6.11.07

Os limites da criatividade

Reconheço que poucas coisas me divertem tanto como a publicidade criativa. A par da publicidade reconheço algum talento àquelas pessoas que, nascendo com alguma criatividade, fazem disso profissão.

Refiro-me àqueles que concebem objectos estranhos mas que defendem a absoluta necessidade da sua utilização generalizada.

Vêm todas estas divagações a propósito de uma revista de venda por catálogo que se passeava lá por casa. Como o tempo para leituras mais aprofundadas escasseia, atirei-me àquela revista e descobri objectos tão preciosos quanto imprescindíveis nas páginas da mesma.

Vejam lá se não tenho razão:




[Kit de golf para escritório.
Para jogar entre duas reuniões, com um tapete verde a imitar a relva. Com sorte ainda acerta em alguém mais aborrecido...]









[Suporte de bananas.
Dizem os entendidos que é para que elas amadureçam... Também têm para pessoas?]







[Apoia pés para o duche.
Aceitam-se contributos para a sua utilidade...]









[Baralhador de cartas.
Para fugir às batotas]



Todas as ideias aqui.

3.11.07

Crazy (Alanis Morissette)




O original é de Seal, mas Alanis Morrissette recuperou a música há cerca de dois anos e emprestou-lhe um ritmo mais animado e divertido. Já há algum tempo que queria ter colocado aqui no blog. Aqui fica, hoje, para recordar uma cantora que serviu de banda sonora em muitas festas há uns anos atrás, com o álbum Jagged Little Pill e as educativas letras das músicas que então compunham o álbum...

Falta de tempo?


É notória a minha falta de tempo nas últimas semanas (que se traduz numa evidente escassez de escrita neste espaço); mas ao ler um dos e-mails que recebi recentemente, descobri que o mal não é só meu. Senão vejam, mais resumido:

"Dizem que todos os dias temos que comer uma maçã para o ferro e uma banana para o potássio. Também uma laranja, para a vitamina C, meio melão para melhorar a digestão e uma chávena de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes. Todos os dias temos que beber dois litros de água. Todos os dias temos que tomar um Activia ou um iogurte para ter 'L. Cassei Defensis', que ninguém sabe exactamente o que é que é mas parece que se não ingeres um milhão e meio todos os dias começas a ver toda a gente com uma grande diarreia ou presos dos intestinos.

Cada dia uma aspirina, para prevenir os enfartes mais um copo de vinho tinto, para a mesma coisa. E outro de vinho branco, para o sistema nervoso. E um de cerveja, que já não me lembro para que era.

Tens que fazer quatro a seis refeições diárias leves sem te esqueceres de mastigar cem vezes cada garfada. Ora, fazendo um pequeno cálculo apenas a comer vão-se assim de repente umas cinco horitas. Ah, depois de cada refeição deves escovar bem os dentes, ou seja: depois do Activia e da fibra os dentes depois da maçã os dentes depois da banana os dentes e assim, enquanto tiveres dentes sem te esqueceres nunca de passar o fio dental massajador das gengivas e bochechar com PLAX...

Temos que dormir oito horas e trabalhar outras oito [sem contar todas as outras horas extraordinárias...] mais as cinco que usamos a comer, faz vinte e uma.

Restam três horas sempre que não surja algum imprevisto. Segundo as estatísticas, vemos três horas de televisão diárias. Bem, já não podes porque todos os dias devemos caminhar pelo menos uma meia hora (dado por experiência: ao fim de 15 minutos regressa senão andas mas é uma hora!). E há que cuidar das amizades porque são como uma planta: temos que as regar diariamente.

Também temos que arranjar tempo para a maquilhagem, a depilação/fazer a barba, varrer a casa, lavar a roupa, lavar os pratos e já nem digo, os que têm gatos, cães, pássaros e uma catrefada de filhos...

No total, a mim dá-me umas 29 horas diárias se nunca parares. A única possibilidade que me ocorre é fazer várias destas coisas ao mesmo tempo: por exemplo, tomas duche com água fria e com a boca aberta, e assim bebes logo os dois litros de água de uma vez.

Enquanto sais do banho com a escova de dentes na boca, vais fazendo o amor, o sexo tântrico, parado, junto ao teu mais que tudo, que de passagem vê TV e te vai contando o que se passa, enquanto varres a casa. Sobrou-te uma mão livre? Telefona aos teus amigos e aos teus pais!Bebe o vinho (depois de telefonares aos teus pais vai fazer-te falta!). O iogurte com a maçã pode dar-te o teu par enquanto ele come a banana com Activia. No dia seguinte troquem. E menos mal que já crescemos, porque senão tínhamos que engolir mais umas cerelac's e um Danoninho Extra Cálcio todos os santos dias.

Úuuuf!

Mas se te restam 2 minutos, reenvia isto aos teus amigos (que temos que regar como as plantas) enquanto comes uma colherzinha de Muesli ou Al-Bran, que faz muito bem..."

E acrescentaria eu: ir ao ginásio, ler um livro, ouvir uma música, ir ao cinema e, claro, escrever no blog...

30.10.07

Ir à bola

São poucas as equipas e os jogos que me fazem ir ao estádio. Principalmente quando as temperaturas demonstram que o Verão já vai longe e só nos apetece mesmo ver o jogo num confortável sofá, aquecimento ligado e uma mantinha nas pernas.

Mas como não há regra sem excepção, lá fui eu para, uma vez mais, assistir ao FCP-Leixões. A última tinha sido um "amigável" (?!) entre as duas equipas.

Arrastada por um convite, instalei-me no lugar que o bilhete marcava mas rodeada de cachecóis azuis e brancos e de portistas que se mantiveram em silêncio, e de braços cruzados, durante quase todo o jogo [exceptuando as três vezes que se levantaram, mas isso agora não interessa nada!...].
As únicas vozes que ali se ouviam eram, além da ruidosa claque do Leixões, as vozes femininas a torcer pelos vermelhos e brancos - "vai", "corre", "até eu marcava esse canto melhor". Os senhores (portistas) que por ali se encontravam, em larga maioria, sorriam com indiferença.

Olhando em redor, consegui traçar o perfil de 4 tipos de adeptos:
- o adepto que preferia estar em casa (ou se fosse no estádio, que fosse em cadeiras aquecidas, sem vento, sem trânsito a chegar e a sair do estádio e com a possibilidade de ver algumas jogadas em câmara lenta...);

- o verdadeiro adepto - grita a plenos pulmões, agita a bandeira, pinta a cara com as cores da equipa, veste a camisola com as cores da equipa (ou até, mesmo quando estão 4º, anda em tronco nu...) e, pelo meio, dá ordens aos jogadores, ao treinador e ao árbrito.

- o adepto em família - vem em grupo, como um ritual.

- o adepto saído do escritório - de fato e gravata (ele), de salto alto (ela). Vê o jogo sem gritar, sem resmungar, sem grandes manifestações emocionais.

Para a próxima façam-me o favor de ganhar, ok?

24.10.07

Portugal no seu melhor - iii


Alguém precisa de ir à "Alfisina"?

23.10.07

Manias - ii

Apesar de ser o símbolo de uma estação do ano que não aprecio de todo, gosto do inimitável cheiro da chuva.

16.10.07

Frase(s) do dia - vi



"Dê-me o benefício das suas convicções, se as tiver, mas guarde para si as dúvidas. Bastam-me as que tenho". (Wolfgang von Goethe).

"Se duvidas, cala-te", Zoroastro.


Ditados (im)populares...

13.10.07

Superstars (David Fonseca)

Nem sempre as músicas lhe saem bem, mas quando saem, ou por sorte, ou qualquer outro motivo, dá nisto: uma música para ouvir como um elixir de energia. Para consumir consoante as necessidades e sem efeitos secundários.

O videoclip tem cor e ritmo e o refrão fica no ouvido.

Bom fim de semana!

12.10.07

As letras por trás das músicas - i

Ao que parece corre por aí a notícia de que Sting é o pior letrista do mundo. Terá, ao que consta, contribuído para chegar ao topo da lista as letras de "Don't Stand So Close to Me" e "If You Love Someone Set Them Free", que terão sido copiadas de outros autores. E nós que nos divertíamos nas aulas de inglês a descodificar a música "Englishman in New York", parece agora tudo um mito.

Enquanto se desconhece a lista final dos piores letristas, aqui vai uma recolha de algumas pérolas das letras por trás das músicas:

Os pedidos incompreensíveis:

You're never here
You're never near here
What day is this?
What day?
Whose day is this?
Put me in your supermarket list (Silence 4, Borrow)

Às 5 e meia em ponto
Telefonas-me a dizer:
Não sei viver sem ti amor
Não sei o que fazer
Faz-me favas com chouriço
O meu prato favorito
Quando chego para jantar
Quase nem acredito! (A pouco e pouco, José Cid)

O artista dentro do artista:

Sipping Bailey's Cream
By the stereo
Trying to find relief
On the radio
I'm suppressing the tears
But they start to flow
'Cause the next song I hear
Is a song I wrote
When we first got together
Early that September
I can't bear to listen
So I might as well drift
In the kitchen
Pour another glass or two
And try to forget you
(Mariah Carey, Crybaby)

E, mais uma vez, José Cid.

Faço a barba
E dá na rádio
O Zé Cid a cantar
(José Cid, A pouco e pouco)

Aceitam-se contributos...

8.10.07

Manias - i

Começar a ler as revistas da última para a primeira página.


[Deve ser alguma costela árabe...]

7.10.07

Déjà vu


Com o início da inominada estação do ano em que nos encontramos, recupera-se o conceito de couch-movie, porque isto de sair de casa para ir ao cinema não é fácil quando a preguiça e o mau tempo nos dominam quase integralmente.

O filme já tem alguns meses, ainda que só recentemente tenha chegado em versão doméstica (aka dvd); Déjà vu traz-nos Denzel Washington no papel de um agente ATF (especialista em armas e explosivos) que tem a difícil missão não só de descobrir a autoria de um atentado bombista que causa centenas de mortos em New Orleans mas também, sabe-se lá como, evitar que o mesmo suceda.

Toda a película assume uma densidade ficcional nem sempre simples de acompanhar (principalmente quando o cansaço exigia um filme de futilidades), com a tentativa de fintar o destino, viajar no tempo e jogar com essas grandezas aparentemente incontroláveis que são o tempo e o espaço.

Esperava que fosse um pouco mais explorado o conceito de "déjà vu" que tantas vezes nos assalta no dia-a-dia, conceito que terá sido cientificamente rotulado por Émile Boirac, no final do século XIX.

Garante-se que quem o vir fica preso ao ecrã até ao final. Tendo-o perdido em versão cinema, vale a pena o seu visionamento no género doméstico.

Leva 4,5 estrelas (já que 5 estrelas exige algo mais).

29.9.07

As melhores de sempre

A revista Time - pela mão de James Poniewozik - decidiu fazer uma lista das 100 melhores séries de todos os tempos. Com a actualidade televisiva a viver sufocada de séries atrás de séries, foi agradável recordar algumas que já há muito estavam esquecidas.

Da lista fazem parte, naturalmente:
- Friends - que James Poniewozik caracteriza brilhantemente como "The show never pretended to be about anything weightier than «We were on a break». But the well-hidden secret of this show was that it called itself Friends, and was really about family."

- Monty Python's Flying Circus - que não resisti a postar um dos mais divertidos e divulgados sketches, na esperança que José Pedro Gomes, António Feio, Miguel Guilherme, Bruno Nogueira e Jorge Mourato tragam à Invicta o espectáculo "Os Melhores Sketches dos Monty Python", que está em cena no Auditório dos Oceanos, em Lisboa.




- The X-Files - os "Ficheiros" marcaram uma época televisiva, ficando a música de Mark Snow nos ouvidos de todos. A fórmula resultou durante uns tempos, mas a fobia com o "paranormal" foi, lentamente, perdendo terreno.
- Sopranos - com os relatos diários da família (entendida em sentido amplo, claro!) de Tony Soprano. Uma série que continua a conquistar Emmy's.
- E ainda Simpsons, Sex and the city, Dallas e o saudoso Cheers (com as típicas e menos típicas conversas ao balcão de um bar), só para recordar algumas da lista.


Lista completa

27.9.07

Desafios literários

O desafio corre vários blogs e eu decidi, hoje, aceitá-lo.

1. Peguem no livro mais próximo;
2. Abram-no na página 161;
3. Procurem a 5ª frase completa;
4. Coloquem a frase no blog;
5. Não vale escolher a melhor frase nem o melhor livro (usem o mais próximo), de preferência não jurídico, ok?;
6. Passar o desafio a cinco pessoas.

Pego nos Maias (estava mais perto) e cumpro o desafio:

"O rapaz ao lado, esticado num fato de xadrezinho inglês, abria negligentemente um telegrama". (pág. 161, 5ª frase).

Lanço, então, o desafio à RTP, ao Filipelamas, ao Mr. Sherlock, ao Sub-lodo e à Xana. Naturalmente, que o desafio é extensível a qualquer pessoa...

26.9.07

Anoitecer



[Numa bela tarde de Julho, junto ao Mondego]

É sobejamente conhecido o meu desagrado pela chegada do Outono. De um sem número de coisas que podia elencar que esta estação me rouba (o tempo, o bom tempo, o calor, a tranquilidade...), aquilo de que sinto mais falta é mesmo dos finais de tarde numa qualquer esplanada a tentar recuperar de um dia indoor.

23.9.07

Day after


Já está. Mais um que passou.

21.9.07

Pela revogação da lei de Murphy - ii

Passado mais do que um ano desde o último post sobre a Lei de Murphy, e porque a reciclagem do tema é mais do que adequada, aqui vai uma nova recolha das melhores decorrências da referida Lei:

1- Uma gravata limpa sempre atrai a sopa do dia.
2- Todo corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.
3 - A informação mais necessária é sempre a menos disponível.
4- A probabilidade do pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor da carpete.
5- Toda partícula que voa sempre encontra um olho.
6- As crianças são incríveis. Em geral, elas repetem palavra por palavra aquilo que você não deveria ter dito.


E, a minha preferida:

Lei de Murphy no ciclismo: não importa para onde você vai; é sempre morro acima e contra o vento.

14.9.07

Boa sorte/ Good Luck (Vanessa da Mata e Ben Harper)

Com o mês de Setembro ainda a meio, só me apetece ouvir a "Wake me up when September ends" dos Green Day. Mas acho que esta da Vanessa da Mata com o Ben Harper já ajuda!


12.9.07

Os mistérios do funcionalismo público


Estou certa que o tema do post daria para ir publicando em fascículos... Mas apenas me interrogo três vezes (poderiam ser muitas mais):

1 - Porque é que o funcionário público sai sempre para a "pausa da manhã" (às 10h, quando entrou às 9h00) assim que chega a nossa vez?

2 - Porque é que o funcionário público está quase sempre mal humorado?

3 - Porque é que aquilo que se adivinha lento, normalmente confirma-se ser muito lento?


P.S. Divagações...

7.9.07

Imagem do dia - X





A melhor fotografia aérea quando se regressa a casa e se avista o rio Douro e as suas pontes...



6.9.07

O tenor


Pavarotti conquistou, sem dúvida, o seu lugar na história da música, com a sua voz absolutamente genial e o sorriso inconfundível.

Fez duetos que marcaram a diferença.

Quer, por exemplo, com os U2, em Miss Saravejo, quer com Barry White, naquela que é uma das minhas músicas preferidas: My first, my last, my everything

Aqui ficam os links das duas, em jeito de homenagem.

2.9.07

Há dias


Reconheço que certos "dias de..." chegam a ser enfadonhos e sem sentido. Mas há alguns particularmente imaginativos e divertidos (especialmente vindos do Brasil).

Vejam só - para o mês de Setembro - a lista de "dias de..." e comecem a pensar nas formas de comemoração:

6 - Dia do Alfaiate e do Barbeiro e Cabeleireiro.

12 - Dia do Tractor.

13 - Dia do Programador.

15 - Dia do Musicoterapeuta.

17 - Dia do Transportador Rodoviário de Carga.

19 - Dia do Computador.

21 - Dia do Contra.

22 - Dia do Contador e do Técnico Agro-pecuário.

23 - Dia do Sorvete.

25 - Dia do Trânsito.

27 - Dia Nacional do Turismólogo ou Turistólogo, Profissional Formado em Curso Superior de Turismo.

29- Dia Nacional do Jornaleiro e do Professor de Educação Física.

30 - Dia da Secretária.

Para, garantidamente, começar a semana com um sorriso. :)

Fonte: Wikipedia.

29.8.07

Frase do dia - v

Mais um ditado (im) popular:

"Mais vale um mau dia de férias do que um bom dia de trabalho".



P.S. Desabafo de alguém que já não está de férias! :(((

27.8.07

Such a beautiful horizon

Reencontro Barcelona exactamente dois anos depois de lá ter estado e vejo uma cidade que não muda [em equipa que ganha, não se mexe].

Continua o sol intenso [mesmo que no resto da costa espanhola esteja a chover], o labiríntico (e magnífico) bairro gótico - onde serpenteiam centenas de pessoas de loja em loja - os pormenores de Gaudí impressos em algumas construções e, ainda, a "La Ramba" com os artistas de rua mais criativos que já vi.

No metro, toca, sentado no chão, um guitarrista, fazendo apelo às sonoridades autóctones.

Apesar desta (aparente) pouca mudança, parece que Barcelona encerra sempre uma novidade. Desta vez, encontrei-a no Museu Nacional de Arte da Catalunha, onde se beneficia de uma vista quase total sobre esta cidade surpreendente (com 82 monumentos e 36 museus!).



Naturalmente que a banda sonora ideal para a cidade (e porque todas as cidades têm a sua), é a música "Barcelona", produto de um brilhante dueto entre Freddie Mercury e a soprano espanhola Montserrat Caballé. Escrita pelo primeiro, a pedido da segunda, em jeito de homenagem à sua terra natal.

Quem quiser recordar, fica o link.

Título do post emprestado de um dos versos da música "Barcelona".

16.8.07

Fuga madeirense - iii


Encerra o capítulo do relato da última fuga o areal do Porto Santo. A praia, com 9 km de extensão, beneficia de uma água do mar quase sempre nos 24º. O que convida a uns bons mergulhos mesmo quando o tempo não esteja lá muito favorável (como a foto documenta, pelas nuvens que nos acompanharam quase todos os dias que por ali estivemos).
A areia, segundo dizem, tem qualidades terapêuticas, devido ao facto de conter organoplastos [não me perguntem o que é, ok?].

O Porto Santo ainda não foi invadido pela massificação turística que a costa continental portuguesa testemunha. Existem regras quanto à altura máxima dos prédios (máximo de 4 andares) e um limite para a oferta turística.

Uma pérola que vale a pena visitar.

14.8.07

Dalí no Porto



Bem perto do Porto Cartoon, está, no deslumbrante Palácio do Freixo, uma exposição com obras de Salvador Dalí (1904-1989).
São, ao todo, 285 obras, entre desenhos, esculturas e quadros originais.

Ao nível da escultura, destaco o "Homem sobre golfinho" e o divertido "Elefante cósmico".

É dado especial ênfase às litografias religiosas (ao todo, 150).

Para mim, absolutamente geniais são a "Gargantua e Pantagruel", com figuras mais do que surreais e o "Tricórnio", com um jogo de cores, imagens (um burro e uma borboleta vão saltando de tela em tela, assumindo diferentes configurações no todo) e de sombras supreendente.

Tenho pena que a organização não tenha conseguido trazer à beira-rio as pinturas mais famosas de Dalí, principalmente a admirável "Persistência da Memória". Por isso, quem for à espera dessas obras mais notórias, não as vai encontrar. Apesar de tudo, não se fica desiludido... É sempre um motivo para (re)descobrir o recuperado Palácio do Freixo.

Patente até 4 de Novembro.

12.8.07

Fuga madeirense - ii

Continuando na recuperação de alguns pontos de interesse na Ilha da Madeira e no Porto Santo, aqui ficam mais umas dicas, sem qualquer ordem hierárquica:

4 - Casas típicas



Na ilha da Madeira, temos as inconfundíveis casas em madeira e com telhado de colmo. Encontram-se, principalmente, na localidade de Santana, mas podem observar-se réplicas construídas recentemente noutros cantos da ilha.




Esta que aqui deixo é a localizada no Jardim Botânico. Salienta-se a sua cor: o vermelho das portas, o azul das janelas e as paredes vermelhas e brancas.


Já no Porto Santo, as casas típicas ou tradicionais têm uma configuração completamente diferente.





Os telhados não são de colmo mas de terra barrenta, o que demonstra quais as matérias primas mais frequentes naquela ilha.




5 - Pico de Ana Ferreira



[Colunas prismáticas, vulgarmente chamadas de "piano" no Pico Ana Ferreira, Porto Santo]


Só se consegue alcançar esta "obra" da natureza de jipe. Uma viagem agitada [mais do que não fosse pela ruidosa família que nos acompanhou], mas que vale a pena. De acordo com as pesquisas da nossa guia e condutora - a simpática Sofia - o nome de Ana Ferreira deve-se, rezam as lendas, ao facto de ter havido a necessidade de presentear uma senhora com esse nome, dando-lhe um terreno para cultivo. A dar desta lenda, existe outra [bem mais interessante!...] - Ana Ferreira terá sido uma feiticeira que ainda se manifesta para aqueles que se atravem a subir o pico.


6 - Gastronomia e afins

Estou certa que uma estada demorada em qualquer das ilhas teria permitido um melhor conhecimento da gastronomia típica madeirense. Apesar de tudo, fica a confirmação que as típicas espetadas, principalmente se servidas em ramo de oliveira, são divinais e que o atum tem incontáveis pratos.

Ao nível da restauração, e no Porto Santo, o "Pé na Água" apresenta-se como um especialista em peixe e está localizado mesmo em cima da praia, com a areia quase debaixo dos pés. É um dos mais frequentados e só se lamenta o frio e o vento que se fez sentir naquela noite que tornou a refeição bem mais curta.

Ainda no Porto Santo, o "Solar do Infante" é o mais central e o ideal para quem quer usufruir das melhores vistas sobre a praia dourada.

Muitos dos restaurantes espalhados pelo Porto Santo, principalmente os mais afastados do centro, tem um serviço bastante útil - utilizando uma carrinha (courtesy bus) vão buscar os turistas ao hotel e levam-nos de regresso. Fica o exemplo!

Quanto a bebidas típicas, naturalmente que o vinho da Madeira apresenta-se como o ex-libris, sem prejuízo da poncha (mistura de aguardente de cana, mel e limão). Esta última, ainda que característica da Câmara dos Lobos, bebe-se em qualquer lado. Recomenda-se a poncha de maracujá, mas os efeitos secundários são evidentes!...


Cartoon no Porto



Mantendo uma tradição com alguns anos (desde 1999), está patente no Museu Nacional da Imprensa (no Freixo) mais uma exposição do "Porto Cartoon" - a IX.

Desta vez, o tema é a Globalização e recolheram-se 400 cartoons, o que significa a maior exposição de sempre desta temática.

Espalhadas por várias salas e com obras vindas dos cinco continentes, além da temática da Globalização, um jogo de espelhos faz a ponte entre a exposição principal e a "Galeria Internacional do Cartoon", com temas variados e com caricaturas de figuras bem conhecidas, como Luís Figo, Paula Rego (cuja caricatura feita por António Santos mereceu uma menção honrosa) ou a fadista Mariza.

Não é fácil escolher os melhores e terá sido, certamente, tarefa hérculea a do júri ao escolher o melhor de entre os 1700 cartoons que se apresentaram a concurso. Por curiosidade, referia-se que foi o Brasil o recordista no número de cartoons enviados (250), sendo seguido, com 134, pelo Irão.

Ao público é lançado o desafio para a escolha do melhor cartoon. O meu voto recaiu sobre uma obra de Osmani Simanca, um dos galardoados com menção honrosa.

Está patente até ao final de Setembro. E recomenda-se, para aqueles que sejam apreciadores do humor desenhado.




[Grzegorz Szumovski, Polónia, vencedor do Grande Prémio]

10.8.07

Fuga madeirense - i

A Madeira e o Porto Santo são duas ilhas completamente diferentes. A primeira alberga em si as quatro estações do ano num só dia e toda uma diversidade vegetativa que é impossível ficar-lhe indiferente. A segunda caracteriza-se, sobretudo, pela sua praia de areia dourada e com 9km de extensão; sem esquecer, naturalmente, a temperatura da água do mar [quase sempre nos 24º].

Com o pouco tempo que estivemos na ilha da Madeira, tudo teve de ser [bem] cronometrado, mas naturalmente que se registaram os seguintes imprescindíveis:


1 - Teleférico Funchal - Monte



A viagem de teleférico do Monte - não recomendável para pessoas com vertigens - permite uma visão quase global do Funchal. Em funcionamento desde Novembro de 2000, sai da baixa do Funchal e termina no Monte [localidade que é, frequentemente, comparada a Sintra, pela sua paisagem e palacetes]. É composto por 39 cabines, com capacidade, cada uma, para 7 pessoas.

2 - Carreiros do Monte













Chegados ao Monte, e depois de uma visita à florida Igreja de Nossa Senhora do Monte, segue-se uma descida nos famosos cestos. Dois "carreiros do Monte" empurram os turistas em cestos durante cerca de 2km. Uma descida alucinante, principalmente quando há carros a subir a rua ao mesmo tempo em que os cestos descem...

3 - Jardim Botânico





Numa ilha que se caracteriza pelo verde e as flores que enfeitam as suas paisagens, aconselha-se, também, uma visita ao jardim botânico. Alberga não só uma grande variedade de plantas [das quais destaco os cactos que a foto mostra] como também o "Loiro Parque", que acolhe aves raras e exóticas.
Os jardins encontram-se nos terrenos que pertenceram a família Reid (fundadora do Reid's Palace Hotel) e a sua localização naquela encosta com vistas panorâmicas terá sido escolhida a dedo.
Para os verdadeiros apreciadores de plantas, outras visitas [que não pude avalizar] podem complementar a do jardim botânico - Jardim Tropical do Monte Palace, Quinta do Palheiro Ferreiro ou Jardim Orquídea.

Outras pérolas se relatarão, incluindo as do Porto Santo...

2.8.07

Dolce fare niente



O "Em Fuga" vai de férias durantes uns dias, com o mote dolce fare niente na bagagem... Boas férias a todos!

1.8.07

A família amarela

Os Simpsons tiveram a sua 1ª aparição televisiva em 1987, com uma imagem diferente da que actualmente apresentam.















20 anos volvidos desde a data em que Matt Groening os imaginou, chegam, finalmente [exclamam os fãs] às salas de cinema.

A série sempre viveu sob o fogo cruzado da crítica, nomeadamente devido ao facto de retratar uma família norte-americana de classe média pouco comum e com hábitos controversos.

No início da minha juventude, não perdia um único episódio e gravava-os quase todos nas [quase] extintas cassetes de VHS.

Com o pouco tempo que passo em frente à televisão, esta foi também uma das séries sacrificadas. Apesar de tudo, continuo a achar hilariantes as aventuras do Homer e do Bart, o primeiro porque atrai problemas, vícios e ócio o segundo pela sua energia e capacidade de improvisação.

O filme "Os Simpsons" apresenta um episódio em formato extenso (apenas 87 minutos?) e mantém todas as características da série. Desta vez, a problemática ambiental leva a que o Presidente (Schwarzenegger...) coloque uma cúpula sobre a cidade de Springfield.

As naturais peripécias vão-se desenrolando, com alguns trunfos da realização - o percurso de Bart Simpson, sem roupa, em cima de um skate pela cidade, a "actuação" do Grandpa em plena Igreja ou o "salvamento" por parte de Homer de um porco (colocando-o em casa, como se fosse um animal de estimação), sem esquecer alusões a alguns filmes e documentários, como sejam o Titanic [com os Green Day no papel de músicos que tocam violino antes do naufrágio] ou Uma Verdade Inconveniente.

O filme diverte, mas não inova. Apesar de tudo, deve premiar-se a longevidade da série e o ter inspirado outras do género, como South Park.

Saldo final - 3 estrelas.

30.7.07

Frase do dia - iv


"Está de ananases".


A expressão [que não conhecia] mais proferida hoje no escritório, quando se tenta sobreviver sem ar condicionado. Não está fácil...

29.7.07

Leituras - iii

Enquanto tento seleccionar as leituras de Verão, volto a esfolhear aquele livro que está [quase] sempre à cabeceira.

"Não demonstres de mais, se não queres contradizer-te. Não queiras saber de mais, se queres saber alguma coisa. O limite da razão é o silêncio".
[Pensar, Vergílio Ferreira, pág. 285]

26.7.07

A menina Croft

O pouco tempo livre nos últimos dias tem levado a uma, evidente, escassa escrita por estas bandas...

Num rápido salto à FUGA, partilho um teste que me chegou e que pretende saber que tipo de "Superheroine" sou eu. Um teste só para as meninas, portanto. Para que se divirtam.

Eu sou, sabe-se lá como, a Lara Croft. Ao menos tem pinta! ;)




You Are Lara Croft



"Everything lost is meant to be found."



23.7.07

Do fundo do baú - iii


Six o'clock already
I was just in the middle of a dream
I was kissin' Valentino
By a crystal blue Italian stream
But I can't be late
'Cause then I guess I just won't get paid
These are the days
When you wish your bed was already made

It's just another manic Monday
I wish it was Sunday
'Cause that's my funday
My I don't have to runday
It's just another manic Monday

[Manic Monday, The Bangles]

Escrita por Prince para as Bangles, no ano de 1986. Tem uns anitos, mas conseguiu arrancar-me um sorriso quando a ouvi nesta preguiçosa manhã de Segunda-feira...

18.7.07

O fénomeno Harry Potter


J. K. Rowling não imaginaria o sucesso que a sua escrita daria origem. Aliás, o primeiro livro (dos 7) viu a sua publicação rejeitada em 12 editoras.

Quase 12 anos volvidos desde a data da escrita de "Harry Potter e a Pedra Filosofal", estima-se que já tenham sido vendidas mais de 325 milhões de cópias do conjunto dos seus livros, que apresentam Harry Potter como protagonista, colocando a autora na lista das pessoas mais ricas actualmente.

Como se explica o fenómeno?

Despertada pela curiosidade, logo após a saída do primeiro livro na sua versão portuguesa, atirei-me, pois, à leitura. E repeti o procedimento para os cinco livros que se seguiram.

Não são livros enquadrados na tradicional categoria de "livros infantis", apesar de alguns críticos literários afirmarem que os livros da saga Potter mais não são do que uma miscelânea de clichés, metáforas mortas (?) e reciclagem de contos infantis.

Para mim, o fenómeno e o sucesso justificam-se pela construção de um mundo imaginário paralelo ao real - as vassouras voadoras, os feitiços, as poções mágicas... Mas não só. Isso poderia significar algum sucesso, mas não este sucesso. Os livros são descritivos, os diálogos ricos e a densidade psicológica das personagens é crescente.

A poucos dias do lançamento da versão inglesa do último livro Harry Potter - "Harry Potter and the deathly hallows" - está nas salas de cinema o filme "Harry Potter e a Ordem da Fénix".

Desta vez realizado por David Yates, teve o mérito (?) de realizar o filme mais curto para o livro, até agora, mais longo. O que implica, quanto a mim, o esquecimento de alguns segmentos da narrativa que poderiam, e deveriam, ter sido mais explorados. O 5º livro é aquele em que a dimensão psicológica da personagem central é mais desenvolvida, caracterizando-se por um conflito interior próprio da adolescência e as dúvidas quanto à sua identidade.

Não é tão genial como o "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban" [quer na versão literária, quer na versão cinematográfica, que foi, para mim, o melhor], mas tem alguns trunfos: a personagem Dolores Umbridge, brilhantemente interpretada por Imelda Staunton, que vem trazer um desequilíbrio de poder à Escola de Hogwarts e impor os seus [divertidos] decretos ditatoriais.

Daniel Radcliffe (Harry Potter) já não é o imberbe dos quatro primeiros filmes e torna-se, neste último filme, notório algum atraso na realização dos filmes, para aproveitar os mesmos actores.

Faltam os jogos de Quidditch, mas aparecem as pericépias dos gémeos Weasley, a componente dos jogos de poder e bons efeitos no embate final.
Saliento, ainda, algumas belas imagens de Londres. Não terá sido por acaso que se pretendeu fazer esvoaçar os membros da Ordem da Fénix pelo Tamisa, passando pelo London Eye, Big Ben ou Buckingham Palace.

Saldo final
- 4 estrelas, para o filme (para os livros são 5 estrelas, sem reservas).

16.7.07

Dunas - IV

[Praia do Cabedelo, Gala - Figueira da Foz]

Um pouco mais para sul, sem o vento nortenho, mas mantendo-se o mar com fortes ondas e... gelado. Ainda não foi desta o 1º mergulho do ano!

13.7.07

How To Save A Life (The Fray)

Tomando-se em consideração a sua criação em 2002, é forçoso concluir pela (ainda) juventude desta banda norte-americana.
Foi este single "How to save a life" que me permitiu o conhecimento desta sonoridade, talvez por via da série "Anatomia de Grey".
Aproveitando um dos poucos minutos de paragem nos últimos dias, aqui vos deixo, em jeito de banda sonora relaxante para o fim de semana.

9.7.07

Tu cá, tu lá

- E para beber? - sorri. Olha de lado, como olha sempre, e segura na mão direita a caneta e na esquerda um bloco de notas.
- Para beber... O que tem?
- Só preciso que me digam a cor. Branco ou Tinto.

- O tinto é horrível - digo, entredentes, ao resto dos convivas à mesa.

- Não gosto do tinto. Demasiado ácido.
- Talvez... É um vinho de lavrador. Vem directamente das uvas da minha quinta. É um vinho "tu cá, tu lá". Nada de tratamentos modernos...

Confirma-se que o vinho "tu cá, tu lá" (mais uma expressão a juntar às eloquências) é ácido mas o Zé Manel (o dos Ossos) serve-o como se apresentasse um licor dos deuses.

[@ Zé Manel dos Ossos, Coimbra]

Ao mesmo tempo em que decora o espaço com espécimes como os da foto, se nega a servir café - "para despachar a clientela", assume - e são exibidos textos, desenhos ou poemas (uns mais outros menos conseguidos) dos que por ali passaram, cobrindo, por completo, as paredes...

Um local de visita obrigatória, em Coimbra.


6.7.07

Frida Kahlo



["La Columna Rota", 1944, Moseo Dolores Olmedo, Cidade do México]

Já passou mais do que um ano deste a data em que vi a exposição, patente no CCB, com parte da obra de Frida Kahlo.

Comemora-se hoje o 100º aniversário do seu nascimento. E, com essa comemoração, recorda-se não só a obra [impressionante, quanto a mim] da artista, como também a sua vida.

Ficará recordada pela sua vida amorosa (casou duas vezes com Diego Rivera e teve um relacionamento com Trotsky, depois da sua fuga da União Soviética), pelo seu feminismo avant la lettre e pelas suas sucessivas intervenções cirúrgicas.

Deixo aqui uma das pinturas mais conhecidas e que demonstra o realismo que imprimia em cada tela.

"Pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor", ou, ainda, das suas últimas frases escritas no seu diário, "Espero alegremente a saída - e espero nunca mais voltar".

4.7.07

Testes de nacionalidade


A notícia de que 60% dos nacionais do Canadá falhariam o teste para a aquisição daquela nacionalidade levanta a curiosidade quanto ao grau de exigência dos mesmos.

Os testes para aquisição de determinada nacionalidade já vêm há muito a ser aplicados noutros estados. Mas Portugal só recentemente aderiu a esta moda e, é caso para dizer, é uma moda um pouco diferente.

É conhecida a elevada exigência dos testes para aquisição da nacionalidade norte-americana. Numa lista das 100 perguntas mais frequentes, 7 são sobre a bandeira [a relação norte-americana com a bandeira - que é usada para tudo (roupa, louça, canetas...) - ainda é um mistério indecifrável] e as restantes são sobre a Constituição e divisão de poderes, História dos EUA, não esquecendo a identificação dos sucessivos presidentes... Nada fácil, por sinal.

Por terras lusas, as perguntas são completamente diferentes. Nada de perguntas em relação à bandeira, presidentes ou regras democráticas. O que interessa mesmo é saber ler cartazes e anúncios, ou seja, saber a língua Portuguesa.

Vejam um tipo de teste de cidadania [americano] e outro [português] e tirem as vossas conclusões...

Para verem se conseguem adquirir alguma nacionalidade (britânica, canadiana, francesa, australiana ou norte-americana) passem por aqui. Experimentem. Para os testes de cidadania ingleses o meu resultado foi este:

"You need extensive training. It is very likely that you will fail the test is you try to pass it now."

E mai nada...

2.7.07

Dunas - iii

[Praia da Madalena, Vila Nova de Gaia]


Continuando o percurso pelas praias portuguesas...

Vila Nova de Gaia é, em 2007, o concelho do país que mais bandeiras azuis acolhe - ao todo 17 praias com bandeira azul.
Fica o registo de uma delas, a da Madalena. Com espinhosas dunas e um mar poderoso.

28.6.07

A irmandade norueguesa

A descoberta terá vindo dos nórdicos, mais concretamente de um grupo de epidemologistas noruegueses (liderado por Peter Kristensen, da Universidade de Oslo).

A discussão começou em 1874, com Francis Galton. Alegava que os primogénitos são mais inteligentes do que os irmãos mais novos, indicando que haverá uma elevado número de primogénitos nos vencedores do Prémio Nobel...

Motivos para tal: recebem mais atenção, mais responsabilidade e há mais recursos financeiros.

Eis que, mais de um século depois, continua-se nesta discussão e chegam os iluminados nórdicos (sim, que aí existem meses em que o sol brilha 24 horas) à conclusão de que os primogénitos têm um Q.I. 3 pontos acima do segundo filho e 4 pontos do terceiro filho.

Mas a melhor e mais divertida conclusão deste celeuma científico é mesmo: "Existem várias teorias para explicar o efeito da ordem de nascimento na inteligência. Uma delas defende que os primogénitos beneficiam da atenção exclusiva dos seus pais durante mais tempo, o que enriqueceria o vocabulário e raciocínio. Mas isto não explica que nos irmãos com menos de 12 anos, os últimos filhos, apresentem, ao contrário, melhores indicadores. Alguns investigadores contrapõem que esta precocidade está relacionada com o abaixamento intelectual de toda a família em presença de uma criança mais pequena". (DN)

Serão as consequências do excesso de sol na Noruega?

24.6.07

Imagens do dia - IX





O entardecer e as festividades em noite sanjoanina, junto ao rio Douro.

23.6.07

O regresso do ogre verde




Em equipa que ganha, não se mexe. Confirmado o sucesso do primeiro filme, seguiu-se o segundo e agora o terceiro.

Não é fácil conseguir manter a originalidade ao fim de dois filmes e continuar a supreender com um terceiro. Será o último, acolhendo a fenómeno cinematográfico da triologia?

A mais valia do filme reside na desconstrução dos estereótipos dos filmes de animação - o príncipe encantado afinal não é assim tão "charming" quanto isso, a princesa é teimosa e verde e aproveita-se, de vez em quando, para umas alfinetadas em certos filmes que marcaram o cinema.




Este "Shrek 3" mantém as vozes de Mike Myers (Shrek), Eddie Murphy (no divertidíssimo Donkey), Cameron Diaz (Fiona) e Antonio Banderas (num gato mesmo à sua imagem de latino, Puss in Boots).

A grande novidade das vozes é a de Justin Timberlake, a voz por trás da personagem Artie.

Novidades? Sim, sem dúvida. O enredo é, agora, o conflito na sucessão ao trono. Shrek e Fiona são os primeiros na linha sucessória, mas o ogre verde encontra um pequeno sucessor à altura do cargo - Artie, um Rei Artur em potência.




O filme continua a supreender e o género e personagens ainda não cansaram. Cabe tudo - o problema da sucessão no trono, a descendência de Shrek e Fiona (com o pesadelo da paternidade a causar um dos momentos mais hilariantes do filme), a recuperação das personagens das "histórias de encantar", como a Bela Adormecida (que adormece na hora H), a Branca de Neve (que oferece anões-amas), a bolacha falante (no melhor monólogo) ou o Pinóquio (no melhor diálogo com o Princípe Encantado), ou a Rapunzel (com a sua trança quase verdadeira).

Ainda se satirizam outros blockbusters como o Harry Potter, o Senhor dos Anéis, Música no Coração ou os musicais que tanta audiência alcançam.

Saldo final - 4 estrelas, ao som das pipocas, claro! [pena a fraca tradução e legendagem...]

21.6.07

Veraneio

Começa hoje a estação do ano mais aguardada - O VERÃO... Que, com ele, venha o sol, o bronzeado, o amanhecer tardio, a ausência de horários, prazos e coisas afins...

E, até, porque não reconhecê-lo, andar descalça dentro de casa e sentir o chão frio na planta dos pés. Naturalmente que no dia seguinte é certo que estou constipada... Compensa o mal que faz pelo bem que sabe!

Até virem as férias EFECTIVAS (que este ano terão, ao que tudo indica, alguma insularidade), dá para ir saboreando algumas das pérolas (praias) do meu Verão de 2006...


[Hvar, Croácia]


Das praias mais animadas [durante o dia, claro!], e com um pôr-do-sol digno de registo.



[Praia da Arrifana, Aljezur]

Provavelmente a melhor praia portuguesa.


17.6.07

A arte de saber ouvir - ii


"Temos dois ouvidos mas apenas uma boca, porque devemos ouvir o dobro do que falamos."

Quase-eloquências de madrugada... Ou a tentativa frustrada de nos manter em silêncio durante uns segundos.

14.6.07

Alive and kicking (Simple Minds)

Continuando no percurso pelas músicas que funcionam como uma espécie de fonte de energia, hoje deixo-vos os Simple Minds. Uma banda oriunda da Escócia e que este ano comemora 30 anos de existência.
O “Alive and kicking” (de 1985) continua a fazer-me rir pela lembrança dos penteados e roupas da época e pela simplicidade do videoclip.
Para juntar às músicas que ficam com a passagem do tempo. E que recomendo, claro, para ouvir bem alto.

Filosofias


Chego a casa cansada, mas poucas são as vezes em que não sou recebida com uma peripécia, como se propositada para me fazer esquecer do cansaço.

- O teu irmão tem uma prenda para ti...
Corro ansiosa para o quarto dele, quando adivinho uma pilha de livros e cadernos de Filosofia.
- Dou-te (diz-me, desinteressado).

Esclarecem-me - "vai deitar ao lixo".

- Ao lixo? - interrogo-me, pensando na ecologia e em todas as campanhas de recolha de livros para crianças carenciadas - Porque não dás para a caridade?

- Caridade? - responde-me, espantado - Achas que dar livros de Filosofia é caridade? É tortura.

Eloquências de quinta-feira à noite...

11.6.07

Dunas - ii


[@ Espinho]

As dunas desenhadas pelos invencíveis mar e vento...

10.6.07

Fragmentos

Diz-se que cantou, como ninguém, a Pátria Portuguesa, daí que o Dia de Portugal seja também o seu dia.

A escolha de alguns versos não é tarefa fácil, dada a extensa obra que deixou. Ultrapassadas algumas dúvidas iniciais, escolhi os versos d' "Os Lusíadas" que mais vezes li, pela sua genialidade:

"Estavas, linda Inês, posta em sossego
De teus olhos colhendo doce fruito,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito,
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus fermosos olhos nunca enxuito,
Aos montes insinando e às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas.

Do teu princípe ali te respondiam
As lembranças que na alma lhe moravam
Que sempre ante seus olhos te traziam,
Quando dos teus fermosos se apartavam;
De noite, em doces sonhos que mentiam,
De dia, em pensamentos que voavam;
E quanto, enfim, cuidava e quanto via
Eram tudo memórias de alegria"

(Luís de Camões, Os Lusíadas, Canto III, pág. 159)





Imagem

8.6.07

Os erros - ii


- Na televisão

Teria de ser um post muito extenso para dar conta de todas as gaffes televisivas. Há algumas que fizeram história e que vêm sendo reproduzidas até à exaustão.

A minha preferida - que acompanhei em directo - é a do apresentador Humberto Bernardo. Em pleno concurso para a eleição da Miss de Portugal em 1997, este baralha-se completamente e dá o título de 2ª Dama de Honor àquela que tinha sido eleita como Miss de Portugal.

Esta recebe a faixa com o título de 2ª Dama de Honor.... Segundos depois, o apresentador retira-lhe a faixa e diz que se enganou! Dos melhores momentos de televisão até agora!

Mas há mais. Vejam lá, só para recordar:

- A repórter da SIC pergunta a vários habitantes da aldeia de que se queixavam eles. As pessoas referem-se à falta de estrada em condições. Um deles, porém, pára para pensar e depois diz: "queixo-me aqui de um ombro...". [Isto sim, é uma verdadeira queixa!]

- O Gabriel Alves tem inúmeras dignas de registo. A mais conhecida é mesmo esta: "Lá vai Vítor Paneira, no seu estilo inconfundível... não, afinal era Veloso."

- Valentim Loureiro, em pleno comício do PSD em Gondomar, pede: "Por isso vamos todos gritar - Guterres, Gu... Gondomar, Gondomar". [Acontece... São palavras tão parecidas...]

- António Guterres, ao tentar fazer as contas de 6% do PIB remata com um delicioso: "É fazer a conta". Vejam as imagens no youtube.


5.6.07

Os erros - i


- No cinema

Mantendo-me no modo "cinema" [em jeito de redenção pelo afastamento prolongado do tema] foram-me dadas a conhecer as maiores gaffes no cinema.

Há mesmo especialistas em descobrir os erros de um filme e aparecem a correr na internet, logo no dia seguinte ao da sua estreia, as listas com os erros. Talvez numa tentativa de ataque à qualidade do filme.

São feitas listas de filmes com maior número de erros. O Apocalipse Now aparece em 1º lugar, com 231 erros, numa lista de 30 filmes. Todos os do Harry Potter (4) estão lá, assim como os 3 do Senhor dos Anéis.

Quanto a tipos de erros, há de tudo: erros técnicos, históricos, de cenário, de montagem, de argumento.

Os meus preferidos, da lista dos 30 melhores, são mesmo os seguintes:
- No filme Titanic, é referido um lago (Wissota) que foi artificialmente criado anos após a data do embate. [eu cá acho que não era erro, eram mesmo as capacidades divinatórias do Leonardo Di Caprio...]

- No Ocean's Eleven, diferentes ângulos da câmara mostram diferentes pratos na mão de Rusty. [não é de bom tom ficar a ver o que as pessoas comem... Coitado do Rusty (o nosso Brad Pitt). Já não pode comer o que quer!]

- No Spider-man, o herói atira atacantes por duas janelas. No minuto a seguir, as janelas estão intactas [mistérios da natureza, talvez...]

Para ver o Site.

P.S. Outras gaffes e erros [noutras áreas] se seguirão.

2.6.07

Zodiac


David Fincher - que ficou na história do cinema pelo seu genial "Seven" - traz-nos agora Zodiac. O filme resulta da adaptação do livro de Robert Graysmith, com o mesmo nome.

A história é verídica: um serial killer que atormentou San Francisco durante os anos 60' e 70' e que se intitulou a si mesmo como Zodiac.
A sua notoriedade adveio do facto de se servir da comunicação social [jornais, rádio e televisão], exigindo a publicação de mensagens criptografadas.
Numa altura em que se discute a relação entre a comunicação social e a investigação policial, o filme reflecte esse conflito.

A representação não é brilhante. Jake Gyllenhaal [que tinha supreendido no Brokeback Mountain] cumpre o seu papel mas não é extraordinário. Um dos mais bem conseguidos é mesmo Robert Downey Jr., numa personagem controversa mas bem conseguida.

Robert Graysmith (interpretado por Jake Gyllenhaal) é um cartoonista de um jornal que, insatisfeito com a actuação policial nos casos, alheia-se da sua realidade e procura, de motu proprio, chegar à verdadeira identidade do Zodiac.

Numa sala de cinema quase vazia [à volta de oito espectadores], cadeiras desconfortáveis e com [muito] sono acumulado [o que significou alguns minutos sem ver o ecrã...], o filme não é tão brilhante como Seven nem tem a capacidade de manter o espectador atento durante os seus 158 minutos de duração...

Saldo final - 3,5 estrelas. As mesmas que Ruptura. Tem o mérito do argumento - mais interessante do que no Ruptura - mas perde pela sua duração demasiado extensa...

1.6.07

Tom Sawyer

Comemorando-se o Dia Mundial da Criança, deixo-vos a música inicial da série que, na altura, mais nos prendia aos ecrãs de televisão.
A energia e indisciplina de Tom Sawyer, a rigidez da Tia Polly, o enfadonho Sidney, o divertido e suposta má influência Huck ou a encantadora Becky.
Aqui fica a recordação...