13.6.06

Pela revogação da Lei de Murphy

Diz a wikipedia, que a Lei de Murphy [essa cuja revogação ordeno] foi proferida não pelo Murphy [um engenheiro especialista em foguetes], mas por uma cobaia [Major John Paul Stapp].
A primeira formulação da Lei de Murphy era a seguinte:
"Se há duas ou mais formas de fazer alguma coisa e uma das formas resultar em catástrofe, então alguém a fará".

A imaginação popular cedo tomou conta da Lei de Murphy e a formulação mais comum é mesmo "Se alguma coisa puder correr mal, correrá mal". Com os seus corolários:

1. Nada é tão fácil como parece.
2. Tudo leva mais tempo do que se julgava.
3. Se existe alguma possibilidade de diversas coisas correrem mal, aquela que causar maior dano será precisamente a que correrá mal.
4. Se se apercebe de que há quatro maneiras de uma coisa correr mal, e se ultrapassar estas quatro, uma quinta possibilidade aparecerá imediatamente.
5. Deixadas a si mesmas, as coisas tendem a ir de mal a pior.
6. Sempre que se decidir a fazer alguma coisa, haverá qualquer outra coisa que terá de fazer primeiro.
7. Toda a solução gera novos problemas.
8. É impossível criar alguma coisa à prova de tolos, porque todos os tolos são sumamente engenhosos.
9. A natureza alinha sempre com imperfeição oculta.
10. A mãe natureza é muito safada.

Eu tenho mais um corolário:
Se decidir lavar o carro um dia, é certo que irá chover logo a seguir...


12.6.06

Vantagens do silêncio


"É melhor manter a boca fechada e parecer estúpido
do que abri-la e não deixar margem para dúvidas!"

10.6.06

Eu e o futebol, o futebol e eu




Já se deu o pontapé de saída para o Mundial e está iniciada a saga dos jogos de futebol na televisão, das conversas à volta do mesmo tema e das bandeiras nas janelas (em, naturalmente, menor número do que no Euro 2004).

Confesso que a minha paciência para estar, pelo menos, 90 minutos em frente à televisão a ver um jogo de futebol não é muita. Durante o ano, são raros os jogos a que assisto e não sinto muita falta.

O único clube de futebol do qual fui sócia foi o Leixões. A última vez que assisti, in loco, a um jogo do clube, foi a última vitória do Leixões na 1ª divisão.

Quando se trata de jogos da Selecção Nacional tento acompanhar – sem enfado – todos os jogos.

Lembro-me, em especial, de um campeonato de juniores que decorreu no Qatar, em 1995. Na altura, com cerca 14 anos, andávamos todos entusiasmados com a prestação da selecção nacional.

Os jogos realizavam-se quase todos a meio da tarde o que impossibilitava que os conseguíssemos ver na televisão. Solução? Arranjámos uns headphones, sintonizámos uma estação de rádio e conseguíamos ouvir o relato durante as aulas. Com a discrição possível e tentando combater a euforia por cada golo português marcado.

Eis que um dia – em plena aula de Inglês – a professora, com a respeitabilidade dos seus 60 anos, desconfia de um barulho de fundo. E, atirando um nome para o ar, diz:
- “Paulo, para a rua!” [alguém tinha de ficar com as culpas]
Ele fica sem saber o que dizer, mas não denuncia as raparigas [era a ala feminina da turma que ouvia o relato…].
Não foi “para a rua” por pura sorte, mas aqui fica a revelação pública de que não ele não tinha culpa!

Mais recente é a recordação do Euro 2004. Recordarei, com um sorriso, os adeptos suecos a fazerem serenatas, junto ao meu escritório, a todas as meninas que por ali passavam... Os momentos em que gritei, que me irritei e que praguejei contra a Grécia.

Quanto ao Mundial que agora se realiza, resta-me pedir aos nossos jogadores uma coisinha – TRAGAM A TAÇA, ok?

8.6.06

Qual insanidade?

"Eu não sofro de insanidade; aproveito cada minuto dela." - Edgar Allan Poe.

N.B. - Eloquências de meia-noite.

6.6.06

Poético ou poiético?

A palavra da semana [poiético] surgiu já a noite ía avançada. Atirada pelo P. por oposição a poético, motivou jogos de palavras durante alguns minutos.

Não existe no dicionário. Mas existiu nas aulas de Criminologia e teríamos necessariamente de saber o seu conceito, principalmente com o prefixo "auto".

Poiético vem do grego "poiesis" e significa fazer. O que seja auto-poiético (normalmente referido a grupos ou sistemas sociais) é auto-sustentável, fecha-se em si mesmo e tem uma lógica de funcionamento virada para o interior.

Ficou, assim, [incorrectamente] caracterizado o nosso percurso pela romaria que invade a minha cidade. Que não é auto-poiética e proporciona, sempre, boa disposição aos visitantes.

Entre a disputa pela última fartura e a degustação das caipirinhas, ficou a certeza de que a crise exige que se poupe nas letras dos cartazes


[falta o R em World!],

mas não se poupe nos matraquilhos.



Poética foi a visita, ao fim de muitos anos, à minha escola primária (que agora acolhe exposições). Encontrar a escadaria, o tapete vermelho e o quadro fabuloso que até linhas tinha!






Post scriptum 1 - como aquele cartaz, há dezenas de gralhas ao longo das várias barracas. Não deu para fotografar todas, mas convida-se à visita in loco.

Post scriptum 2 - pena que este seja o 7º ano consecutivo que, no dia de hoje, não tenha direito ao feriado do Sr. de Matosinhos...

4.6.06

A arte de saber ouvir

... e as vantagens de falar alto.


1.6.06

Ser infantil


Aproveitando o mote do Dia Mundial da Criança - que hoje se comemora - consultei algumas memórias que ainda guardo da minha infância [e outras que me foram transmitidas] e aqui ficam algumas:
- comecei a andar aos 9 meses;
- não gostava de leite de biberão; bebia-o de uma chávena!
- chorei no 1º dia de aulas e lembro-me que nesse dia se falou de cores e formas;
- disputava com os meus primos e irmã o baloiço de casa da minha avó;
- as tardes de Verão [e de outras férias] eram passadas todas fora de casa, nos jogos que inventávamos diariamente;
- quando me perguntavam "o que queres ser quando fores grande?", respondia sempre de forma diferente;
- tinha os mimos e atenção de todos, daí que tenha entrado em desespero quando soube da chegada do meu irmão mais novo, quando tinha 9 anos;
- levantava-me quase de madrugada ao fim-de-semana para ver os desenhos animados;
- andava frequentemente com os joelhos esmurrados;
- subíamos à ameixoeira e à figueira de casa da minha avó, sem que ela soubesse [estávamos absolutamente proibidos de o fazer!];
- era alérgica aos morangos e comi tantos que a alergia passou...

Mantenho momentos infantis todos os dias, naturalmente...

30.5.06

Obras


Detesto obras em casa, detesto o barulho de partir tijoleira, detesto ter de acordar ao som ritmado de batidas nas paredes.

Assim vai ser o início do meu mês de Julho. Metade da casa vai ser remodelada e eu vou ter de sobreviver [sozinha…] a esta invasão!

Já há algum tempo que não tínhamos obras assim. Que não tropeçava em pó, azulejos, tijoleira, latas de tinta, vernizes e afins… Arghhhh!

E não digam que o resultado vale o sacrifício! Ainda me lembro quando insistimos [eu e a minha irmã, com cerca de 10/11 anos] para que nos pintassem o quarto de cor-de-rosa. Poucos meses depois – para não dizer, poucas semanas depois – já nos tínhamos arrependido e fartado das paredes daquela cor e, passado um tempo, lá veio o tradicional branco. Quem em que disse que se devia fazer as vontades todas?

Post scriptum – durante aqueles dias, tenho mesmo que emigrar...

28.5.06

Metamorfoses




Metamorfose - (s.f.) mudança na forma e na estrutura do corpo.

Para mim Metamorfose será sempre uma obra-prima de Kafka e a transformação do caixeiro-viajante Gregor Samsa num gigantesco insecto. Mas ficam as imagens de belas metamorfoses... de joaninhas!

27.5.06

Junto ao rio - 2

Depois do chocolate quente, junto ao rio Mondego [que deu origem ao post anterior], nada como regressar à Invicta e constatar que a temperatura nocturna junto ao rio Douro é quase equivalente à que se verificou durante a tarde.
Uma noite quente, com a Ribeira completamente cheia e estacionamento caótico.
Só o trio resistente, depois de presenteado o "NOIVO", conseguiu ficar para a pizza às 3h00 da manhã, para as fotografias [pouco nítidas] tiradas junto à margem e para bebidas a arder ["este tem de ser mais fraquinho, ok?"].
À nossa! E à concretização dos nossos brindes...


26.5.06

Junto ao rio


... a juntar à lista das eloquências.

25.5.06

Bendita eloquência

Eloquências masculinas da semana

Eloquência n.º 1

Sempre que vou pagar o estacionamento, o segurança do parque está a comer e nunca me consegue verbalizar a quantia a pagar; simplesmente aponta para o valor que aparece na máquina... Esta terça-feira não resisti e interpelei-o [desconhecendo o caminho que a conversa iria tomar]:
- Encontro-o sempre a comer.
- Não posso ficar tísico. Tenho de me alimentar.
- Sim. Porque depois não tem forças para trabalhar! [digo-lhe eu, sorrindo e virando costas]
- Para trabalhar? – grita-me ele – Para trabalhar há sempre alguém que nos substitua! O que é preciso é ter forças para outras coisas.

E fica a lição!


Eloquência n.º 2

Cerca de 30 minutos depois da eloquência n.º 1 – e quando ainda a estava a digerir – eis que advém mais uma eloquência masculina.

- Sabem o que é que eu precisava? De uma daquelas bonecas que são mesmo iguais às mulheres, mas com mais uma vantagem.
Ficamos as duas com medo do que sairia dali.
- A boneca não fala!

Segunda lição do dia. E da semana.

23.5.06

Informatizar o corpo humano


Com tantas invenções, tantos avanços na informática e ainda não descobriram a verdadeira "galinha dos ovos de ouro".
Há determinados ajustamentos que a informática poderia introduzir no corpo humano. Ficam algumas sugestões:
- filtro - aplicação de um filtro que evitasse que tudo o que é pensado ou sentido fosse verbalizado.
- botão on/off - quando nos apetecesse simplesmente fugir de uma situação sem ser notados, pressionaríamos o botão off e seríamos directamente levados para uma ilha paradisíaca algures no Atlântico.
- botão delete - quando pressionado, poderíamos seleccionar determinado acontecimento ou pessoa e apagá-la de vez da nossa memória.
- botão search - para aquelas situações - que começam a ser algumas (a idade não perdoa) - em que nos esquecemos do nome de alguém ou, por exemplo, de alguma data, bastava pesquisar na nossa base de dados cerebral.
- botão silenciador - quando estivermos fartos de ouvir a conversa de alguém, pressionar o botão de volume e conseguir paz para os ouvidos.

Ficam algumas ideias. Se se lembrarem de outras informatizações imprescindíveis para melhorar a convivência social, a signatária agradece a partilha!

P.S. Perdoem-me o estado psicasténico, mas tinha de ficar o requerimento e sugestão para os inventores do nosso país!

20.5.06

Qualquer dia...


... ainda te fazemos uma visita!
Já há muito tempo que não o ouvia. Quase já não me lembrava o que era acordar, A UM FIM DE SEMANA, às 8h30 da manhã, por causa dele!
Mas quem é vivo, sempre aparece. E este quando aparece - quase sempre à mesma hora - faz-se ouvir muito bem!

Esta madrugada [8h30, portanto...], lá vem ele com a sua camioneta, estacionar umas ruas acima. E é nesse momento que começa a apregoar - em MUITO BOM SOM - as suas batatas ["há vermelha e há branca" - àquela hora da manhã é o único pregão que eu consigo decorar!]. Quando acaba o pregão - em voz radiofónica, anasalada, própria de há umas boas dezenas de anos - coloca uma música belíssima. A música portuguesa no seu melhor...

Ainda querem que eu acorde bem-disposta?

A minha decisão do dia - depois de confratenizar com um vizinho que também foi acordado com o megafone nos ouvidos - foi a seguinte: um dia destes, juntamo-nos meia dúzia de dorminhocos e vamos-te apanhar a corneta, o megafone, ou o que quer que seja aquilo que utilizas para acordar centenas de pessoas! Prepara-te!

19.5.06

Uma questão de moda?

- O livro



Só me rendi à leitura do "Código da Vinci", de Dan Brown quando a febre mundial em redor do mesmo já tinha esmorecido um pouco. Lembro-me que o cenário da leitura terá sido uma praia algures por Espanha, no Verão do ano passado.

Um livro que agarra o leitor logo desde o início e que questiona alguns conceitos supostamente irrefutáveis. A religião católica é alvo de alguns (ou muitos!) ataques e há um jogo fabuloso com a simbologia, a arte e os números.

Não caí na tentação de concluir quanto à veracidade ou não do que é relatado. Li-o como um livro de ficção e não me surgiram quaisquer angústias. Talvez o sol me tivesse derretido o espírito crítico, mas reconheço que adorei o livro.


- O filme



Com a sala esgotadíssima, e depois de alguma correria para encontrar bilhete, eis que conseguimos ver um dos filmes mais esperados do ano.

A adaptação para o grande ecrã de um fenómeno de vendas não desiludiu. O essencial da história está lá, o cenário é deslumbrante e a banda sonora também é digna de nota.

Quanto à representação, a escolha de Tom Hanks para a personagem de Robert Langdon talvez não tenha sido a mais feliz e o actor não tem uma interpretação nada extraordinária. Quanto a Audrey Tautou, tinha estado bem melhor no "Fabuloso destino de Amélie". Escolha acertadíssima a de Paul Bettany para o personagem Silas e a de Ian McKellen para Sir Teabing.

Talvez tenha faltado um pouco de audácia no tratamento do argumento; uma tentativa de afastamento em relação ao livro. Mas isso poderia afectar os prováveis milhões que este filme vai render!



16.5.06

É um artista português

Este teste vale a pena fazer. Experimentem, no site da Rádio Comercial.

A mim deu-me isto: Você é Grande Grande Amor você preenche todos os requisitos para ser o chamado “cidadão do mundo”. Adora viajar e imagina o dia em que pega na sua mala de cartão e parte à conquista do mundo. É alguém vivido, sempre a olhar para a frente e que gosta do imprevisto.

Eu gostava mesmo era que me tivesse saído a música das "Favas com chouriço", mas não deve ser para qualquer um!

15.5.06

Decisões "em cima do joelho"


Quantas vezes não tomamos decisões de importância extrema em apenas fracções de segundos, irreflectidamente?

Reacções impulsivas, não ponderadas. Serão de rejeitar?

Poderia elencar centenas de decisões que tomei por impulso e sem as questionar. E, ainda que algumas provavelmente não as voltasse a tomar (como, por exemplo, a escolha do curso), não deixo de reconhecer validade a decisões tomadas em momentos de grande tensão.

A sabedoria popular diz - "não actues de cabeça quente", "deixa arrefecer a tua fúria". Será que tem de ser assim?
Reajo frequentemente por impulso, sem pensar.
E foi com supresa que me deparei hoje com este cenário à hora do almoço.
Entra em casa como um furacão e vem chateado e a resmungar. Depois é que me apercebo que terá sido por uma nota menos boa a Físico-Química. Numa fracção de segundos, eis que o ouço dizer "Nem olhei para o prof quando fui receber o teste... Vou para Economia!". Decisão tomada. Com cabeça quente. Deve ter aprendido por observação da irmã!

O que é impulso? Segundo a psicologia é o estímulo que possui força para levar o indivíduo a fazer determinada acção. De acordo com Freud a única fonte capaz de mover o ser humano é o id que constitui "exigências primitivas, cegas, irracionais, brutais".

Se até Freud o dizia, quem sou eu para o questionar?

O importante não será tanto chegar, alcançar o objectivo. Mas sim partir. Decidir. Ainda que a motivação tenha sido ditada por um impulso do momento!

12.5.06

Entre queimas

Cada um defende a sua dama, cada qual defende a sua queima...
Tendo pela primeira vez visitado a queima de Coimbra, eis que ficam aqui algumas comparações com a do Porto (a minha!):

Local:
Coimbra - junto ao rio
Porto - junto ao mar

Piso:
Coimbra - terra batida
Porto - terra batida

Roupa:
Coimbra - traje académico
Porto - pólo/t-shirt da faculdade

[Desconhecia este hábito de ida ao Queimódromo com o traje académico... Para as meninas, os sapatos são uma verdadeira tortura; como conseguem aguentar a noite inteira com eles calçados? Já me justificaram que a capa dá muito jeito às 4h da manhã...]

Preço dos bilhetes:
Coimbra - entre € 5 e €10
Porto - €5 /€6

[Sendo Coimbra a cidade dos estudantes, o fundamento para os preços mais elevados deve ser para estimular o estudo e desincentivar a malta de ir à queima!]

Barracas
:
Coimbra - promovidas pelas bebidas
Porto - cada faculdade tem a sua

[É mais interessante ver as faculdades representadas do que as bebidas. Mas a vantagem da de Coimbra é o espaço entre as barracas, que evita a confusão musical.]

Naturalmente que a minha escolha recai sobre a da Invicta. Nestas coisas, há que ser imPARCIAL...

O.k. Admito que na Queima da Invicta não há:
1) Porco no espeto



2) Dois senhores a jogar cartas e com um pacote de leite em cima da mesa



3) E Moranguitos em quantidade industrial


10.5.06

E mai nada!


Cenário: um shopping da Invicta.
Horas: por volta das 22h (enquanto se espera a companhia de compras).
Intervenientes: eu (enquanto espectadora), uma mãe (com o seu carrinho de bébé) e uma criança (com cerca de 3 anos).

Diálogo entre mãe e filho:
Filho - "Fala comigo!"
Mãe - "Já falei muitas vezes contigo hoje. Agora deixa-me descansar!"

E mai nada!

Não resisti a esboçar um sorriso e de recordar as vezes que me disseram que eu era um autêntica melga com perguntas quando era mais nova. E o quanto me irrita aquele anúncio (a fruta engarrafada) em que um miúdo pergunta cerca de 3 vezes por segundo [num anúncio de 30 segundos!...] "porquê?".

8.5.06

"Tantas vezes vai o cântaro à fonte...

... que acaba por deixar lá a asa!"

O ditado é secular e é mais do que verídico. Não há um dia em que o meu telemóvel não caia ao chão. Não tem nada que amorteça a queda e nem sempre cai em superfícies lisas e macias.

Reconheço que o meu aniversário ainda vem longe [ao contrário do desta menina], mas podem pensar num telemóvel anti-queda [daqueles que dá para atirar de uma ponta da praia à outra]. A joaninha agradece antecipadamente a vossa oferenda!...


6.5.06

Missões Impossíveis

1 - As três missões impossíveis do Tom Cruise. A 3ª missão de Ethan Hunt tem dinamismo, bons efeitos especiais, o oscarizado Philip Seymour Hoffman no papel de vilão e um final menos habitual nos filmes do género [mais próprio das comédias românticas e que intrigou a parceria cinéfila em Coimbra]. Era completamente fã da série televisiva [principalmente das partes em que eram fabricadas as máscaras...] e continuo muito apreciadora da projecção para o grande ecrã.




2 - Se o Tom Cruise ainda vai na 3ª Missão Impossível, eu já há muito que o superei. Cá vão algumas das minhas:
a) conseguir estar mais do que 48h sem comer chocolate;
b) dormir até mais tarde depois de uma saída à noite [isto porque alguém se lembra de cortar a relva às 8h00 da manhã!!];
c) estar 24h sem rir, sem dar um abraço ou um beijo;
d) desligar o telemóvel durante um dia;
e) ter um fim de semana sem trabalho;
f) ser paciente.

3 - Missões quase impossíveis (às vezes acontece):
a) esquecer um aniversário;
b) chegar atrasada;
c) pensar antes de falar.

A diferença em relação ao protagonista é que ele consegue cumprir as missões impossíveis. E eu nem sequer me aproximo dessa meta!

4.5.06

Bora lá ver a personalidade


Aqui está o resultado de um teste de personalidade à signatária. Divirtam-se e façam também!...




You Have a Sanguine Temperament



You are an optimistic person who is easily content.

You enjoy casual, light tasks - never wanting to delve too deep into anything.

A bit fickle, it's easy for you to change plans or paths when presented with something better.



You enjoy all of the great things life has to offer - food, friends, and fun.

A great talker, you can keep the conversation going for hours.

You are optimistic and sure of your success. If you fail, you don't worry about it too much.



At your worst, you are vain. You are obsessed with your own attractiveness.

A horrible flirt, you tend to jump into love affairs and relationship drama easily.

You're very jealous - which just magnifies the craziness around you.



2.5.06

A união faz a força


Para não dizerem que só promovo imagens de pés!...

1.5.06

Se existe...


... está no Google!
É das frases mais ouvidas nos dias que correm e - devo reconhecê-lo - tem a sua veracidade. Escrevam o vosso nome no google para ver se existem no mundo da Internet!


Uma das mais recentes apostas do motor de busca é o e-mail - o Gmail. Confesso que, apesar de usar o gmail há algum tempo, só este fim de semana reparei que, à medida que a conversa via e-mail se desenrola, mudam os links que aparecem na margem direita. Assim, se se escreve a palavra "casamento", lá aparecem links para listas de casamento. Por outro lado, a palavra "queimar" (polissémica, naturalmente) só remete para dietas e como queimar gorduras...


Um divertimento é tentar ver como reage o inteligente Gmail às nossas manobras de diversão. A conversas completamente sem nexo e a palavras fora do contexto [resultado de demasiado tempo ao sol...].
Experimentem.

29.4.06

Transporte doméstico

Não se pode dizer que a normalidade das pessoas tenha uma trotinete em casa que utilize frequentemente para se deslocar entre as divisões. Pois bem: nós temos. Foi uma prenda dada ao teenager da família há cerca de 5 anos (ele teria à volta de 10 anos) e tem sido utilizada por quase todos nós. Quando digo todos nós, compreende também as visitas que não prescindem de um test drive gratuito.
Pode-se dizer que a trotinete veio substituir os patins. De vez em quando - e desafiando a paciência de quem tem muita - lá nos divertíamos a percorrer o corredor e as outras divisões. É claro que a brincadeira só acabava quando se partia um vaso ou uma jarra. Mas no dia a seguir o desafio renovava-se.
A trotinete tem muito mais piada. E eis que ela hoje recebeu um novo dinamismo quando o proprietário decidiu redecorá-la. De vermelho e branco como o clube obriga.
E ficou assim:


Ensinamento:
Nunca desconfiem da criatividade de um miúdo de 15 anos!

P.S. Àquele(s) que se preocupou(aram) com a contingência do post anterior, pode(m) ficar descansado(s) que a minha sanidade mental não está [ainda!] posta em causa...

27.4.06

Contingências


Ausência

Quero dizer-te uma coisa simples: a tua
ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
magoa, que se limita à alma; mas que não deixa,
por isso, de deixar alguns sinais - um peso
nos olhos, no lugar da tua imagem, e
um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes
tivessem roubado o tacto. São estas as formas
do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
as coisas simples também podem ser
complicadas, quando nos damos conta da
diferença entre o sonho e a realidade. Porém,
é o sonho que me traz a tua memória; e a
realidade aproxima-me de ti, agora que
os dias correm mais depressa, e as palavras
ficam presas numa refracção de instantes,
quando a tua voz me chama de dentro de
mim - e me faz responder-te uma coisa simples,
como dizer que a tua ausência me dói.

Núno Júdice, in Pedro Lembrando Inês

P.S. Fica o texto de um dos meus poemas preferidos, provavelmente desconhecido para a maior parte das pessoas.

25.4.06

Rituais



Ainda pensei que o sol da tarde estivesse a desfocar as letras da revista Sábado, mas a notícia confirma-se.

Já tinha tido conhecimento que o mais famoso parto do ano ía decorrer em silêncio, de acordo com os rituais da Cientologia. Portanto, nada de comunicação verbal entre os presentes (médicos e enfermeiros). Tudo feito por sinais. E naturalmente que a sofredora mãe não poderia gritar.

Apesar de já esta notícia me ter surpreendido na altura, nada será comparável à notícia que li hoje. Parece que o Tom (o pai) disse ao Daily Mirror que iria comer a placenta da filha... Nas suas palavras: «Acho que seria bom, muito nutritivo. Vou comer o cordão umbilical e a placenta ali mesmo (depois do nascimento)». Vejam a notícia aqui.

Será que o famoso actor não sabe que nutritivo é comer morangos ao pequeno almoço ou uns espinafres à refeição?!!

23.4.06

Leituras

Impulsionada pelo Dia Mundial do Livro que se comemora hoje, exercitei a memória e fiz uma recolha dos livros que mais me marcaram até ao dia de hoje. Não estão elencados por ordem de preferência, já que é difícil comparar livros tão diferentes, escritos com motivações díspares e para ocasiões específicas.

Em casa, todos os quartos têm, pelo menos, uma estante com livros e há uma outra no corredor. A sala é espaço livre de livros. Percorro as lombadas dos livros e procuro chegar a alguma conclusão quanto aos que mais me marcaram. Tarefa hercúlea esta a que me dedico. Mas aqui fica uma primeira tentativa:

Os Maias (Eça de Queiroz) – sem dúvida um dos livros que mais me fascinou e que ainda prende a minha atenção. Li-o mais do que uma vez e sempre me ri das peripécias do João da Ega, sempre admirei as reflexões da época que se mantêm actuais e a capacidade genial do autor para pintar cenários. A última visita à obra foi feita, conforme escrevi num post anterior, aquando da assistência à peça de teatro que procurou adaptar o romance.

Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago) – foi dos livros cuja leitura mais me angustiou, por me ter possibilitado uma reflexão que nunca tinha tido acerca da condição humana e da importância da visão. Também assisti à representação teatral da obra e foi igualmente intrigante. Uma referência.

Equador (Miguel Sousa Tavares) – uma agradável surpresa. Conseguiu, com mérito, fazer nascer em muitos leitores a vontade de conhecer as paisagens paradisíacas que tão bem descreveu.

Pensar e Na tua face (Vergílio Ferreira) – difícil escolher um deles. Disputa com Eça de Queiroz o pódio de meu escritor de eleição. O “Pensar” contém várias reflexões do autor sobre os mais diversos temas. Consultei inúmeras vezes, como que à procura de um apoio quanto a uma ideia ou opinião. “Na tua face” por ter passagens verdadeiramente inteligentes e que chamam a atenção para realidades eventualmente menos belas.

A causa das coisas (Miguel Esteves Cardoso) – quase me esquecia de umas palavras para este livro. Para mim, um dos melhores textos cómicos dos últimos anos. Para ler em alturas de maior stress e quando a necessidade de riso seja patológica.

O retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde) – um dos poucos livros que li a conselho de alguém. Quase todos os que leio são escolhidos por mim (daí que não possa culpar ninguém de escolhas menos felizes…). Ainda que com alguns dizeres sejam lugares-comuns a personagem principal é admirável.

Fica a faltar a descrição de muitos igualmente de referência. Como todos os do Harry Potter (influência fraternal), O Principezinho, A Metamorfose, Os Miseráveis, O Deus das Pequenas Coisas, O Perfume, Como Água para Chocolate, Grandes Esperanças…

Tenho pena que o tempo para a leitura – de livros não relacionados com a minha área de actividade – seja cada vez menos. Quase só na praia – para mim um dos melhores locais de leitura – e, naturalmente, durante as férias.
Actualmente está sob leitura “A Conspiração”, de Dan Brown, depois de, FINALMENTE, ter lido o famoso “Código Da Vinci”.

Boas leituras.

22.4.06

Cacos

Quebra - (s.f.) acto ou efeito de quebrar; perda; dano; (adj. bras.) diz-se do animal ou pessoa de má qualidade [esta é nova!...].

Uma das [muitas] conversas tidas ontem à noite, à mesa da Casa Melo, foi relacionada com as maiores quebras que nos recordamos.
Na minha infância e início da adolescência sempre parti muitos copos e pratos. Involuntariamente mas como resultado da minha (ainda existente) incapacidade de ficar parada durante muito tempo.
Em casa, qualquer jantar com visitas resulta quase sempre na quebra de um qualquer objecto. Normalmente não colamos nada. Vai tudo para o lixo.
Lembro-me uma vez que se partiu uma taça de cristal no próprio dia em que foi oferecida, no Natal. Talvez tenha sido essa a quebra mais custosa.


Acho interessante todas as superstições e crenças populares à volta do acto de partir ou quebrar um objecto:
- partir um espelho significa sete anos de azar;
- partir uma garrafa de azeite é o pior presságio possível.


Das melhores quebras relatadas ontem saliento a da C. e da H. A da C. quando abre o frigorífico na véspera da Páscoa e cai uma taça com o polvo pré-cozido para o dia seguinte. Parte-se a taça, estraga-se o polvo e há que inventar uma nova refeição para o almoço festivo.
A da H. é igualmente hilariante.
Em casa da irmã duas jarras estão estrategicamente (mal) colocadas em cima das colunas de som. Quando decide ouvir música nas alturas, eis que as duas jarras caem ao chão devido à trepidação...
Naturalmente que o pior é mesmo limpar os cacos! Porque motivo os vidros teimam em aparecer várias semanas depois de se ter partido alguma coisa? Lá está o Eterno Retorno, de Nietzsche mesmo no simples acto de partir qualquer objecto...

20.4.06

(Des)orientações

Hora: 18h30m (com 10 minutos de atraso, naturalmente)
Local de embarque: junto à porta férrea (FDUC)
Destino: Café com arte (Av. Elísio de Moura - Coimbra)

Apesar de os meses de estada em Coimbra já serem alguns, há determinados pontos que ainda não são totalmente do conhecimento da signatária. Mesmo em relação a locais da Invicta em que (supostamente) já me deveria orientar sem mapa, perco-me muitas vezes. O que seria do meu sentido de (des)orientação sem o telemóvel?!

O que vale é que não estou sozinha neste handicap e ontem - agradavelmente - descobri que há alguém com o mesmo grau de desorientação. E duas desorientadas juntas, só pode dar problema. Valeu-nos a paciência do colega transatlântico que nos acompanhava e que, de cada vez que tínhamos que fazer inversão de marcha, só esboçava um sorriso.

Ao fim de voltas e mais voltas e de nos termos perdido inúmeras vezes, eis que chegamos cerca de 45 minutos depois ao local de destino. E o prémio - apesar de não merecido porque cortámos a meta quando todo o estaminé já estava desmontado (!) - era delicioso.

Roam-se de inveja que isto não é todos os dias:

17.4.06

Fuga algarvia

Para aqueles que me conhecem sabem que funciono completamente a energia solar. O que não é muito positivo, porque há duas estações do ano que não são propriamente muito profícuas em sol...
Mas foi a busca de um lugar ao sol que motivou a ida nestes últimos dias ao Algarve. Busca que saiu [quase] completamente ao lado.

O sol só brilhou um dia.





Banhos no mar, só mesmo com a ponta do pé.




A praia estava "em obras" [eu que desconhecia o conceito de construção civil na praia...]





Deu para constatar a invasão espanhola ao nosso país. Atrevo-me a dizer que 90% dos inquilinos do nosso empreendimento eram oriundos do país vizinho. Como sinal da sua passagem ficam os gritos à janela - de madrugada - acompanhados de bater de tachos e testos. Julgo que a festejar algum resultado futebolístico...

Ainda dizem que os portugueses são loucos e barulhentos! Quem ali estivesse mudava de ideias.

Contribuiu - e muito - para salvar a estada algarvia a ida a um dos locais, para mim, mais míticos de Portimão. O nome oficial é "Valentino", mas foi vencido pelo nome oficioso "O Holandês".




Já conhecia há uns anos, mas o holandês proprietário já não tem apenas a sua mulher portuguesa a trabalhar consigo. O espaço é o mesmo, mas os empregados aumentaram. Recomendam-se os caracóis e a feijoada de búzios. Um óptimo local para ir ao fim da tarde, depois de um dia de sol, mas que não consegue albergar grupos numerosos.
Saliento a decoração, com um espírito marítimo (naturalmente). Apenas um cachecol azul parece destoar com o bom gosto do local! ;)




Foram uns bons dias. Mas o cheiro a maresia rapidamente se esvanece e recupera-se o cheiro a trabalho...

12.4.06

What goes around comes around

Quem não se recorda de andar à roda durante o tempo suficiente até perder o equilíbrio quando parasse?
Quando ainda não tinha nascido o meu irmão mais novo, eu e a minha irmã divertíamo-nos a utilizar a cadeira giratória que estava no escritório [divisão que depois foi transformada em quarto e que viu desaparecer aquela fantástica cadeira...]. Era uma cadeira preta com rodinhas e que girava sobre si própria a uma velocidade inacreditável.
Alternávamos as duas - uma girava e outra agarrava-se como podia aos braços da cadeira.
Não teríamos mais do que 8/9 anos.
Não perdi o hábito infantil de andar à roda quando me apetecesse. Mesmo em pleno jardim do Mosteiro dos Jerónimos e com um saco com Pastéis de Belém na mão. Terapêutico, não acham?


11.4.06

Em espaços fechados?



Peço desculpa pela eventual seriedade deste post - ainda para mais em dia solarengo - mas o tema impõe-se.

Ontem à noite enquanto nos divertíamos no Pipas [Ribeira] eis que somos confrontados com uma câmara de uma estação de televisão a invadir o espaço em que nos encontrávamos. O intuito era conseguir depoimentos acerca da intenção governamental de legislar no sentido de proibir fumar em locais fechados.

O A. e a M. não conseguiram fugir à câmara e, eloquentemente, falaram da colisão de direitos, das leis do trabalho e do usufruto de um espaço.

A lei em Espanha é diferente da que se pretende implementar em Portugal. Aí cabe aos bares e discotecas optar pela proibição ou permissão do tabaco nos seus espaços. Cá em Portugal, ainda que nada esteja decidido, tudo aponta para que não haja essa possibilidade de escolha.

Quanto aos locais de trabalho - não sendo fumadora [e essa informação pode ser essencial para compreender a minha posição] - julgo ser de louvar uma eventual proibição. Ou então, a exigência de compartimentos específicos para os fumadores.

Já no que se refere aos locais nocturnos, aí uma eventual proibição terá um impacto inevitável na afluência a esses locais. Por outro lado, talvez sejam os espaços pequenos e tradicionais aqueles mais prejudicados. E o mesmo raciocínio se aplica aos restaurantes. Se se impuser a existência de um espaço específico para fumadores, será que todos os estabelecimentos terão a capacidade financeira para fazer face à mudança imposta?

Fica a questão [polémica]. Resta saber o que será aprovado a nível legislativo.

9.4.06

Tomar de assalto a capital

O propósito oficial da deslocação à capital era assistir ao Musical Sexta-feira 13. Mas o fim de semana foi de tal modo aproveitado ao segundo que deu tempo para muito mais. Para rever amigos que já não se viam há meses (e que nos acolheram, de braços abertos, nos seus habitats...), visitar os Jerónimos, experimentar um Gin do Mar ou ver a exposição da Frida Kahlo.

Take 1 - Musical Sexta-feira 13



Não tinha expectativas elevadas em relação ao que ia assistir mas fiquei - devo reconhecê-lo - agradevelmente surpreendida. Um espectáculo interactivo, com uma coreografia fabulosa e, é claro, com a música dos Xutos & Pontapés. Assistimos de pé a todo o musical, mas éramos constantemente convidados a circular, porque os palcos giratórios moviam-se no meio da assistência.

O ponto alto foi, para mim, o "Circo de Feras"; mas que muito rivalizou com "Contentores" (a música que encerrou o espectáculo). Muita luz, muito som... Que fica na memória.

Take 2 - Pastéis de Belém




Naturalmente que o nosso pequeno-almoço foi saudável...

Take 3 - Mosteiro dos Jerónimos

As minhas visitas a Lisboa nunca tinham proporcionado uma visita aos Claustros do Mosteiro dos Jerónimos. Ainda que salpicados por uma chuva que teimou em nos acompanhar naquele espaço, deu para concluir que há locais que valem a pena ser observados, visitados e, como é óbvio, fotografados.




Take 4 - Frida Kahlo



Insisti na visita à exposição patente no CCB sobre a vida e obra de Frida Kahlo. Só conhecia - até hoje - duas ou três obras da pintora e ignorava como tinha sido a sua vida (escapou-me o filme que foi feito já há uns bons meses).

A própria dizia: "Nunca pintei sonhos. Só pintei a minha própria realidade" [negando a qualificação que lhe era feita de surrealista]. E essa realidade sempre foi violenta. Desde os abortos sucessivos que sofreu, a amputação da perna direita e, ainda, as várias operações à coluna [que motivaram a pintura da obra que dá imagem à exposição]. Mas Frida, se representava a sua realidade, a sua vida, nos quadros não deixavam entrever o seu sofrimento. Só numa idade mais avançada é que reconhece, pintando-a, possuir uma máscara de mulher serena.

Só lamento que a organização da exposição tenha pecado por falta de controlo na afluência. Demasiadas pessoas dentro do mesmo espaço impediam que se conseguisse vislumbrar na perfeição cada quadro, cada fotografia, cada palavra.

O saldo do fim de semana foi, sem dúvida, extremamente positivo... Mas soube a pouco!

6.4.06

Regresso ao passado


Não costumo ser saudosista e andar a recordar o passado. Mas confesso que tenho visitado com alguma regularidade este site: Aqui
Conseguem-se recordar anúncios míticos, como o da Pasta Medicinal Couto e ainda programas infantis e juvenis que marcaram a nossa idade mais longínqua.
Tenho visto vezes sem conta o "Vitinho" "Nunca ter de dormir e só brincar... e à terra apenas voltar se eu quiser...".
Recomendo vivamente a música do "Tom Sawyer" (provavelmente uma das minhas séries preferidas à época).
Não garanto que não fiquem com vontade de comprar os vídeos (ou dvd's) todos daquelas séries que nos marcaram: "Bocas", "Dartacão e os Três Moscãoteiros" ou a "Volta ao Mundo de Willy Fog".
Ainda estou com o andamento da Idade do Gelo 2, por isso perdoem-me a infantilidade da semana!

4.4.06

Quebrar o gelo



A corrida foi algo alucinante, mas lá se conseguiu bilhete para a sessão tardia das 23h30...
A parte 2 da Idade do Gelo não desilude, não provoca sono (legítimo dado o adiantado da hora...) e garante risos sentidos.
Acompanhada fraternalmente, foi bom recordar o Scrat em desespero pela sua bolota [é nestas alturas que se recupera o dizer de Murphy - "quando algo pode correr mal, correrá mal de certeza"], o Manny a tentar convencer uma mamute que é mesmo um mamute e não pode andar em cima das árvores, o Sid a explorar um parque aquático e o Diego a aprender a vencer o medo da água.
Relembrando a Arca de Noé, tem a manada que fugir ao degelo do seu habitat e é essa fuga que o filme retrata.
Momentos hilariantes e de descontracção. Sem dúvida um filme para se ver depois de um dia extenuante de trabalho. Se conseguirem - como eu - levar um irmão de 15 anos, então o filme tem outro sabor. Divirtam-se!
P.S. Salienta-se a voz inimitável de Queen Latifah!

2.4.06

Domingueiros e dominguices

O Domingo pode ser o dia da semana mais intrigante e mais stressante. Principalmente quando nos cruzamos com domingueiros e dominguices.
Domingueiros - pessoa que veste o seu melhor fato [se for homem, não dispensa a gravata, naturalmente...] ao Domingo, se estiver a conduzir não anda a mais de 20km/h [provavelmente por ser o único dia da semana que o carro sai da garagem], passa a tarde toda numa esplanada junto ao mar, de preferência com a família toda (e o cão...). Também se encontram variantes de fato de treino.
Dominguices - sair de casa depois do almoço para um café ou uma água das pedras que dura a tarde toda. Ou sair de manhã para ir almoçar a uma qualquer cidade mais ou menos longínqua. Sempre com a família toda (e o cão...)!

A conjugação de domingueiros com as dominguices irrita-me. Principalmente quando se está cerca de uma hora para se ser atendido ou quando percorrer 2 km demora 15 minutos porque alguém se lembrou de abrandar a marcha para ver o mar... Arghhh!!!

1.4.06

Perder peso a custo zero...


Não, não vos vou falar em dietas mais ou menos milagrosas... Nada disso. Simplesmente apercebi-me que pode ficar a custo zero perder peso em Coimbra.
Nada de aulas de Body Pump, Body Combat ou afins, nada de dietas loucas onde se prescinda do imprescindível (nomeadamente o chocolate quente...).
O melhor mesmo é - todos os dias [que isto de fazer exercício não é só quando o rei faz anos...] - subir as escadas monumentais em apenas 10 segundos. Garante-se o cansaço, o suor e - quem sabe - algumas quedas pelo caminho.
Mito urbano - ou talvez não - dizia-se que um candidato à Associação de Estudantes pretendia electrificar as escadas monumentais. Aproveitado o repto da perda de peso, talvez a melhor medida seja prometer instalar uns balneários e uns chuveiros no cimo das escadas, para que o exercício não deixe vestígios na vestimenta.
Para quem não sabe são 125 degraus. Caso se caia ao subi-los será - segundo diz a tradição - mau presságio para o percurso académico...