
8.6.07
Os erros - ii

5.6.07
Os erros - i

2.6.07
Zodiac

A história é verídica: um serial killer que atormentou San Francisco durante os anos 60' e 70' e que se intitulou a si mesmo como Zodiac.
A sua notoriedade adveio do facto de se servir da comunicação social [jornais, rádio e televisão], exigindo a publicação de mensagens criptografadas.
A representação não é brilhante. Jake Gyllenhaal [que tinha supreendido no Brokeback Mountain] cumpre o seu papel mas não é extraordinário. Um dos mais bem conseguidos é mesmo Robert Downey Jr., numa personagem controversa mas bem conseguida.
Robert Graysmith (interpretado por Jake Gyllenhaal) é um cartoonista de um jornal que, insatisfeito com a actuação policial nos casos, alheia-se da sua realidade e procura, de motu proprio, chegar à verdadeira identidade do Zodiac.
Numa sala de cinema quase vazia [à volta de oito espectadores], cadeiras desconfortáveis e com [muito] sono acumulado [o que significou alguns minutos sem ver o ecrã...], o filme não é tão brilhante como Seven nem tem a capacidade de manter o espectador atento durante os seus 158 minutos de duração...
Saldo final - 3,5 estrelas. As mesmas que Ruptura. Tem o mérito do argumento - mais interessante do que no Ruptura - mas perde pela sua duração demasiado extensa...
1.6.07
Tom Sawyer
Comemorando-se o Dia Mundial da Criança, deixo-vos a música inicial da série que, na altura, mais nos prendia aos ecrãs de televisão.
A energia e indisciplina de Tom Sawyer, a rigidez da Tia Polly, o enfadonho Sidney, o divertido e suposta má influência Huck ou a encantadora Becky.
Aqui fica a recordação...
31.5.07
Ruptura

Ao contrário do que sucede quando vou ao cinema, não li as críticas ao filme antes de o ver, por isso não fui conduzida por qualquer opinião pré-conceb(d)ida.
A melhor acusação, sem brechas. A par do reconhecimento pessoal e profissional. O ego-centrismo vivido por um jovem à procura do melhor local de trabalho, orgulhoso da sua percentagem (97%) de sucesso.
O género está gasto (as inúmeras séries televisivas para isso contribuiram) e só o final torna o filme recomendável.
29.5.07
Vizinhos, vizinhas, vizinhanças

Também não conhecem os vizinhos barulhentos que cantam o genérico da telenovela "Vingança", às 5h da manhã.
28.5.07
26.5.07
Nowhere Fast (Fire Inc.)
A história da banda (Fire Inc.) pode resumir-se a duas músicas lançadas para o filme “Streets of Fire”, de 1984. Uma delas – Nowhere Fast – é a que escolho recorrentemente sempre que preciso de uma fonte [musical e matinal] de energia.
everybody's goin' nowhere slowly
they're only fighting for the chance to be last
there's nothin' wrong with goin' nowhere, baby
but we should be goin' nowhere fast
it's so much better goin' nowhere fast
24.5.07
Frase do dia - iii
21.5.07
Cavalheirismos modernos

É tarefa difícil - para não dizer mesmo impossível - conseguir convencer qualquer elemento masculino a acompanhar-nos no percurso das compras.
Quando, por sorte, se conseguem convencer, quando muito eles ficam à porta, encostados ao gradeamento com um ar revelador da penosidade da sua tarefa, fazendo fila com outros do mesmo género que se deixaram arrastar.
O cenário é uma perfumaria. Têm os dois um ar ainda teenager. Ela tem as unhas pintadas de castanho mas quer comprar/experimentar um verniz vermelho. E eis que, sabe-se lá como, consegue convencer o seu acompanhante a colocar o verniz vermelho nas suas unhas masculinas.
Isto sim, é cavalheirismo. Agora já não basta ficar à porta da loja, ou entrar e limitar-se a encolher os ombros, ou opinar desinteressadamente. Cavalheiro que é cavalheiro experimenta o verniz das meninas nas suas próprias unhas...
20.5.07
Off Cabaret

A certeza de que Espinho tem um conjunto de pessoas com a arte [o que quer que isso seja] a correr nas veias já tinha sido constatada no espectáculo anterior que trouxeram ao Porto.
Desta vez, no Auditório de Espinho [sabe-se lá como o GPS em forma de papel trocou-nos as voltas e atrasou a chegada...], a actuação consiste numa conjugação da Academia de Música de Espinho, o TPE - Teatro Popular de Espinho/Cooperativa de Espinho e Move’in-mento – Núcleo de Dança Contemporânea de Espinho.
A ideia é uma viagem no tempo e no espaço. No tempo, para o início do século passado quando reinava o can-can e a loucura que foi identificada com os "loucos anos 20". No espaço, para o palco e bastidores do mundo do espectáculo.
13 cenários, entre as aulas de ballet, o cabaret, a noite fria e os seus encantos e, até, o belicismo.
Em palco estão cerca de 40 artistas, divididos entre bailarinas, actores, cantores e músicos. O cenário tem imensa cor - como época e a sonoridade o reclamavam - e o guarda-roupa é escolhido a dedo.
A viagem no tempo termina no último "cenário/acto" com a Paródia Da-Da. Com o título inspirado, muito provavelmente, no último hit dos Da Weasel - Dialectos de Ternura. Um percurso por fragmentos do quotidiano do século XXI, culminando no êxtase...
Salientam-se, naturalmente, o divertido texto do Mr. Moustache, recordando o musical Moulin Rouge, a dança can-can pelas sincronizadas bailarinas, a tortura dos atilhos e espartilhos ou a disciplina de guerra sem esquecer a qualidade das vozes interpretando músicas da época ou o pianista que garante quase toda a "banda sonora" do cabaret.
O título "Off Cabaret" baseia-se, segundo o flyer, nas "histórias de fora e de dentro, da rua, das luzes da ribalta e das sombras dos bastidores. Dos in, dos on e dos off...".
Muito bem concebido e conseguido, tendo enchido o bem estruturado Auditório com um público diversificado que se divertiu e aplaudiu convictamente as cenas de um cabaret contadas (cantadas e dançadas) com mestria.
18.5.07
O recordista

e) a pessoa mais tatuada - com 100% do corpo tatuado...Ainda dizem que os recordes portugueses são excêntricos...
16.5.07
A moda do "pisca-pisca"

É caso para dizer:
14.5.07
Cortar a meta
13.5.07
Olé, olé

O jogo, acabado há escassos minutos no estádio onde joga o Olivais e Moscavide, termina com 2-1 a favor de Leixões. Resultado que permite o acesso, mais do que merecido, à I Liga, 18 anos depois.
Já se ouvem os festejos nas ruas de Matosinhos e a cidade adormecerá, certamente, tarde.
Olé.
P.S. As fotos seguem em breve!
12.5.07
Leituras - ii
Fragmentos de pensares dividos e numerados [ao todo, são 677]. Desta vez, fiquei pelo n.º 106, que aqui partilho:
"Trabalhar um livro até à minúcia de uma palavra. E depois um leitor engolir tudo à pressa para saber «de que trata». Vale a pena requintar um vinho para se beber como o carrascão?"
Frase que, metaforicamente, se pode aplicar a tantos contextos!!
10.5.07
Rural or Urban
Depois do youtube me ter trocado as voltas com a publicação do videoclip do José Cid (uns bons dias depois) aqui ficam as imagens de um concurso absolutamente hilariante... Isto sim - é um tesourinho deprimente!!!
8.5.07
Imagem do dia - VIII
6.5.07
É um artista português - ii
Quando toda a cidade do Porto se mobilizou para mais um início da Queima das Fitas, centenas de pessoas assistiam, no esgotadissímo Cinema Batalha [renovado mas com uma acústica que deixa muito a desejar], a um concerto de José Cid.
Aquele que, em relação a si próprio, diz: "Se o Rui Veloso é o pai do rock português, eu sou a mãe"... O que é certo é que mobiliza uma legião de fãs que se diverte com ele e que canta em uníssono clássicos como "A cabana junto à praia", "Vinte anos", "Ontem, hoje e amanhã", "Um grande, grande amor", "Cai neve em Nova Iorque" (adaptada, no refrão, para "faz-me falta o PORTO, para me sentir feliz") ou a inconfundível, e que rendeu a assistência, "Como o macaco gosta de banana"...
Faltou aquela que é, muito provavelmente, a melhor letra do verdadeiro artista - "A pouco e pouco", com estes versos hilariantes:
São 7 e meia, amor
Tens de ir trabalhar
Acordas-me com um beijo
E um sorriso no olhar
E levantas-me da cama
Depois tiras-me o pijama
Faço a barba
E dá na rádio
O Zé Cid a cantar
Apanho o Autocarro
Vou a pensar em ti
Levas os miúdos
Ao jardim infantil
Chego à repartição
Dou um beijo no escrivão
E nem toco a secretária
Que é tão boa!
(Refrão)
A pouco e pouco se constrói um grande amor
De coisas tão pequenas e banais
Basta um sorriso
Um simples olhar
Um modo de amar a dois (bis)
Às 5 e meia em ponto
Telefonas-me a dizer:
Não sei viver sem ti amor
Não sei o que fazer
Faz-me favas com chouriço
O meu prato favorito
Quando chego para jantar
Quase nem acredito!
Vestiste-te de branco
Uma flor nos cabelos
Os miúdos na cama
E acendeste a fogueira
Vou ficar a vida inteira
A viver dessa maneira
Eu e tu e tu e eu e tu e eu e tu
Refrão
(Letra e música José Cid, 1979).
Sabe-se lá porquê que chega à repartição e dá um beijo ao escrivão, porque motivo ouve "Zé Cid" na rádio (referido na própria letra de José Cid - isto sim é publicidade inteligente!) ou pede "favas com chouriço" para jantar...
Não se limita a cantar. Frisa que:
É por estas e por outras que continua a esgotar todas as salas por onde passa e que garante 2 horas de pura diversão! A repetir, sem dúvida...
3.5.07
Hit's
Você é "Take On Me" dos A-Ha (1985): O seu lema é o de nunca perder a sua pose sempre muito cool. Gosta de impor respeito naqueles que o rodeiam e é capaz daqueles olhares que congelam (no bom ou no mau sentido) o seu alvo. De espírito prático mas por vezes demasiado durão.
E descansem aqueles que se intrigaram com a última foto, que o post já não é o primeiro que aparece!





