricos da cidade.

Fica a ressalva, no entanto, da longa fila de espera para entrar. É normal a espera durante 2 horas (em pé). O que constitui, sem dúvida, um desafio à paciência!


(O Special One)

TBC...