10.4.07
7.4.07
Comédia e pipocas
Não tem de ser necessariamente assim. E a comprová-lo está, por exemplo, uma das melhores comédias dos últimos tempos - a que já me referi aqui, por diversas vezes - "Uma família à beira de um ataque de nervos". Uma comédia [com algum humor negro, devo reconhecê-lo] cujo argumento nos acompanha mais do que o tempo de visionamento do filme.
A comédia de pipocas não atrai os críticos mas atrai as massas. Pelo riso momentâneo, pelos momentos de descontracção, pelo acompanhamento de pipocas.

Após mais de 20 anos de série televisiva, e dois filmes, a actor despe(de)-se da personagem.

O primeiro vive na sombra da sua mulher [de peso]. A segunda é a mulher [dominadora] do primeiro. E o terceiro é o proprietário de um restaurante que acolhera Norbit, orfão. Todos eles interpretados por Eddie Murphy e cuja caracterização é de louvar.
4.4.07
Começar o dia
2.4.07
30.3.07
Os Passos das Palavras
[A coreografia para Mosquito, de Rui Reininho]Ainda que o público não fosse em número suficiente para encher o Salão Nobre da Ordem dos Médicos, o grupo não se sentiu desmotivado.
O Move'In Mento (Núcleo de Dança Contemporânea de Espinho) subiu ao palco para dar movimento e voz às letras de músicas, proferidas, em voz firme e pausada [de Mr. Sherlock], como se de poemas se tratassem, sem a rede da música.
A coreografia oscila entre a sensualidade, os movimentos cómicos, o ritmo e os efeitos visuais. De vez em quando, por trás do pano da dança contemporânea, vislumbra-se o ballet clássico.
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Mesmo assim, porque te prendes?
Foge de mim, não entendes?
Eu nasci para ser gaivota.
(Segredos, Kátia Guerreiro)
27.3.07
Ali nasceu Portugal?

Guimarães é uma cidade, quanto a mim, que convida a uma visita. A várias visitas. Já lá vão alguns anos desde a data em que me apercebi do verdadeiro encanto do centro histórico. Escolhido para celebrar um aniversário, ainda no início da minha juventude...
Em 2001, foi atribuído pela UNESCO a classificação, ao Centro Histórico de Guimarães, de Património Cultural da Humanidade.
Esta fugaz visita ao Restaurante Pirâmide do Egipto [confirma-se que o nome é, efectivamente, parolo] permitiu medir o pulso ao fado tocado e cantado numa pequena localidade nas redondezas de Guimarães, com direito a dedicatória especial "para a mesa da juventude ali do canto". 
25.3.07
MSN e a criatividade

Olhando para as frases que adolescentes entre os 14 e os 18 anos têm no MSN retiram-se algumas conclusões e a diversão é, absolutamente, garantida.

Vejam:
1) Os românticos / pieguinhas:
- Juro q te adoro !=D (A minha dupla adora-me)
- Adoro-te FMMG
- Gosto muito de si menina Andreia. És especial. [A menina Andreia agradece a gentileza do senhor com essa declaração e retribui, sentidamente]
- Olhinhos meiguinhos. Amo-te mais do q tudo ursinho.
- Akele mininu é msm lindu. [o mininu lindu tb axa k a minina é msm linda]
- 17:54 ela disse 'adoro-te' pela 1ª vez. [E tiveste tempo de olhar para o relógio? Isso é obra!]
- Quero ser a solução para os teus problemas.
- A minha vontade d te amar é grande mas a distância n deixa.
- Só tu sabes ouvir o meu silêncio e compreender o que não digo. Adoro-te. [Será que ele é vidente?]
- Because I can see us holding hands, walking on the beach, our toes in the sand.
- Tou mesmo apanhadinha pelu porta-chavx. [Pelo porta-chavx? Isso é grave! Caso clínico...]
2) Os poetas
- A vida não é um sonho.
- Gosto de fechar os olhos, fugir do tempo, de me perder.
- Vamos jogar essa mão para cima que a vida é muito boa. [Parece um verso de uma música brasileira. Será que me engano?]
- Podemos imaginar tudo do que nada sabemos.
- Há coisas que não têm justificação. [É uma boa resposta para uma pergunta de um teste. Não sei porque não tem justificação...]
- A vida tem dois dias por isso faz directa. [Esta é eloquente. Temos poeta!]
- Para entender o significado de uma lágrima precisamos aprender a entender o significado de um momento.
- A saudade é a maior prova de que o passado valeu a pena.
3) Os carentes / gulosos
- ... a precisar de chocolate, amor e muito carinho.
- Chocolate. [Como te percebo... E morangos, não?]
- I gotta find peace of mind.
- Adicionem, mas só os que gostam d mim, ta?
- Chegou a Páscoa. Ke maravilha só amêndoas. [Amêndoas de chocolate, pode ser?]
- With champagne living my life.
- Perdi os números todos. Mandem msg.
- Bless me so that they can't curse me! [Curse you?]
4) Os comerciantes
- Tenho DTR para vender. Tudo legal. [É bom que esclareças se está tudo legal. Será que também é brasileiro?]
- Vendo prancha de surf marca semente, tamanho 6'9, com deck e quilhas FCS.
5) Indecisos e inclassificáveis
- Vida confusa.
- Como é que diz o Timon? O mundo é meu!
- Já abro 70% dos olhos!
- Deus quer o homem sonha e como tal a Obra nasce. Há conquista de Portugal! [Há conquista de Portugal... Não se pode ser conhecedor de Português em toda a linha. Já basta ter decorado um verso de Fernando Pessoa!]
- Afro é do melhor.
Devido à mudança da hora, a inspiração não chegou para comentar todas as frases. Mas há algumas que falam por si...
P.S. Agradecimento aos contactos do MSN do irmão mais novo!
23.3.07
Frases que ficam

A que ficou em primeiro lugar foi retirada de "E tudo o vento levou" - "Frankly, my dear, I don't give a damn", no já longínquo ano de 1939. Frase com propriedades catárticas, acreditem!
Aqui ficam as que mais gostei e retiradas do TOP 100:
- May the force be with you (Starwars - 1977) - 8º lugar;
- You talking to me (Taxidriver - 1976) - 10º lugar;

- E.T. phone home (ET - 1982) - 15º lugar;
- Bond. James Bond (Dr. No - 1962) - 22º lugar;
- I'll have what she's having (When Harry met Sally - 1989) - 33º lugar [é das minhas preferidas!];
- Mama always said life was like a box of chocolates. You never know what you're gonna get (Forrest Gump - 1994) - 40º lugar;
- We'll always have Paris (Casablanca - 1942) - 43º lugar;
- Houston, we have a problem (Apollo 13 - 1995) - 50º lugar;
- Hasta la vista, baby (Terminator 2 - 1991) - 76º lugar;
- My precious (Lord of the Rings 2 - 2002) - 85º lugar;
- Carpe diem. Seize the day, boys. Make your lives extraordinary (Dead poets society - 1989) - 95º lugar
- I'm king of the world! (Titanic - 1997) - 100º lugar.
Quem quiser, pode consultar a lista completa.
Bom fim de semana!
21.3.07
Dia D
Começam por ser nada. Pouco a pouco
se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.
Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.
Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão sementes,
e as sementes preparam novas árvores.
E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.
Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
como se nada fosse.
As árvores, não.
Solitárias, as árvores,
exauram terra e sol silenciosamente.
Não pensam, não suspiram, não se queixam.
Estendem os braços como se implorassem;
com o vento soltam ais como se suspirassem;
e gemem, mas a queixa não é sua.
Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas,
A crescer e a florir sem consciência.
Virtude vegetal viver a sós
E entretanto dar flores.
[Poema das Árvores, António Gedeão]
P.S. É também o Dia Mundial do Sono e o Dia Universal do Teatro. Não se conseguia arranjar mais nada??
19.3.07
Sin sin sin - ii
Cartas fora do baralho


Um tinha umas sobrancelhas hirsutas em jeito de arbusto mal cuidado, espetadas como urze; punho erguido em sonantes gritos militantes; postura distante; e uma pochete debaixo do braço.
O outro um nariz adunco, tez amarelada e pálida, em jeito de vela de sacristia; voz aflautada e com travo das beiras; e usava botas.
Um foi o arauto dos “cassetes” do nosso país, criando uma nova forma de comunicação e perpetuação de discurso, no qual o tom monocórdico e ideologia gasta se vão repetindo e reciclando ao sabor dos tempos, ad eternum, sempre adaptados pelos cegos seguidores, que mais não são que aparelhos de banda magnética, gasta, cada vez mais gasta. Pelo meio foi dizendo “olhe que não, olhe que não!!!!”, e deixou-lhes a Festa do Avante, o mal vestir dos seus camaradas e o gosto por ser do contra mesmo quando ser do contra é a corrente, e então já não faz sentido nenhum.
O outro vinha das beiras conquistou os seus pares com o brilho da sua artis jurídica; foi apanhado no turbilhão de uma noite de rave de uns militares com os bigodaços fartos e quando deu por si tinha um país para governar; e fê-lo como sabia melhor: transformou-o num beco de sacristia, com cheiro a vela, mentalidade pequenina agarrada ao destino de o ser sempre assim, disse que “Deus, pátria e família” é que era, deu-lhes o Eusébio, a Amália, e a Nossa Senhora de Fátima. Foi pena ter se lembrado de deixar também os senhores da PIDE e a guerra do Ultramar. Mas vá lá ficamos com a bela arquitectura do Estado Novo e o Portugal dos Pequenitos.
Agora, estão os dois nomeados para Grande Português. É uma pena…
Vencedores?
As pré-estatísticas ou, melhor, as sondagens – mais oficiais do que as feitas pelos signatários - feitas em relação à votação, apontam para que os dois não sejam potenciais vencedores.
São os mais controversos do TOP 10 dos Portugueses. Provocam paixões e ódios, sem medida, a maior parte deles.
Uns salientam que, apesar das “cassetes”, Cunhal permitiu uma viragem política do nosso país; outros, do lado oposto, salientam a eficácia da governação salazarista e o de ter conseguido manter opositores bem à distância.
Diz-se que o primeiro tem contra si a falta de consenso em seu redor. E o segundo o de ter feito o país estagnar durante décadas.
Concordo que são cartas (quase) fora do baralho. Mas não nego que a proximidade temporal ainda pode trazer algumas surpresas.
E, claro, teremos sempre o Portugal dos Pequenitos…
P.S.1 Última parte de "Previsões e apostas a quatro mãos", em relação à eleição para o Maior Português. Ou não...
P.S. 2 Trunfos? por Mr. Sherlock
Vencedores? por Joaninha
17.3.07
14.3.07
Labirinto premiado
Rotulado como filme do cinema fantástico e de terror, é, sem dúvida, um filme alternativo.
Entre o real e o onírico, entre a guerra civil e o mundo de fadas, não se esperem os saltos da cadeira vulgares de um filme do género. O que resulta no filme é todo o cenário, a inteligência da maquilhagem e a expressão visual das personagens.
Uma história simples mas criativa - uma criança deslocada e à procura de um refúgio do ambiente doméstico. A leitura de "contos de fadas" [supostamente desadequados a uma criança já no início da adolescência] leva à fantasia [ou será o real?] de percorrer um labirinto [do fauno] até à coroação como princesa.
Pelo meio há, ainda, lugar para a guerrilha de resistência ao regime de Franco e para reflexões, ainda que fugazes, para o "ter de ser" da realidade.
Muito bom. Um filme do cinema fantástico que poderá seduzir as massas.
Leva 4 estrelas [não leva mais devido à brutalidade de algumas cenas!...].
13.3.07
11.3.07
Camélias no Palácio
[Exposição de Camélias, organizada pela Sociedade Internacional das Camélias - Portugal]O Palácio do Freixo, do século XVIII, foi objecto de profunda recuperação finda há cerca de 4 anos. Uma colorida exposição de camélias deu tonalidades especiais às deslumbrantes salas daquele Palácio, este fim de semana, e serviu de pretexto para a descoberta do espaço.
A camélia (de origem asiática) terá entrado em Portugal através da cidade do Porto, no início do século XIX.


Com ou sem camélias [que só por si justificavam a visita, tendo em conta a variedade e quantidade], fica mais um dos [muitos] motivos para uma visita à Invicta!
8.3.07
Best of no feminino

Espero que apreciem:
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner
II
Quem disse
Quem disse
que esta ausência te devia?
Quem pensou
que esta denúncia se enganava?
Que um dia era pior
que outro dia
Que à noite era melhor
porque sonhava?
Quem disse
que esta dor te pertencia?
Quem pensou que este amor
me perturbava?
Que o longe era mais perto
se fugias
Que o dentro era mais longe
porque estavas?
Quem disse
que este ardor te evidência?
Quem pensou que esta pena
me cansava?
Que calar era pior
se te despia
Que gritar era pior
se te largava?
Quem disse
que esta paixão me curaria?
Quem pensou
que esta loucura me passava?
Que deixar-te era paz
porque corria
Que querer-te era mau
porque te amava?
Quem disse
que esta paixão te espantaria?
Quem pensou
que esta saudade me rasgava?
Que tudo era diferente
se te via
Que o pior era saber
que aqui não estavas?
Quem disse
que esta ternura te devia?
Quem pensou que este saber
se enganava?
Neste langor crescente
que crescia
Neste entender de nós
que cintilava?
Maria Teresa Horta
III
Garras dos sentidosNão quero cantar amores,
Amores são passos perdidos,
São frios raios solares,
Verdes garras dos sentidos.
São cavalos corredores
Com asas de ferro e chumbo,
Caídos nas águas fundas,
não quero cantar amores.
Paraísos proibidos,
Contentamentos injustos,
Feliz adversidade,
Amores são passos perdidos.
São demências dos olhares,
Alegre festa de pranto,
São furor obediente,
São frios raios solares.
Dá má sorte defendidos
Os homens de bom juízo
Têm nas mãos prodigiosas
Verdes garras dos sentidos.
Não quero cantar amores
Nem falar dos seus motivos.
Agustina Bessa-Luís
IV
Por outras palavras
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
Mais uma madrugada
Ninguém disse que o riso nos pertence
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
Mais uma gargalhada
E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo
E morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim
Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguem prometeu nada
Fui eu que julguei que sabia arrancar sempre
Mais uma gargalhada
E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo
E morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim
Mafalda Veiga
6.3.07
Termómetros

4.3.07
2.3.07
Porto fantástico


1.3.07
Do fundo do baú - ii
P.S. Teimosia levada aos limites.
27.2.07
Adenda
Registem, porque sentenças destas não saem todos os dias:
Do Arquivo Nacional da Torre do Tombo
26.2.07
Day after

Fiquei extremamente satisfeita com o facto de, várias nomeações goradas depois, Martin Scorsese ter conquistado, finalmente, a Academia. Que se redimiu, premiando-o duas vezes. Iñatirru terá que esperar. Bem sabemos nós que Scorsese pedalou muito (durante 37 anos) para chegar ao pódio, à oitava nomeação!
Aplaudo também a escolha - supresa - mas que correspondeu à minha preferência, como melhor actor secundário, de Alan Arkin.
25.2.07
Roads (Portishead)
Quase que poderia ouvir como banda sonora [em repeat] nestes dias. Quer o original, quer o ao vivo quer ainda a fabulosa versão de Pete Tha Zouk que encerrou a noite carnavalesca.
Enjoy
21.2.07
19.2.07
Máscaras e camuflagens

O hábito de as pessoas se mascararem ou camuflarem no Carnaval encontra a sua razão de ser na ideia de inverter os usos sociais e a sua origem ocorre em Roma. A quarta-feira a seguir ao Carnaval marca o regresso à normalidade e, portanto, a dissipação da folia que caracteriza o Carnaval.
As primeiras festas eram realizadas em torno do deus Baco ou Dionísio e a palavra Carnaval só terá surgido no século X.
Com máscara ou sem máscara, divirtam-se.
18.2.07
Verdes anos
Quer do ponto de vista político (com o início do poder de Saddam Hussein, a queda do muro de Berlim, a difusão do fundamentalismo islâmico ou a dama de ferro britânica), tecnológico (com a informática a tornar-se acessível ao cidadão comum e o início da comercialização dos telemóveis) ou artístico.
Está patente até ao próximo dia 25 de Março uma exposição no Museu de Serralves dedicada aos "ANOS 80: uma topologia".
Não é, no entanto, uma exposição que apaixone à primeira vista. É arrojada, diferente mas que se justifica por todo o background que marcou a década.


A exposição é especialmente rica pela variedade: fotografia, escultura, pintura e audiovisual [com os divertidos spots televisivos]. Pena que tenha ficado relativamente esquecida [não sei se propositadamente ou não] a música dos anos 80 - os míticos Police, Duran Duran, Madonna, Cher, Tina Turner ou os Dire Straits.
Saldo final:
Original. Forte. Intrigante.
15.2.07
Previsões e apostas (a quatro mãos) - ii # parte 2

Mr. Sherlock:
Aristides: ora aí está um nome bom para não se pôr a um filho; a par de Vladislau e Aramid (existe, não se enganaram!! Há gostos para tudo!!!!).
Bem o senhor era português – check!!!
Este cônsul de Portugal em Bordéus fez actos heróicos ou elogiosos de boa vontade e altruísmo – check!!!
Ajudou o país ou contribuiu de uma forma ou de outra para o desenvolvimento do país – Falta!!!
Lá está, salvou não sei quantos judeus. Nenhum deles (ou perto disso) era português.
É o factor “bonzinho”. É o único “bonzinho” dos 10. Todos os outros ou tinham muitos defeitos, ou tinham vícios ou eram déspotas.
Este salvou não sei quanta malta e acabou na miséria. Um mártir, portanto. Bem, mas segundo as más línguas isso não é ser português em modos. Já que a malta lusa é mestre do desenrascanço e usa e abusa do adágio “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é burro ou não sabe da arte”. Este senhor podia ser burro e não saber nada da arte, mas não era português com toda a certeza.
Se queriam nomear um emigrante português em França mais valia terem nomeado a Linda de Susa, que ao menos vinha com o bónus da mala de cartão.
Joaninha:
Probabilidade - 25%.
- D. João II (1455-1495)
Mr. Sherlock:
Também conhecido por gostar de ir a Tordesilhas comer umas tapas e dar umas voltas com a tetratetarabisa-avó da Penélope Cruz, este senhor fez muita coisa, mas duvidamos que fosse tudo mérito dele.
Sobretudo porque consta que este senhor tinha como braço direito na sua tarefa reinante um tal de Abraão Zacuto.
Este Abraão Zacuto (esse sim um nome digno de pôr a um filho) era um judeu ibérico que dominava a cena toda e teve a maior parte das ideias. Era portanto quem vestia as calças lá em casa e mandava naquilo tudo. O rei gostava mesmo era de tapas e da Penélope Cruz do tempo dele. E nesses entretantos o Senhor Zacuto mandava nisto.
Daqui se conclui que a malta que elaborou a lista e incluiu este D. João II (que já era recesso porque não era o original) era um bando de anti-semitas, porque ignorou o grande Abraão Zacuto.
Portanto, eu voto no Zacuto!!! E pronto!!!
Joaninha:
Probabilidade – 45%.
Tem alguma probabilidade de ganhar, tendo em conta que, na Mensagem, Fernando Pessoa também torce por ele.
"E disse no fim de tremer três vezes:
E roda nas trevas do fim do mundo,
(Mr. Sherlock acrescenta: “pois tá bem!! Se fosse o Johnyzinho a conduzir a caravela queira vê-lo a entrar em pânico e a gritar: «Senhor mostrengo não me faça mal que eu sou rei e o meu também era e quero passar o Bojador para ir a Moçambique comer chamuças e moelas, que lá na metrópole não sabem fazer esses petiscos. E eu sou home de petiscos e miúdas. E também dizem que depois do Bojador há umas mulatas valentes!! Vá lá não me faça mal!!!»)
- Marquês de Pombal (1699-1782)
Mr. Sherlock:
Ora aí está mais um nomeado com uns adornos catitas: era um com a pala, outro de bigodinho e óculos “à neca” e agora vem-me um de peruca todo janota.
Ó ‘migo não tamos na câmara dos Lordes em Londres, como é?!?!?!?!?!!?
Este deve ter a mania que gostou de ver o “Dangerous Liasons” e vem-me armado em Valmont ou Maria Antonieta; meu caro, isto não é o novo filme da Coppola!!!!!
Ora bem, por outro lado, este é o homem que encomendou o terramoto. Sim senhor, e por duas razões: já não havia mais ninguém que aceitasse ser assassino a seu mando e ainda havia Távoras escondidos, ou malta que um dia tinha jantado em casa dos Távoras ou coisa do género; e depois porque deu um jeitaço para ele poder criar uma malha urbana nova na capital e ficar famoso com isso. Pois para criar é preciso deitar abaixou primeiro. Ele encontrou o método mais eficaz.
Aliás o Bin-Laden está a tentar encontrar amostras de ADN deste senhor para fazer um clone e incorporá-lo nas fileiras de terroristas, esquadrão de “estourar tudo pela base”. Assim, nem é arma biológica nem química é natural e tudo e não polui o ambiente.
Ainda assim o Sebastião era um bom tipo.
Talvez tenha sido nele que se inspiraram para música do “Sebastião come tudo, tudo”. Se bem que os Távoras eram mais malta para cantar “O Sebastião mata tudo, tudo”.
Joaninha:
Pronto, e já só faltam mais dois. Preparem-se que vem aí um combate de wrestling/boxe entre dois pesos pesados digno de Rocky/Batista. Preparem-se...
Futilidades

A maioria das mulheres respondeu que, se existe amor à primeira vista, este é em relação a uma peça de roupa.
E mais... 48% considerou que um homem não lhes pode transmitir tanta segurança como uma peça de roupa!...
Não fica por aqui. A maioria preferia 15 meses sozinhas, se, ao final desse período de tempo, encontrar um armário cheio de roupa nova!
13.2.07
Previsões e apostas (a quatro mãos) - ii
Nesta primeira parte [devido à escrita desenfreada de Mr. Sherlock, isto teve mesmo que ser dividido em partes], têm lugar aqueles que têm maior probabilidade de vir a ganhar a estatueta.
Aqui estão eles. Divirtam-se!
Os óbvios
- D. Afonso Henriques (1109-1185)
Mr. Sherlock:
O óbvio dos óbvios. Considerado o pai dos pais. Típico português: teimoso, mandou-se para frente, adorava discutir com os vizinhos e batia na mãe (ou pelo menos dizia mal dela). Falta saber se ia para os shoppings ao domingo à tarde e se tinha a bela da proeminente unha do mindinho da mão direita; pelo menos bigode tinha. Ah, já me esquecia, adorava andar à batatada com o pessoal.
Foi pena o Prof. Freitas do Amaral, autor de uma obra séria sobre este senhor de terras de Guimarães, estivesse doente, e não tenha aceite defender o primeiro rei de Portugal. Eu não lhe chamaria o primeiro português como alguns insistem.
Quando tudo indicava que a vitória esta garantida avistam-se sinais de que não será assim e se conseguir ficar no pódio é uma sorte.
Pelo marketing devia ganhar: não falta livro escolar sem ele na capa, e quem tiver visitado a cidade berço e não tenha trazido a bela da estátua deste senhor não é modo.
O povo é saudosista e gosta de andar à batatada com os progenitores e com os vizinhos…
Joaninha:
Sim. É o 1º Rei de Portugal e determinou a fronteira que actualmente temos, mas tem contra si, nesta eleição, a distância temporal. Mostram as escolhas ocorridas nos outros países que a tendência é escolher uma personalidade mais recente. Por outro lado, não é consensual.
Fiquei agora a saber que o típico português bate na mãe… Dever ser para os lados da cidade que alguns denominam “where the streets have no name”.
- Luís de Camões (1524-1580)
Mr. Sherlock:
Better known como aquele tipo da pala do olho. Outro com um marketing genial. Mas neste caso jogando a seu favor. Agora já não; mas todos aqueles que no 9.º ano tiveram de aturar os Lusíadas, e aqueles que há muitos anos no antigo regime tinham de saber as declinações e orações todas de cor, podem trazer algum rancor e más memórias de chumbos camonianos na algibeira. O que jogará concerteza a desfavor do homem das folhas de louro na cabeça e da pala no olho.
As miúdas que vão descalças para as fontes devem votar todas nele já que as imortalizou. O problema é que agora com as lojas dos chineses o que não faltam são chanatas a preço da chuva.
Por outro lado, a malta de além da Trapobana também deve votar nele, só é pena serem de longe e estarem a milhas do que se passa aqui.
Depois há o perdigão que perdeu a asa, mas como perdeu a asa deve custar-lhe a votar.
Eu cá gostava de estar na sala da mesa de voto quando as meninas da ilha dos amores fossem às urnas. Isso é que valia a pena. Não se esqueçam de me avisar. Que aqui faz muito frio e não há miúdas com as miudezas à mostra, e dizia o moço da pala que elas valiam mesmo a pena.
Depois há o factor coacção: ele devia ser primo do Zandinga, porque à cautela deixou virados as armas e os canhões, a modos de como quem diz, não votas em mim levas balázio no lombo.
Cá pr’a mim ganha ele. Se bem que com o novo P.R. nunca se sabe.
Ainda fica com menos um ponto, tipo 9 em vez de 10.
Joaninha:
Acredito que é dos que tem maiores possibilidades de ganhar. Não me surpreenderia nem me desiludiria. Foi, sem dúvida, dos melhores poetas portugueses e cantou, como ninguém, há que dizê-lo, o povo português. Por alguma razão, o dia de Portugal (10 de Junho) é também o seu dia.
Ao contrário do Mr. Sherlock, não provocou rancor à Joaninha os cantos de Camões, mas também não os tinha de decorar!
Bem, o senhor do bigodinho e dos “óculos de tartaruga à neca” tá em vantagem. Cá pra’ mim aquilo dos heterónimos foi jogada antecipada para estar em vantagem numérica, em jeito de contornar as probabilidades. Com tanta personalidade múltipla é natural que consiga arranjar adeptos por tudo o que é lado. Ou não…
Conta com o apoio dos intelectuais e de todos aqueles camones e outros turistas que se sentaram a seu lado no chiado e cuja fotografia que guardou esse momento pá eternidade está conservada num qualquer álbum de fotografias religiosamente arquivado.
A malta que chumbou no exame de 12.º ano por não conseguir descortinar qual era afinal a mensagem que este senhor queria passar, e nem mesmo com recurso ao código morsa chegaram lá.
Eu cá apoio o senhor.
Se aparecer uma Lídia que me queira dar a mão num fim de tarde à beira rio que me ligue…
Cá para mim ou ganha este ou ganha o moço da pala…
Ps: já aqui se vê a tendência nacional para o mau funcionamento oftálmico ou oftalmológico: ou são paletas ou usa óculos de fundo de garrafa. Bem razão tinha o outro quando dizia que o nosso problema era falta de visão…
Joaninha:
Probabilidade – 40%.
É aquele por quem vou torcer. E, se votasse, seria nele. O nome que mais vezes citei neste blog e um poeta que me conquista em cada linha que escreve. Com os seus heterónimos, a sua capacidade de construir personagens ou com a sua "Mensagem", Fernando Pessoa pode vir a surpreender. É o que espero, pelo menos.
Mr. Sherlock também usa lupa… Será em solidariedade com a falta de visão deste painel?
Mr. Sherlock:
Eu conheci uma vez um miúdo de uma escola secundária prós lados a sul de Gaia, abaixo do Porto, que concorreu ao concurso nacional da fundação dos descobrimentos para ganhar uma viagem a Macau com um texto jornalístico (pelos vistos polémico, mas muito bem intencionado, no vigor da irreverência juvenil) que colocava com uma boa dose de humor de nonsense o tema a viagem dos portugueses à índia nos seguintes termos: a entrevista era com o protagonista do auto da Índia de Gil Vicente, aquele que foi fortemente enganado pela mulher e ficou com aquele problema que para além de o por a andar de eléctrico fez com que estragasse e riscasse o verniz de tudo o que era porta em que queria entrar, e que só foi traído porque o meteram numa nau comandada por este senhor, que ao que essa reportagem apurou não percebia nada das artes de marear limitando-se a sacar da sua bazófia e dar umas ordens assim por dá cá aquela palha. Conclusão: o entrevistado desmistificava este senhor de barbas compridas e chapéu amaricado, sempre com o bastão na mão (ou mapa ou lá o que é), e dizia que quem tinha descoberto a Índia tinha sido ele e o resto da tripulação que fez com que a barcarola chegasse à terra do Sandokan.
É óbvio que o puto não foi a Macau. E é óbvio também, que a pessoa em que o puto se tornou continua céptica em relação ao senhor das barbas que tinha a mania que era marinheiro mas quis foi mas é fazer altos filmes para os lados da terra onde os tigres sofrem de ciática e têm os joelhos fracos e por isso andam de Bengala. Há quem diga que ele é o pai de Bollywood. Eu não sei, mas que no meu videoclube há uma legião de fãs considerável que esgotam estes filmes musicais com muita pancada à mistura.
Ps: tivesse o coitado do Henriques de sobrenome ter tido a sorte de o levarem a dar um passeio à Índia e tinha-se posto logo em aulas de canto para poder entrar nestes filmes de pancada onde se canta um bocadito ou filmes com muita canção onde se dá umas pancadas nos mauzões de vez em quando.
Joaninha:
Acho que resulta deste top 10 a tendência dos portugueses pelos Descobrimentos portugueses. São várias as figuras ligadas a esta fase histórica e Vasco da Gama é a cereja em cima do bolo. Navegador português que descobriu o caminho marítimo para a Índia.
Gostei da recordação do “Auto da Índia”, que muito animou as nossas aulas de Português, principalmente com a frase final – “Mais quero asno que me leve, que cavalo que me derrube!”.
Nós por cá gostamos muito deste senhor. Foi a irmã dele que trouxe cá para a Britain [não confundir com Britney, by goodness sake!!! (e não também não me estou a referir à bebida japonoca que anda na moda)] como dote de casamento umas folhas de ervazitas descoloradas que quando se metem em água fervente acabam por dar em sumo que sabe bem quando se bebe por volta das 16h59 e mais alguns minutos.
Por sua conta, este senhor que era um verdadeiro “guna” da ribeira, local onde foi nado e criado, conhecido por ter a mania de querer descobrir novos horizontes ter iniciado a mania de se divertir à noite na outra margem do douro.
O seu penteado à tigelinha indica que a veia de guna foi abandonada a meio do processo e virou-se para a onda de jogar basquetebol com uma catrefada de marinheiros. São opções…
De qualquer das formas da paixão pelos marujos mudou-se com audácia para moda de construir estaleiros, talvez lhe tenha dado queda para os carpinteiros. Nunca se sabe.
Foi o pai dos descobrimentos, pese embora não ter ficado conhecido por botar pé num barco; se calhar era dado aos achaques e aos enjoos.
Ficou conhecido pela estátua ao lado da torre que há na zona onde os pastéis de nata fazem furor.
Toda a gente o conhece, mas duvido que alguém se lembre dele para este efeito. Talvez a malta que anda a escavar ali para os lados da ribeira e a desenterrar os seus brinquedos de criança se mobilize para votarem no homem que lhes dá que fazer (que isto de ser arqueólogo só compensa para quem morar no Egipto ou para quem se chamar Indiana Jones).
Probabilidade – 50%.
É, a par de D. João II, a figura que conquista a adesão de algumas pessoas que me rodeiam. Cabendo o voto ao português médio não acredito que ganhe, mas não nego a possibilidade, tendo em conta ter impulsionado a expansão ultramarina.
Muito se aprende com o Mr. Sherlock. Além do mérito de decifrar crimes estranhos, agora consegue ver à lupa a verdadeira realidade por trás de grandes mitos… Quem diria que o Infante D. Henrique era, afinal, um “guna da ribeira”?
Agora, resta esperar pela próxima entrega destes divertidos fascículos em capítulos promovidos pelo M&P e pelo EmFuga.
Até já... (ora aí está uma frase de um grande português que não sei como não ficou no top10, nem sequer no top100)
12.2.07
O elogio
"- Sabe qual é o seu problema?"
"- Qual?"
"- É ter mau feitio."
E esta calou-me.
11.2.07
Bastidores

Ainda está uma noite escura.
São cerca de doze horas dentro de uma sala de aula que já viu melhores dias e com os armários repletos de exemplares de pedras e areias de várias praias.
Às 8h00 em ponto chega o primeiro eleitor, nervoso. Reclama: "tenho que ir abrir o estabelecimento e já tenho gente à espera!".
Entre as normais peripécias eleitorais, há sempre margem para uma piada, várias gargalhadas e o reencontro com caras que já não se viam há muito tempo.
Um dia cansativo, sem dúvida. Mas vale a pena.
As mulheres votam em maior número, enquanto os homens ficam à porta.
O resultado esse foi expressivo. Naquela secção, 68% de votos no SIM. Ainda bem.
7.2.07
5.2.07
Liderança e Gestão
Olhem lá se não sou vossa amiga?! 5 lições gratuitas:
Lição N.º 1 - Gestão do Conhecimento
Um homem entra no banho enquanto a sua mulher acaba de sair dele e se enxuga. A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender, a mulher desiste, enrola-se na toalha e desce as escadas.
Moral da história: Se compartilhares informações a tempo podes evitar exposições desnecessárias!!!
Lição N.º 2 - Chefia e Liderança
Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lâmpada a óleo. Esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um génio. O génio diz:
Moral da História: Deixe sempre o seu chefe falar primeiro.
Lição N.º 3 - Zona de Conforto
Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:
Moral da História: Para ficares sentado sem fazeres nada deves estar sentado bem no alto.
Lição N.º 4 - Motivação
Em África, todas as manhãs, uma gazela ao acordar, sabe que deve conseguir correr mais do que o leão se se quiser manter viva. Todas as manhãs, o leão acorda e sabe que deverá correr mais do que a gazela se não quiser morrer de fome.
Moral da História: Pouco importa se és gazela ou leão, quando o sol nascer deves começar a correr.
Lição N.º 5 - Criatividade
Um fazendeiro resolve colher alguns frutos da sua propriedade. Pega num balde vazio e segue para o pomar. No caminho, ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas que provavelmente invadiram as suas terras. Ao aproximar-se lentamente, observa várias raparigas nuas banhando-se na lagoa. Quando elas se apercebem da sua presença, nadam até à parte mais profunda da lagoa e gritam:
Moral da História: É a criatividade que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objectivos.
3.2.07
Palavra do dia - ii
A pedido e sugestão de J.
Tinha prometido que a próxima palavra do dia seria "flash", em homenagem às eloquências proferidas entre um jogo chinês [ou vários] e um copo [ou muitos]. Mas acho que não vem no dicionário...
1.2.07
A praia ainda vem longe...
Já há muito que não fazia um destes testes on-line, mas este ("Se fosse um petisco de comer à beira mar, qual seria?") foi mais forte do que eu. E confesso que fiquei com saudades da praia...
Se a praia ainda demora, venha entretanto o marisco que eu não me importo!
Mas por que carga de água Portugal não é um país tropical?






















