31.8.10
Imagens do dia - XIII
21.6.10
21.4.10
7.3.10
Venham os Óscares

Aqui ficam, então:
Melhor Filme
- Quem deve ganhar - Avatar
- Por quem vou torcer - Sacanas sem Lei
Melhor Realizador
- Quem deve ganhar - James Cameron
- Por quem vou torcer - Quentin Tarantino
Melhor Actriz
- Quem deve ganhar - Sandra Bullock (The Blind Side)
- Por quem vou torcer - Meryl Streep (Julie & Julia)
Meryl Streep é genial em "Julie & Julia". Sem falhas. Brilhante.
Melhor Actor
- Quem deve ganhar - Jeff Bridges
- Por quem vou torcer - George Clooney (porque já está na altura...)
Melhor Actriz Secundária
- Quem deve ganhar - Mo’Nique
- Por quem vou torcer - Vera Farmiga
Melhor Actor Secundário
- Quem deve ganhar - Christoph Waltz
- Por quem vou torcer - Christoph Waltz
E amanhã fazem-se as contas!
24.2.10
Guilty Pleasures
Este é o que me ocupa, por estes dias.
E a exaustão ainda não chegou....
28.1.10
No grande ecrã
1.Avatar
O género, em si, não faz parte daquele grupo de filmes que me arraste alegremente para o cinema. Tudo o que se enquadre no âmbito do vasto conceito de "ficção científica" costuma causar-me algum desconforto (e admito estar a cometer uma heresia para os aficcionados).
Mas o "Avatar" despertou a minha curiosidade, não só por se apresentar como um dos filmes mais caros na história do cinema, como pelo facto de vir assinado por um realizador que já demonstrou saber surpreender - James Cameron.
E assim fui. Com os óculos 3D, somos levados para um mundo paralelo (?) a algumas décadas de distância e deparamo-nos com seres extra-terrenos com hábitos tão distintos e dignos de aprendizagem. E é a essa empreitada que se atira o personagem Jake Sully, representado por Sam Worthington - conhecer esses seres, os seus hábitos para depois ser mais fácil o domínio dos humanos.
O argumento do filme não é brilhante e chega, frequentemente, a ser previsível para o espectador. Mas o filme não é argumento, pelo menos para mim. O filme vale pela imagem, pelos efeitos, pelo cenário tridimensional e gráfico.
Diverte. Mas não nos rendemos ao seu encanto.
Saldo final - 3 estrelas.

Ao contrário do "Avatar" - não sendo dois filmes comparáveis, coloquei a análise dos dois temporalmente perto - "Nas Nuvens" é sobretudo argumento. Tal como era o anterior de Jason Reitman, o belíssimo "Juno".
George Clooney apresenta-se como um quarentão cuja actividade profissional envolve viajar, por avião, cerca de 11 meses por ano, preparando meticulosamente a mesma mala de viagem com o objectivo de despedir pessoas, ou eufemisticamente, levar a que estas abracem outras oportunidades.
É um papel oscarizável em toda a linha. A aparente frieza inerente à actividade de Ryan (Clooney) - e, sobretudo, o distanciamento e ausência de raízes que as viagens obrigam - começa a ser, pouco a pouco, posta em causa. Até ao momento em que a conferência tantas vezes proferida pela personagem quanto a "largarmos tudo o que nos pesa" deixa de fazer sentido. Porque há tanto mais do que viagens de avião. Há tanto mais do "fugas". E a solidão não faz sentido.
Saldo final - 4 estrelas. Pelo fantástico argumento, pela actuação de Clooney e pela ironia do final.
15.1.10
New York, New York
A oferta museológica de Nova Iorque é incompatível com uma visita de apenas uma semana. Ainda assim, com alguma organização de tempo (nem sempre fácil, quando os pontos de interesse não culturais abundam...), conseguem ver-se os principais museus da cidade: Metropolitan, Moma, História Natural e Guggenheim.
Escolher apenas um deles seria demasiado redutor. Pela imensidão e diversidade do espólio talvez optasse pelo Metropolitan (e pelos seus inúmeros Miró, Picasso, Gaugin ou Van Gogh), mas o Guggenheim tem uma arquitectura que o eleva ao pódio, mesmo que a quantidade de obras expostas seja bem menor. É, no entanto, um museu que não cansa, nem é labiríntico nem potencia a que nos percamos...E a exposição de Kandisky é memorável!
Ficam os dois em ex aequo, se me é permitido.
[Metropolitan]
2. Restaurantes
Nova Iorque tem, também ao nível da restauração, uma ampla diversidade de oferta. Desde os restaurantes das cadeias de fast-food (que não abundam tanto como imaginava), aos mais requintados e de excelente cozinha.
Com os atributos descritos o preço não é abusivo. Deixar a escolha das entradas ao empregado é uma óptima opção.
3. Shopping
O segredo está em descobrir as promoções escondidas em sítios menos frequentados, já que as lojas como a GAP e a Levi's estão sempre cheias.
Se o objectivo for a diversão, a visita à loja dos "M&M" é mais do que recomendada! Londres é mais excêntrica e, por isso, ainda vence Nova Iorque quanto à originalidade.
4. Horizonte
Da Liberty Island vê-se, sobretudo, a parte sul de Manhattan (Downtown), enquanto que do Empire State Building, à noite, alcança-se todo um conjunto de luzes que a descrição em palavras e o registo fotográfico são sempre demasiado pobres para se alcançar a realidade que o nosso olhos consegue captar.
A Ponte de Brooklin sendo, por si, motivo de visita permite que, afastando-nos de Manhattan consigamos, finalmente, compreender que Nova Iorque não acaba ali.
5. New Year's Eve
A passagem de ano em Nova Iorque, como tão bem noticiam as nossas televisões, é colorida e muito populosa. De tal forma que todos os acessos a Times Square se encontram fechados desde a tarde de dia 31.12.
De qualquer forma, posso garantir-vos que o Day After tem mais ou menos este aspecto:
E há tantos outros pontos dignos de visita - os passeios pela Greenwich Village (uma das melhores zonas de Nova Iorque para andar a pé, longe do reboliço do centro urbano e dos prédios de dezenas de andares), a Estátua da Liberdade, o Edifício das Nações Unidas, Chinatown, Soho ou o Central Park, coberto de neve, o Harlem e toda a área envolvente da Universidade, a Central Station. E a Broadway, claro. Para ver um musical, mas apenas quando o jet lag já estiver totalmente controlado, para evitar que o sono e o cansaço nos roubem a atenção merecida ao espetáculo grandioso com que somos presenteados...
Por mais que se tente, fica sempre tanto por dizer e mostrar. E recordar. Desde a simpatia dos ali residentes (muitos deles imigrantes, inevitavelmente) ao encanto de descobrir que tanto do que já se viu é tão pequeno quando comparado com NYC. Sem dúvida, uma das cidades mais fascinantes que já percorri.
E o regresso, decerto, não tardará.
19.11.09
Treto - Coppola

O filme, de Francis Ford Coppola, está bem estruturado - o que não surpreende, atendendo a quem o assina - e o enredo vai-se compondo assim que os minutos avançam.
Ainda que sob o carimbo de "drama" há no filme qualquer coisa de uma "estranha tragi-comédia".
O argumento é simples - Bennie viaja para Buenos Aires à procura do irmão mais velho Angie. Sem imaginar encontra um "Tetro" e não um "Angie", com personalidade e hábitos diferentes do que se recordava. Tetro já não é um génio da escrita, mas um escritor falhado.
Como a sua estadia em Buenos Aires se vai prolongado, o propósito de Bennie passa a ser, além de tentar descobrir o seu passado, recuperar a genialidade do irmão.
A banda sonora, em que reparo sempre, é consentânea com o enredo. Consistente. A fotografia - entre o preto e branco e as cores, e com todo o jogo que isso envolve - é magnífica.
Recomendo vivamente. Porque Coppola é sempre Coppola.
Saldo final - 4,5 estrelas.
15.11.09
Depeche Mode ... à 3ª é de vez!
Depois de uma curta 1ª parte dos Gomo, Dave Gahan e os seus compinchas tomam conta do Pavilhão Atlântico durante cerca de duas horas.
Inevitavelmente as músicas retiradas do novo álbum fizeram-se ouvir, mas foram os clássicos que renderam os coros da assistência, nomeadamente "It's no good", "Precious" e "Walking in my shoes".
As imagens de vídeo abrilhantaram a noite e o som foi melhorando à medida que o Pavilhão esgotava.
9.8.09
Esperas e aeroportos
30.6.09
As "cookies"
20.4.09
Tampas
22.2.09
Q & A e Slumdog Millionaire
Comecemos pelo livro. No livro, a personagem principal Ram Mohammad Thomas vai narrando à sua advogada, Smita Shah, o motivo pelo qual conseguiu acertar nas doze (ou treze?) perguntas do concurso televisivo.
O livro, narrado na primeira pessoa, é intimista. Pela voz da personagem principal vamos conhecendo, peça por peça, ou, melhor, pergunta por pergunta, as várias peripécias da sua infância e adolescência.
Jamal Malik - a personagem principal - às portas do grande prémio, tem que convencer a polícia indiana de que, apesar dos seus 18 anos e de ser apenas um servidor de chás, "sabia todas as respostas".
O melhor do filme? A banda sonora. Genial mesmo. Dá um ritmo excepcional ao encadeamento dos factos e fica a vontade de levar já para casa o cd. 5 estrelas para A. R. Rahman. Já em Trainspotting (que é melhor do que este Sumbdog Millionaire) a banda sonora tinha um dos mais importantes papéis na película.
Saldo final - 4,5 estrelas. Pela comparação com o livro conduzir à conclusão que o filme podia, e devia, ter aproveitado alguns segmentos da narrativa em benefício da história.
Previsões e apostas 2009

Julgo que um filme que tenha a sua história já escrita e seja, portanto, não mais do que um argumento adaptado, não deveria ganhar o óscar de melhor filme, mas a academia não se deixa seduzir pelos meus "julgamentos" e, por isso, deve mesmo vir a premiar a passagem ao ecrã de um livro bem escrito (a crítica seguirá dentro de momentos...) - "Quem quer ser bilionário?".
Recolhidos os pareceres e vistos quase todos os filmes, aqui ficam algumas tendências:
Melhor filme: Deve ganhar "Quem quer ser bilionário?". Por mim ganharia o "Estranho caso de Benjamin Button", mas talvez este só venha a vencer nas categorias de caracterização.
Melhor realizador: Gus Van Sant, com "Milk". Fugindo-lhe o óscar de melhor filme, que será o mais provável, não lhe deve escapar este justo galardão. Num filme que é, todo ele, feito à imagem do realizador.
Melhor actriz: Kate Winslet. Claro que, por mim, ganharia sempre Meryl Streep que já mais do que provou, com todos os prémios e nomeações, que é a melhor actriz da sua geração e que apresenta sempre uma representação sublime em todos os filmes em que intervém.
Melhor actor: Mickey Rouke. Já recolheu o apluso unânime da crítica, ao regressar às luzes da fama depois de uns anos na sombra. Se perder, só se for para Sean Penn, visto que o papel em "Milk" lhe assenta como uma luva. Eu torço por ele.
Melhor actriz secundária: Já quase que Penélope Cruz tem o prémio nas mãos, mas estaria melhor nas de Viola Davis que tem uma interpretação irreprensível no filme "Dúvida". Resta saber se a Academia se deixa convencer por uma interpretação de apenas cerca de 10 minutos. A mim convenceu.
Melhor actor secundário: Heath Ledger. A título póstumo e quase certo.
2.2.09
Benjamin Button

"O estranho caso de Benjamin Button" não ignora a grandeza que o envolve nem o impacto que causa a quem o vê.
Baseado na "short story" história de Scott Fitzgerald com o mesmo nome, é sobretudo pelo argumento que o filme tem algumas cartas (de trunfo) a dar. Ainda que seja um argumento adaptado, é enriquecido com umas pinceladas de actualidade, nomeadamente o tempo real em que são recordados os momentos da vida da personagem principal suceder em 2005, em pleno Katrina.
Sob a pena de um dos meus realizadores favoritos - David Fincher (que já me tinha roubado muitos aplausos com Seven, não devendo este ano a estatueta dourada escapar-lhe) - temos a histórica de Benjamin, cujo nascimento ocorre no final da 1ª Guerra Mundial, e cuja vida é o contrário do esperado. Começa-se com rugas e acaba-se num bébé. E ainda que a frase "no final, todos acabamos de fraldas" seja o mote do filme, todos os contra-tempos e fases vividas em turbulência num corpo que vai rejuvenescendo são dignas de apreço e muito bem conseguidas.
Um filme a não perder, que recomendo.
Saldo final - 4 estrelas (sob reserva de correcção superveniente - para mais -, caso os filmes que estão para vir/ver se revelarem como de segunda linha).
28.1.09
O regresso de Woody Allen

4.1.09
Paris

O frio foi sempre a nossa companhia e o sol só brilhou, sem aquecer, no último dia. Quase que nos habituamos a que estas viagens, de fim de ano, sejam fugas para o frio.
Os turistas tomam de assalto a capital francesa, provenientes de todos os cantos do mundo e de máquina fotográfica/ de filmar em punho. Tudo é motivo para uma foto - desde os mais diversos ângulos da Torre Eiffel, a todas as obras expostas no Louvre, sem esquecer toda a luz dos Campos Elísios.
Paris é imensa. Nos monumentos, nas pessoas, nas ruas, nos jardins, no interesse histórico, nos museus. E nos preços, também. Mas isso já se esperava. Com tanto turismo, há sempre alguém disposto a pagar os preços exorbitantes mesmo sem pestanejar.
O essencial:
- andar a pé - conhecer a cidade sem ser através de fugazes saídas nas estações de metro. Claro que isto implica tempo, organização e boas leituras dos mapas (nem sempre fácil, reconheço);
- museus - há muitos e sob a égide de várias temáticas. O de Orsay e o do Louvre são imperdíveis. De manhã bem cedo, para evitar as horas de espera. O do Louvre (que reclama quase um dia inteiro para ver, pelo menos na diagonal, toda as obras) com as atracções por todos conhecidas - Mona Lisa, Vénus de Milo, ou a Vitória da Samotrácia. E, das minhas preferidas, as obras relativas às estações do ano, de Arcimboldo, para demonstrar que a pintura pode ser divertida.

Aquele que foi, em 2007, o museu mais visitado do mundo confirma, e supera, todas as expectativas.
- os jardins, palácios e catedrais;
- a comida - não se pode prescindir dos crepes, das baguetes e dos queijos;
- a luz - uma cidade com brilho próprio, mesmo quando a época do ano se caracteriza por algum cinzento.
E, naturalmente, todos os símbolos da cidade, sobejamente conhecidos.
Ficaram por ver alguns museus de destaque e um espectáculo no Moulin Rouge (por ausência de lugares vagos...). Talvez para o ano!
Para ver, rever e prolongar estadias.
24.12.08
Pink Christmas

Não sei se inspirada pelo fenómeno Hello Kitty, ou se por alguma reminiscência de infância, este Natal estas são as cores reinantes.
Nada de branco, castanho, vermelho ou dourado. Cor-de-rosa, portanto.
Ficam, nestes tons, os votos de um colorido Natal a todos os que visitam este espaço!!!
7.11.08
No porta bagagem

4.11.08
Fragmentos ou a vox populi à portuguesa
A conversa continua entre muitos e variados temas (em apenas 5 minutos...) para gaúdio dos ouvidos de quem procura fonte de energia em paragens tardias para café.
Quem foge
Outras fugas
- A máscara da urbe
- A Mística do 7
- A Odisseia
- Canalhas ou palhaços?
- Casa Amarela
- Casa Verde
- Cidadanias & Manias
- Devaneios do Tubarão
- Direito por linhas tortas
- Eu, Baudolino
- Motivos e Pretextos
- O Blog de Notícias
- O Desagravo
- On my own
- Psicasténica
- Robin Hood
- Roxo & Verde
- Ser livre é
- Tretas e Letras
- «excepção feita ao passado nada está escrito.»




