
26.9.08
15.9.08
Miss Madonna
E ela, com 50 anos, dança como ninguém. As controversas poses e coreografias estiveram lá todas, no parque da Bela Vista. E alguns dos hits mais antigos (do final dos anos 80') também. Sendo que o destaque, sem dúvida, vai para "Like a prayer" transformado em hino próprio de uma pista de dança. Sem esquecer a vertente latina, também "La isla bonita" provocou a rendição do público. E porque não, em alguns segmentos, o piscar de olho às sonoridades de Emir Kusturica?
Quase duas horas em cima do palco (como se o tic tac que se ouvia repetidamente lembrasse que o que é bom acaba depressa...), meia dúzia de roupas trocadas, tudo - notou-se - foi pensado ao pormenor. Desde os jogos de luzes às imagens que iam sendo projectadas nos ecrãs gigantes (com conotação política evidente e não neutra, o apelo à paz, as eleições nos EUA...).
Madonna é mais do que uma cantora. Ali representou (como sempre o fez) um papel. E até deu tempo para relembrar, com recurso a "bonecas" de carne e osso, as várias fases da personagem que sempre interpretou.
No final, um ilustrativo "Game Over" em todos os ecrãs e no próprio palco confirma aquilo que suspeitava - não há encore para ninguém. Entre a confusão da saída (e da entrada, e do metro, e das filas intermináveis para as barracas das comidas...) reclama-se que faltaram alguns clássicos como o mítico "Like a virgin", "Papa don't preach" ou "Material girl".
Os fãs a 100% identificam-se facilmente. Ou com perucas cor de rosa, ou com meias de rede e botas de salto alto...
O saldo, esse (quando se procura, a custo, combater o sono e o cansaço próprios de um concerto ao Domingo à noite), é extremamente positivo. Pode regressar que nós voltaremos a assistir, a dançar e a cantar com Madonna.
10.9.08
Na crista da onda
O ambiente é descontraído e a conversa surge naturalmente com os vizinhos, na sua maioria estrangeiros.
Já lá vão cerca de 10 anos da última vez em que me atirei ao mar em cima de uma prancha de surf. Com ondas bem mais fracas e baixas. E com o espírito de aventura próprio da adolescência.
Quanto à aula propriamente dita, começa-se com aquecimento no jardim, prova de corrida (regular's contra goofy's), passos básicos. Fato vestido e sapatos calçados. E vamos ao mar. Muitos litros de água bebidos, muitas quedas, alguns segundos de pé em cima da prancha e, finalmente, uma hora depois, termina. Quando já não se sente o corpo.
Feita a advertência, por parte dos instrutores, "vão-vos doer músculos que vocês nem sabiam que existiam", a profecia cumpriu-se. Três dias sem poder tossir, espirrar ou sequer rir...
Mas a vontade de repetir ficou.
7.8.08
Férias
Deixo uma das possíveis músicas para a banda sonora desta silly season que agora abraço. Boas férias.
23.7.08
Lugares (pouco) comuns

Nem sempre as fotos de um pôr-do-sol me conseguem cativar e preencher. A banalidade do tema leva a que, na maior parte das vezes, nada de novo surja numa foto tirada naquele contexto.
Apesar disso, partilho uma das fotos tiradas, este fim de semana, algures na zona de Caminha. Só para abrir o apetite para as férias...
8.7.08
Manias - iv
17.6.08
Porque hoje me apetece
" ...Cada dia te é dado uma só vez
E no redondo círculo da noite
Não existe piedade
Para aquele que hesita.
Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
Longo indelével rasto
Que o não-vivido deixa..."
(Homenagem a Ricardo Reis, Dual)
6.6.08
Mr. Jones

22.5.08
Joe Cocker

Ainda que apenas por pouco mais do que uma hora e confundindo a língua portuguesa com a espanhola (o "gracias" teimou em aparecer), houve tempo para ver e ouvir os hits de há largos anos.
Destaco, naturalmente, "Up where we belong", "You are so beautiful", "Unchain my heart", "With a little help from my friends", "Summer in the city" e o muito aclamado e aplaudido "You can leave your hat on". O público era muito heterogéneo, mas avultavam aqueles que ali se deslocaram para ouvir um ídolo da juventude.
O som estava razoável - a proximidade do palco ajudou à envolvência - e cantou-se e dançou-se ao som de hinos que vão ficar para a história. Ainda se esperou e pediu um segundo encore, mas Joe Cocker já tinha dado muito mais do que se estava à espera (incluindo todos os saltos e coreografias que lhe são características).
Com uma carreia que se caracteriza por alguns altos e baixos, superou as expectativas e pode voltar que nós voltaremos a vê-lo e a dançar ao som das suas músicas...
2.5.08
Nós controlamos a noite

23.4.08
Nick Cave... finalmente!
Foi ontem, no Coliseu do Porto, que o vi... finalmente. E a cumplicidade é total. Com os seus 50 anos, dança, interage, canta, conversa (tenta falar português), diverte e diverte-se. Diverte-se com pequenas coisas. Desde começar a cantar um dos hinos que mais o notabilizou - "Into my arms" (apenas um verso) e constatar que o público pedia aquela música. Interrompe e diz "I'll finish that later" [e não cantou, por teimosia...].
Do elenco - que podia ter sido mais extenso - constaram Straight to you, The Ship Song, Red Right Hand ou Deanna. Faltou a tal Weeping Song e ainda, entre muitas outras, Do you love me e a Henry Lee. Mas o enfoque foi, sobretudo, no novo álbum - "Dig, lazarus, dig!!"
À saída [ainda] tentei argumentar para quem me acompanhava que Nick Cave é mesmo teimoso e não vai em discos (músicas) pedidos...
O som estava no seu melhor e o saldo final foi de 4 estrelas (ainda não perdoei a falha da Weeping Song...).
11.4.08
O assobio

Das últimas notícias que aquele jornal digital publicou diz respeito àquela prática bem ancestral que consiste no assobio.
Segundo noticia o jornal, uma empresa britânica de construção civil decidiu proibir os seus trabalhadores de assobiarem às mulheres que passam junto às obras. E, para garantir que a medida é efectivamente cumprida, existem mesmo fiscalizadores do comportamento dos trabalhadores.
A medida é justificada, nas palavras do Director de Vendas, pelo facto de "no século XXI, o assobio não ter lugar". E é assim.
Portanto, algures no séc. XXI vamos mesmo ter de deixar de ouvir os assobios presentes em algumas músicas:
Será que conseguíamos prescindir do assobio?
1.4.08
A menina má
Não conhecia a escrita do autor e posso dizer que me deliciei com as travessuras que a Menina Má, ao longo de algumas décadas, vai proporcionando a Ricardo (o Menino Bom, como é apelidado pela primeira).
E fica o resumo: "Na verdade, havia nela qualquer coisa que era impossível não admirar, por aquelas razões que nos levam a apreciar as obras bem feitas, mesmo que sejam perversas". (Mario Vargas Losa, Travessuras da Menina Má, Dom Quixote, pág. 344).
Mais não revelo. De um livro 5 estrelas.
30.3.08
Os limites da criatividade - ii
26.3.08
Landing in London
25.3.08
Inverno de Praga
Aterrámos com a pista coberta de gelo/neve, sentámo-nos ao sol nos bancos de jardim e fugimos ao vento e à neve que nos fustigavam, a cada passo, durante os passeios junto ao rio.
A Primavera chega a custo a Praga e nem o Festival da Primavera - que ocorreu na "Cidade Velha" - conseguiu dominar o poder do Inverno durante algumas horas.
Quase no mesmo dia, conseguimos percorrer as várias estações do ano. Entre um raio de sol que espreita por trás de uma nuvem mais escura, há sempre um floco de neve que teima em cair, não deixando, no entanto, de provocar um sorriso nos turistas oriundos de locais em que a neve rareia.
2. Cidade Velha
É aqui que se encontra o ex-libris da cidade. Entrando pela Porta da Pólvora e seguindo em direcção à Praça, confirma-se que Praga beneficia de construções dignas de admiração e tributárias da influência russa.
As lojas de souvenirs tomam conta do centro e verifica-se que o que outrora terá sido pitoresco está agora direccionado para o turista.
Um dos pontos que maior atenção reclama é o relógio astronómico, sito na Praça da Cidade Velha, que, com muita pompa, dá as horas de forma original - com movimentação de estátuas que simbolizam a avareza, a vaidade, a morte e a invasão pagã. Datado do séc. XV, foi alvo de violentos ataques por altura da II Guerra Mundial mas encontra-se completamente reconstruído.
4. Bairro Pequeno
Atravessada a ponte Carlos, serpenteiam-se as ruas e alcança-se uma vista magnífica sobre a Cidade Velha e sobre o rio Vlatva.
É também no Bairro Pequeno que se situa a Catedral de S.Vito (com vitrais de cores magníficas e o barroco a manifestaram-se em pleno) e um conjunto de palácios, cada um deles a convidar a uma visita demorada.
Saldo final
Uma cidade para conhecer a pé, de lés a lés (não vos garanto, no entanto, que não seja um percurso cansativo, mas é inegável que dá uma melhor perspectiva da cidade). O momento ideal para a visita talvez seja em plena Primavera, para evitar as temperaturas muito baixas e a neve (ambos factores que convidam a retiradas estratégicas para saborear um dos doces típicos - Trdlo).
Ainda em relação a sabores, nota-se que a cozinha checa aposta, sobretudo, nos pratos à base de carne de porco, surgindo diversas aproximações e variantes do típico goulash (húngaro).
12.3.08
10.3.08
A longevidade dos Cure

5.3.08
O vilão

atrever-me-ia a juntar este Anton Chigurh (brilhantemente interpretado por Javier Bardem, no "Este país não é para velhos"), com a sua expressão facial quase indecifrável, e o estranho "Call It" para decidir o futuro a dar a quem o rodeia.





