19.1.08
7.1.08
O legislador
5.1.08
Promessas perigosas
"Eastern Promises" (no título original) encontra a sua mais valia no argumento muito bem escrito e no leque de actores com uma representação consistente.Reconheço que me supreendeu positivamente - dada a ausência, em Coimbra, de alguns filmes que queria ver - fui convencida a ver este, que já conta com algumas semanas em exibição no nosso país. E o filme conquista quase desde o início.
David Cronenberg recupera-nos Viggo Mortensen (o "saudoso" Aragorn do Senhor dos Anéis) e atribui-lhe o papel principal - de Nikolai - (que já conduziu a uma nomeação para um Globo de Ouro como melhor actor) num enredo do interior das máfias de leste, operante em Londres.
Naomi Watts (Anna) representa o papel de uma parteira que, por um acaso, toma conhecimento de um crime cometido no âmbito das máfias de leste. O que constitui o pretexto para conhecer as famílias russas, com as suas práticas, hábitos e crimes. Saliente-se, ainda, a representação de Vincent Cassel, no papel de Kirill.
Não é só mais um filme de acção, um triller, um drama ou uma história bem contada. Talvez seja tudo isso ordenado sob a batuta de um realizador que quis imprimir o maior realismo a cada uma das cenas. A todas as cenas. Incluindo as mais crúeis e brutais, sem descurar a própria fotografia. Como se não tivesse qualquer tipo de compaixão pelo espectador, não o poupando das cenas mais violentas.
O canadinado Cronenberg não esquece a pincelada político-social - o KGB e o seu sucessor, a imigração vinda de Leste à procura de melhores condições de vida e que apenas conduz ao ingresso num sub-mundo, com a luta pela sobrevivência e dignidade.
31.12.07
Os melhores de 2007
Música (impossível reduzir a apenas uma):
Linkin Park - What I've I done
Mika - Grace Kelly [a revelação do ano]
My Chemical Romance - I don´t love you
David Fonseca - Superstars II
Cinema:
Livro:
"A fórmula de Deus", José Rodrigues dos Santos.
28.12.07
Imagem do dia - XII
27.12.07
A história de uma abelha
Ainda imbuída de espírito natalício, nada melhor do que um filme de animação para prolongar o estado. "A História de uma Abelha" apresenta-se como mais uma produção dos autores de "Shrek" e "Madagascar", mas, pelo menos em relação a "Shrek", não acolhe tantos aplausos.A história é simples - Barry, um adolescente-abelha à porta do mundo do trabalho, recusa-se a produzir mel a sua vida toda, à semelhança do que fazem todas as abelhas da organizada colmeia. Quando descobre, numa das suas fugas ao mundo fora da colmeia, que os humanos também consomem mel, decide processar as produtoras de mel e exigir a retirada de todas as embalagens expostas na prateleira.
O argumento, que conta com a escrita de Jerry Seinfeld (que também empresta a sua voz ao personagem principal), convence e rouba os sorrisos da plateia.
São 90 minutos bem aproveitados, principalmente pelos mais novos [excepto nalgumas piadas (à Seinfeld) e outras que só resultam na língua inglesa].
24.12.07
Cores natalícias?
Este ano - e porque já estava prometido há alguns natais - a cor é mesmo o laranja.
Ficam, assim, nestes tons, os votos, a todos, de um excelente NATAL!
Disclaimer natalício
20.12.07
A Senhora ASAE
Aprendam, pois, a colorir as vossas cozinhas, pois "auxilia a prevenção da ocorrência de contaminações cruzadas".
18.12.07
Desafio: 5 filmes, 5 bandas sonoras
1. Trainspotting (de Danny Boyle)

2. Chicago (de Rob Marshall)

3. Moulin Rouge (de Baz Luhrmann)

4. Pulp Fiction (de Quentin Tarantino)

5. The Lion King (de Roger Allers e Rob Minkoff)

Para uma lista das 100 melhores bandas sonoras no cinema vejam neste site.
O desafio fica aberto a qualquer um dos leitores do blog que queira partilhar as suas preferências...
10.12.07
"Lisbon revisited"

[Salvador Dalí]
1.12.07
28.11.07
Memórias Póstumas
E estava lançado o mote e convite à leitura. A uma velocidade de leitura calculada de 15 minutos por dia (na melhor das hipóteses) foi um livro para se ir lendo.
Com capítulos curtos e divertidos, o autor, colocado na pele de Brás Cubas, vai contando, cronologicamente, os retalhos da sua vida. A obra dedicada "ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver" é inevitavelmente realista e pode aproximar-se a alguns escritos de Eça de Queiroz.
Não foi tarefa fácil a escolha de um excerto para aperitivo - com inúmeros segmentos que poderiam saltar para o post - mas deixo este, eloquente q.b.:
"Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco a eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o mais defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar..." (Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Biblioteca Editores Independentes, pág. 172)
25.11.07
Gangsters
A fórmula não é mais do que um "baralhar e dar de novo". O cinema norte-americano colecciona filmes que retratam os anos 70' em Nova Iorque, com lutas de grupos de gangsters que tentam dominar o submundo da droga.O que falta para não receber as 5 estrelas? Talvez alguma ousadia? A referência, na perspectiva em que é feita, à guerra do Vietname é louvável, mas logo se tenta corrigir a mão e forçar um final que poderia ter sido mais intrigante.
Gangster Americano vale pelos actores - que fazem quase o trabalho todo - mas não consegue superar o Departed (Entre Inimigos), sendo a comparação exigida dada a proximidade temporal entre os dois e, até, semelhanças no próprio argumento.
Parece-me que não vai ser um filme esquecido pelos Óscares, sobretudo ao nível da representação... Mas as contas ainda vêm longe.
Saldo final - 4 estrelas.
23.11.07
Elizabeth - A idade de ouro
A crítica não tem poupado o filme, apontando, sobretudo, o facto de não ter explorado um pouco mais a dimensão psicológica da personagem central - a rainha Isabel I."Elizabeth - A idade de ouro" vale pela fotografia, guarda-roupa e afins (as famosas perucas), e por alguns momentos mais inspirados do argumento e pouco como filme histórico. Reconhece-se que poderia ter havido alguma criatividade e especulação quanto à representação da vida pessoal da rainha, concretizando alguns rumores históricos de "affairs".
Cate Blanchet cumpre o seu papel (ainda que não seja nada de extraordinário) - de rainha seráfica, mas, ao mesmo tempo, à procura da conquista do povo, tentando conciliar o cumprimento dos deveres régios com a necessidade (e curiosidade) de uma vida menos fria e mais completa.
Um filme leve cujo ponto alto reside, quanto a mim - mais do que na batalha com a Armada Invencível - na traição e sanção com execução de Mary Stuart (Samantha Morton muito bem na sua representação, principalmente no pormenor do último olhar antes da execução).
Vê-se bem, mas a história não nos acompanha de regresso a casa (talvez seja um critério falível para avaliar a qualidade de um filme, mas é o que a casa gasta... ;)).
Saldo final - 3 estrelas.
14.11.07
Quando o telefone toca

7.11.07
6.11.07
Os limites da criatividade
Vejam lá se não tenho razão:
[Kit de golf para escritório.
Para jogar entre duas reuniões, com um tapete verde a imitar a relva. Com sorte ainda acerta em alguém mais aborrecido...]

[Suporte de bananas.
Dizem os entendidos que é para que elas amadureçam... Também têm para pessoas?]
[Apoia pés para o duche.
Aceitam-se contributos para a sua utilidade...]
[Baralhador de cartas.
Para fugir às batotas]
Todas as ideias aqui.
3.11.07
Crazy (Alanis Morissette)
O original é de Seal, mas Alanis Morrissette recuperou a música há cerca de dois anos e emprestou-lhe um ritmo mais animado e divertido. Já há algum tempo que queria ter colocado aqui no blog. Aqui fica, hoje, para recordar uma cantora que serviu de banda sonora em muitas festas há uns anos atrás, com o álbum Jagged Little Pill e as educativas letras das músicas que então compunham o álbum...
Falta de tempo?

É notória a minha falta de tempo nas últimas semanas (que se traduz numa evidente escassez de escrita neste espaço); mas ao ler um dos e-mails que recebi recentemente, descobri que o mal não é só meu. Senão vejam, mais resumido:
"Dizem que todos os dias temos que comer uma maçã para o ferro e uma banana para o potássio. Também uma laranja, para a vitamina C, meio melão para melhorar a digestão e uma chávena de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes. Todos os dias temos que beber dois litros de água. Todos os dias temos que tomar um Activia ou um iogurte para ter 'L. Cassei Defensis', que ninguém sabe exactamente o que é que é mas parece que se não ingeres um milhão e meio todos os dias começas a ver toda a gente com uma grande diarreia ou presos dos intestinos.
Cada dia uma aspirina, para prevenir os enfartes mais um copo de vinho tinto, para a mesma coisa. E outro de vinho branco, para o sistema nervoso. E um de cerveja, que já não me lembro para que era.
Tens que fazer quatro a seis refeições diárias leves sem te esqueceres de mastigar cem vezes cada garfada. Ora, fazendo um pequeno cálculo apenas a comer vão-se assim de repente umas cinco horitas. Ah, depois de cada refeição deves escovar bem os dentes, ou seja: depois do Activia e da fibra os dentes depois da maçã os dentes depois da banana os dentes e assim, enquanto tiveres dentes sem te esqueceres nunca de passar o fio dental massajador das gengivas e bochechar com PLAX...
Temos que dormir oito horas e trabalhar outras oito [sem contar todas as outras horas extraordinárias...] mais as cinco que usamos a comer, faz vinte e uma.
Restam três horas sempre que não surja algum imprevisto. Segundo as estatísticas, vemos três horas de televisão diárias. Bem, já não podes porque todos os dias devemos caminhar pelo menos uma meia hora (dado por experiência: ao fim de 15 minutos regressa senão andas mas é uma hora!). E há que cuidar das amizades porque são como uma planta: temos que as regar diariamente.
Também temos que arranjar tempo para a maquilhagem, a depilação/fazer a barba, varrer a casa, lavar a roupa, lavar os pratos e já nem digo, os que têm gatos, cães, pássaros e uma catrefada de filhos...
No total, a mim dá-me umas 29 horas diárias se nunca parares. A única possibilidade que me ocorre é fazer várias destas coisas ao mesmo tempo: por exemplo, tomas duche com água fria e com a boca aberta, e assim bebes logo os dois litros de água de uma vez.
Enquanto sais do banho com a escova de dentes na boca, vais fazendo o amor, o sexo tântrico, parado, junto ao teu mais que tudo, que de passagem vê TV e te vai contando o que se passa, enquanto varres a casa. Sobrou-te uma mão livre? Telefona aos teus amigos e aos teus pais!Bebe o vinho (depois de telefonares aos teus pais vai fazer-te falta!). O iogurte com a maçã pode dar-te o teu par enquanto ele come a banana com Activia. No dia seguinte troquem. E menos mal que já crescemos, porque senão tínhamos que engolir mais umas cerelac's e um Danoninho Extra Cálcio todos os santos dias.
Úuuuf!
Mas se te restam 2 minutos, reenvia isto aos teus amigos (que temos que regar como as plantas) enquanto comes uma colherzinha de Muesli ou Al-Bran, que faz muito bem..."
E acrescentaria eu: ir ao ginásio, ler um livro, ouvir uma música, ir ao cinema e, claro, escrever no blog...


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